Quero mostrar que esta fase também pode e deve ser bonita, saudável, activa e vivida com muita felicidade!!...

segunda-feira, 19 de março de 2012

Artrite Reumatóide

 

Em Portugal existem cerca de 40.000 doentes diagnosticados com Artrite Reumatóide, uma doença inflamatória crónica que pode limitar os gestos diários destes doentes, como abrir uma porta, agarrar uma caneta ou calçar uns sapatos.
A Artrite Reumatóide é uma doença reumática inflamatória crónica de etiologia desconhecida. Ocorre em todas as idades e apresenta, como manifestação predominante, o envolvimento repetido e habitualmente crónico das estruturas articulares e periarticulares. Pode, contudo, afectar o tecido conjuntivo em qualquer parte do organismo e originar as mais variadas manifestações sistémicas.
Quando não tratada precoce e correctamente, a artrite reumatóide acarreta, em geral, graves consequências para os doentes, traduzidas em incapacidade funcional e para o trabalho.
Tem elevada comorbilidade e mortalidade acrescida em relação à população em geral.



Quais são os factores de risco?
- Género - as mulheres são frequentemente mais afectadas (quatro mulheres para um homem).
- Idade - é, sobretudo, uma doença dos adultos jovens e das mulheres pós-menopáusicas.
- Historial de doença e vacinação - esporadicamente, surgem casos de artrite depois de infecções por parvovírus
- vírus da rubéola ou vacinações para a rubéola, tétano, hepatite B e influenza.


Quais são as formas de prevenção?
Entre os factores de protecção sugeridos destacam-se a gravidez, o uso de contraceptivos orais e a ingestão moderada de álcool.
O diagnóstico precoce é fundamental, uma vez que esta doença, diagnosticada nos primeiros três a seis meses do seu curso clínico e tratada correctamente, tem grandes probabilidades de não evoluir para a incapacidade funcional para o trabalho, diminuir a comorbilidade e não reduzir a esperança média de vida.
Não podemos evitar o surgimento da doença. A prevenção destina-se, fundamentalmente, a diminuir a gravidade da doença, de forma a reduzir a incapacidade funcional e a melhorar a qualidade de vida.

domingo, 4 de março de 2012

Como A Apneia Do Sono Afeta Um Idoso




A apneia do sono é uma doença que provoca inúmeras complicações de saúde e afeta a forma de dormir de todas as pessoas, especialmente das mais idosas. Saiba como a apneia do sono afeta um idoso e aprenda a ter uma noite de sono mais relaxada e descansada.



O Que é a Apneia Do Sono

A apneia do sono é um distúrbio no qual as pessoas têm uma ou mais pausas na respiração enquanto estão a dormir. As interrupções respiratórias são acompanhadas por um ressonar intenso, duram mais de 10 segundos e podem ocorrer 5 a 30 vezes por hora.
Trata-se de uma doença que afeta todos os grupos etários, principalmente as pessoas mais idosas. Estima-se que mais de 60% dos homens e 40% das mulheres com mais de 60 anos de idade sofrem da apneia do sono. Porém, este não é apenas um problema de ruído, pois existem várias complicações de saúde relacionadas com a apneia do sono como, por exemplo: a hipertensão arterial, diabetes, depressão, doenças cardíacas, ansiedade e acidentes vasculares cerebrais (AVC).
A apneia do sono ocorre durante o sono e afeta as atividades do dia-a-dia, provocando uma sonolência excessiva. Todas as pessoas que sofrem de apneia do sono acordam fatigados e irritados e isso acontece devido às constantes perturbações do sono e à falta de um descanso com qualidade.

O Que Faz As Pessoas Ressonarem

À medida que o corpo envelhece e com o passar da idade, os músculos e outros tecidos que estão na parte de trás da garganta (faringe), tornam-se mais frágeis e relaxados, especialmente durante o sono. Esta situação diminui o espaço aberto que permite a circulação do ar na parte interior e exterior do nariz, na garganta e no pulmão. Por outro lado, as vias respiratórias ficam obstruídas, o que impede a passagem do ar. O esforço muscular para recuperar a respiração e os níveis de oxigénio no sangue fazem com que uma pessoa acorde, interrompendo momentaneamente a apneia. Quando volta a adormecer, o mais comum é que o ciclo se repita, o que pode acontecer várias vezes na mesma noite.

O Que Pode Fazer Para Reduzir O Ressonar

Para quem está a cuidar de um idoso não é necessário aguardar pelo diagnóstico do médico de família para descobrir se este sofre ou não de apneia do sono. Se o idoso ressonar intensamente ou se tiver pausas na respiração durante o sono, existem algumas técnicas que devem ser colocadas em prática para melhorar o fluxo de ar. São elas:

Mudar a posição de dormir

Os idosos acamados têm o hábito de dormir de costas e esta é a pior posição para dormir para quem sofre da apneia do sono, pois as estruturas da garganta são mais suscetíveis de entrarem em colapso devido à gravidade. De uma forma geral, as pessoas que dormem de costas ressonam mais e dormem menos. É aconselhável que uma pessoa durma de lado ou de barriga para baixo para respirar melhor e ter uma boa noite de descanso.

Evitar a utilização de medicamentos para dormir

Os medicamentos para dormir promovem uma melhor noite de sono mas, à partida, não resolvem o problema de quem ressona, pois vai relaxar em demasia os músculos da garganta.

Fazer uma dieta saudável e equilibrada

O excesso de peso é uma das causas que mais contribui para o ressonar. A gordura acumulada entre o músculo e a mucosa da garganta faz com que esta fique mais estreita e isso vai dificultar a respiração durante a noite. Para que tal não aconteça, procure ter uma alimentação cuidada e equilibrada e aumente a prática regular de exercício físico.

Parar de fumar

O ato de fumar provoca inúmeras complicações na saúde de uma pessoa, especialmente na dos idosos. É fundamental deixar de fumar para dormir de uma forma relaxada e profunda.

Não ingerir bebidas alcoólicas

Não deve ingerir bebidas alcoólicas, sobretudo durante as quatro horas que precedem o momento de deitar, pois o álcool provoca um relaxamento dos músculos, além de dificultar a respiração.

Colocar adesivos nasais

Para quem respira mal de noite ou tem qualquer tipo de problemas nas narinas, é aconselhável que coloque um adesivo nasal para dormir melhor. Este método mantém as narinas abertas e facilita a respiração durante uma noite de sono.
Tenha em atenção que a apneia do sono pode ser fatal, pois a sonolência diurna excessiva pode levar as pessoas a adormecer em horários impróprios, como durante a condução. Por outro lado, também é de realçar que a apneia do sono aumenta o risco de um AVC, ataques isquémicos e doenças coronárias.

Como Tratar A Apneia Do Sono

Não existe uma cura para a apneia do sono, mas há uma variedade de tratamentos que podem reduzir o risco de problemas do coração e da pressão sanguínea. Dos mais conhecidos, destacam-se os seguintes:

Mudar o estilo de vida

Quem sofre de apneia do sono precisa de evitar o álcool, tabaco e medicamentos que relaxam o sistema nervoso central (sedativos e relaxantes musculares). Por outro lado, se tem excesso de peso, é fundamental perder peso e adotar uma dieta saudável e equilibrada.

Utilizar aparelhos especiais

Algumas pessoas que sofrem de apneia do sono utilizam aparelhos especiais que os auxiliam a ter uma boa noite de sono. Existem almofadas especiais e dispositivos que impedem a pessoa de dormir de costas e máscaras orais que mantêm as vias respiratórias abertas durante o sono. A aplicação prática de um determinado tipo de tratamento depende do historial clínico de um indivíduo e da gravidade da doença.

Com O Passar Da Idade Precisa-Se De Dormir Menos?

Independentemente da idade de uma pessoa, uma boa noite de sono permite descansar o corpo e restabelecer os seus níveis de concentração e de energia. Se isso não acontecer, as pessoas ficam irritadas, fatigadas, desatentas, rabugentas e mais propensas a acidentes. O sono, à semelhança da água e dos alimentos, é essencial para a boa saúde e para uma melhor qualidade de vida, especialmente no caso dos idosos.
As crianças e os adolescentes precisam de mais horas de sono do que os adultos e as pessoas idosas necessitam aproximadamente da mesma quantidade de horas de sono que os adultos mais jovens, isto é, sete a nove horas de sono por noite. No entanto, isto nem sempre acontece e as pessoas com mais de 65 anos de idade dormem menos do que precisam. Elas têm mais dificuldades em adormecer, não dormem de uma forma profunda e têm insónias, por isso, são frequentemente apanhadas a fazerem uma sesta ao longo do dia.
Os padrões de sono mudam à medida que uma pessoa envelhece, mas o sono alterado provoca o cansaço e a irritação.

Dicas Para Ter Uma Boa Noite De Sono

Uma boa noite de sono pode fazer uma grande diferença na forma como os seniores se sentem ao longo do dia e nas atividades que realizam. Existem algumas sugestões práticas que ajudam as pessoas idosas a dormirem corretamente. São elas:

Seguir um programa de descanso regular

A hora de dormir e de acordar deve ser sempre a mesma, incluindo a hora dos fins de semana.

Não fazer sestas durante o dia

Ao fazê-lo, pode ficar mais ativo e ter menos sono durante a noite.

Fazer exercício físico em horários regulares

O exercício físico a horas regulares melhora a qualidade do sono de uma pessoa e ajuda-a a dormir mais profundamente. Tenha em atenção que não deve fazer exercício físico nas três horas que precedem o momento de deitar.

Realizar passeios ao longo da tarde

Esta é uma excelente forma de usufruir dos benefícios da luz natural da tarde de cada dia.

Não beber álcool ou fumar antes de deitar

O álcool e o tabaco têm propriedades estimulantes e estas podem condicionar uma boa noite de descanso.

Criar um lugar seguro e confortável para dormir

Para dormir de uma forma descansada, é necessário que o quarto esteja escuro, bem ventilado e tão silencioso quanto possível. Um candeeiro e um telefone junto à cama são sempre objetos muito úteis.

Desenvolver uma rotina específica antes de ir para a cama

Adote a mesma rotina todas as noites para mostrar ao seu corpo que é hora de descansar. Por exemplo, assista ao jornal da noite, leia um pouco e vá-se deitar. Ao fazer esta rotina de uma forma continuada e repetida, o corpo fica mais habituado.

Usar o quarto apenas para dormir

Depois de desligar a luz do quarto, espere cerca de 15 minutos para adormecer. Se no final desse tempo, ainda estiver acordado e desperto, saia da cama e regresse apenas quando tiver sono.

Consultar o médico de família

Se é uma pessoa que está constantemente cansada e fatigada ao longo do dia e sente dificuldades em adormecer, deve consultar o seu médico de família ou um médico especialista do sono.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

O que acontece quando envelhecemos?

Saiba quais as mudanças que acontecem no nosso corpo e na nossa mente quando envelhecemos.

Ficamos mais liberais
A ideia de que à medida que ficamos mais velhos, ficamos mais fechados, parece estar em desacordo com a observação dos especialistas. Ao longo dos anos, regra geral, as atitudes das pessoas parecem tornar-se mais liberais em relação a temas relacionados com política, economia, raça, género, religião e questões sexuais. Por outro lado, as novas gerações estão mais livres e menos preconceituosas. Provavelmente, seremos mais liberais do que os nossos avós.

As nossas células envelhecem
Quando envelhecemos, as células do nosso corpo envelhecem. As células-tronco, aquelas que se podem transformar em qualquer outro tipo de célula, ajudam a substituir as células velhas ou doentes. O problema é que elas envelhecem também, e a sua capacidade regenerativa diminui com o tempo.
Precisamos de menos horas de sono
As pessoas mais velhas dormem menos. Pesquisas demonstram que os adultos dormem menos que os jovens e os idosos menos que os adultos. Num estudo com 110 adultos saudáveis que dormiam oito horas por dia, ficou comprovado que o grupo mais velho, com idade entre 66 e 83 anos, dormia menos 20 minutos que os indivíduos de meia idade (idade entre 40 e 55 anos). Os jovens com idades entre 20 e 30 anos parece dormirem até 23 minutos a mais do que o grupo de meia idade. A explicação é que quanto mais velhos, menos horas de sono precisamos.

Ficamos mais distraídos
A medida em que envelhecemos, ficamos menos focados e mais distraídos. Esta foi a conclusão de um grupo de estudantes de psicologia da Universidade de Toronto, liderado por Karen Campbell. Segundo a pesquisadora, existe um lado positivo: as pessoas de idade mais avançada, têm a habilidade única de ligar uma informação irrelevante a outra informação que surge na mesma hora, ajudando a preservar e impulsionar a memória, e compensando o aumento da distração.

Ficamos mais caídos
A nossa pele sofre com o envelhecimento. A epiderme, a parte mais externa da pele, fica mais fina; a pele perde elasticidade; a gordura do rosto - que fica nas camadas profundas da pele - começa a mingar. Surge a pele enrugada, murcha, com marcas de expressão e pequenas rachas.
Mesmo para os mais vaidosos, que recorrem a alternativas como as plásticas e o Botox, por exemplo, não há milagres absolutos. Isto porque os ossos do maxilar, bochechas e cavidades dos olhos também se desgastam e, contra isso, não há muito a fazer! A falta de sustentação deixa as pálpebras e as bochechas caídas, dando lugar ao aparecimento da papada.

Uma boa gargalhada
Rir ainda é o melhor remédio. A idade não influencia as nossas respostas emocionais ao humor, pois gostamos sempre de uma boa piada, quando a entendemos. Esta resposta é importante porque faz parte da interação social e sempre foi dito que o humor melhora a qualidade de vida, ajuda a diminuir o stress e ajuda a lidar com os problemas do envelhecimento.

Mantemos uma atitude positiva
Um estudo publicado em 2008, no departamento de sociologia da Universidade de Chicago, sugere que o aumento da longevidade verificado desde 1970 está ligado ao aumento da felicidade. Tudo isto depende da atitude que escolhermos ter perante a nossa vida. Olhar para o passado e ter apenas boas lembranças e manter uma atitude positiva, faz com que muitas pessoas mais velhas sejam mais otimistas do que os jovens.
 

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Proteja o seu Coração!!

 

O colesterol não dói, não se sente e é silencioso. E é também um dos maiores fatores de risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Esteja atento.

O colesterol é uma gordura essencial ao bom funcionamento do nosso organismo, pois intervém na produção de um grande número de substâncias, tais como hormonas ou vitaminas, bem como no processo de manutenção da estrutura das nossas células. No entanto, e como em tudo na vida, quando em excesso, o colesterol pode também acumular-se nas paredes das artérias e contribuir para o desenvolvimento de doenças coronárias.

O colesterol em excesso, especialmente o que se costuma chamar de «mau» colesterol, é um dos principais fatores de risco no desenvolvimento de doenças cardiovasculares, que todos os anos são responsáveis por cerca de metade das mortes em Portugal. A cada hora que passa, morrem em Portugal três pessoas devido a um acidente vascular cerebral, o problema que mais mortes provoca no nosso país. Logo a seguir, vem o enfarte do miocárdio. Vários fatores se conjugam para a ocorrência destes problemas, mas, na esmagadora maioria, existe um denominador comum: o colesterol elevado.

Na prática, o que acontece é que o colesterol, quando existe em excesso, potencia o desenvolvimento da aterosclerose, nada mais do que a formação de placas de gordura que se alojam nas artérias. Como é um processo silencioso, não se dá por ele, e ao longo dos anos as gorduras presentes na circulação depositam-se lenta e paulatinamente na parede das artérias, formando-se uma lesão que vai interferir com o fluxo de sangue na artéria afectada. E daí ao aparecimento das doenças relacionadas com a aterosclerose é um passo: angina de peito, enfarte do miocárdio, morte súbita, acidente isquémico (trombose), acidente vascular cerebral, doença vascular dos membros inferiores ou dos rins.

A melhor atitude a ter é a prevenção e a mudança de hábitos e estilos de vida. Ao mesmo tempo, é importante importante estar informado e desmistificar algumas ideias feitas em torno do colesterol. Por isso mesmo, as Selecções do Reader’s Digest foram ouvir o cardiologista Ricardo Gil Oliveira, do Instituto do Coração, até porque acabámos de viver a época das festas, tão propícia aos excessos alimentares.

1. Os excessos alimentares do Natal são mais perigosos que os excessos do verão?
O Natal e o verão são logicamente épocas diferentes no que toca aos excessos alimentares. No período imediatamente anterior ao verão, muitos portugueses optam por uma alimentação e um estilo de vida mais saudáveis, estimulados pelo desejo de emagrecerem e chegarem à elegância pretendida. No entanto, principalmente durante as férias, ainda são muitos os que, desculpando-se com a necessidade de fugir à rotina, cometem excessos alimentares: refeições fora de casa, com maior quantidade de gordura, mariscadas e petiscos fora de horas são alguns exemplos.

No Natal, os excessos concentram-se nos diversos alimentos típicos da época, que são maioritariamente ricos em gordura saturada. As rabanadas, os sonhos, as filhós e todos os fritos de Natal, aos quais se associam novas formas (e cada vez mais utilizadas) de confecionar o bacalhau, como é o caso do bacalhau com natas, são comuns nas mesas de Natal dos portugueses, e geralmente em grandes quantidades, o que implica uma maior porção por pessoa, mas extremamente ricos em gorduras saturadas e colesterol. Quer a alimentação típica de verão, quer a de Natal, combinadas com a falta de atividade física, podem resultar num fim de época com níveis de colesterol acima dos que são desejados.

2. Após as férias, as pessoas tendem a desleixar-se com os cuidados alimentares. Que cuidados devem ter após esses períodos?
É importante não esquecer que todos os dias contam! De férias ou a trabalhar, no verão ou no inverno, o colesterol pode acumular-se nas nossas artérias todos os dias, e por isso todos os dias são importantes para cuidar do nosso colesterol. Agora, tal como no resto do ano, devemos optar por uma alimentação e um estilo de vida mais saudáveis. Recomenda- se aumentar a ingestão de peixe, como o salmão ou a sardinha, e de fruta, vegetais e cereais integrais e reduzir ou evitar o consumo de carnes vermelhas, gema de ovo, manteiga, queijos curados e produtos de charcutaria. Optar por utilizar azeite em detrimento das gorduras de origem animal e por formas mais saudáveis de cozinhar, como os grelhados, os cozidos e os cozinhados a vapor, são outras recomendações que devem ser seguidas.

Para além destes cuidados com a alimentação, recomenda-se ainda a ingestão de alimentos com esterois vegetais, que ajudam a reduzir o colesterol ativamente! Os esterois vegetais bloqueiam no intestino parte da absorção do colesterol que é ingerido, ajudando o organismo a expulsá-lo e, consequentemente, a reduzir o nível de colesterol no sangue. No mercado, os alimentos com esterois vegetais estão disponíveis maioritariamente sob a forma de produtos lácteos. Os cuidados com a alimentação e a ingestão de esterois vegetais devem fazer parte de um estilo de vida saudável que inclua também a prática regular de atividade física; por isso, recomenda-se, por exemplo, 30 minutos de caminhada por dia.

Estas mudanças não devem ser ocasionais ou apenas depois de cometermos alguns excessos, mas sim integradas como um comportamento no nosso dia a dia. Os níveis de colesterol no sangue devem ser vigiados e mantidos dentro dos valores recomendados todos os dias em todas as estações do ano!

3. O regressar à rotina, ao stress, também pode afetar os níveis de colesterol?
O nosso corpo também produz colesterol, pelo que essa produção pode ser influenciada por vários fatores, entre os quais o stress. O stress estimula o sistema nervoso simpático, libertando adrenalina na corrente sanguínea, o que provoca o aumento da pressão arterial, um dos fatores de risco para as doenças cardiovasculares. Para além disso, quando combinado com outros fatores, como uma má alimentação, o sedentarismo ou o tabagismo, o stress pode provocar o aumento de LDL, ou «mau» colesterol, e a diminuição de HDL, considerado «bom» colesterol.

4. O colesterol pode ser genético? Pode ser herdado?
O colesterol tem duas origens possíveis: cerca de 30% são provenientes da alimentação (encontra-se especialmente em produtos de origem animal, tais como as carnes, o leite gordo, o queijo, a manteiga e os ovos), mas a maior parte é produzida no fígado, de acordo com as necessidades do organismo, mas esta produção pode ser influenciada por vários fatores, entre os quais a hereditariedade ou fatores genéticos. Para muitas pessoas, a causa de colesterol elevado é hereditária e é causada pela produção em excesso ou pela dificuldade na sua utilização. Os familiares diretos (filhos, irmãos, pais) de pessoas com o colesterol alto devem fazer análises de sangue para saber se também têm o mesmo problema.

5. Existem muitos mitos em torno do colesterol. Como o de ser um problema das pessoas com excesso de peso. Mas o colesterol afeta também as pessoas magras ...
O excesso de peso é um dos fatores que podem contribuir para o aumento do colesterol, mas não é necessariamente sinal de colesterol elevado. O que acontece é que geralmente este problema está associado ao sedentarismo e a erros alimentares que também levam a níveis de colesterol mais elevados, e, por isso mesmo, muitas vezes os dois problemas coexistem na mesma pessoa. Contudo, uma pessoa com um peso considerado normal ou saudável pode, sem se aperceber, ter níveis de colesterol elevados devido a outros fatores não controláveis, como a hereditariedade, a idade, a menopausa ou ainda doenças como a diabetes ou a insuficiência renal. Por esta razão, é importante reforçar que o colesterol é o que costumamos chamar de «inimigo silencioso», exatamente porque não tem sintomas nem sinais, e sem o sentirmos pode acumular-se nas nossas artérias e levar ao desenvolvimento de doenças coronárias.

6. Os obesos têm maior propensão para ter colesterol alto?
Como referido anteriormente, o excesso de peso e a obesidade estão muitas vezes associados a outras doenças como a hipercolesterolemia, uma vez que as causas de todas elas passam pelos mesmos erros alimentares e pelo sedentarismo. Nestas situações, onde coexiste uma multiplicidade de patologias, o risco cardiovascular é exponencialmente aumentado, pelo que os cuidados devem ser redobrados. Esses indivíduos apresentam igualmente um aumento de gordura visceral, levando a situações de resistência à insulina, hipertrigliceridemia, tensão arterial elevada, a chamada síndroma metabólica.
Fonte : Idade Maior

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Saúde dos Olhos: Visão para além da idade

Com o passar dos anos, a visão vai diminuindo, podendo surgir algumas doenças: as cataratas e a DMRI são das mais limitativas. Mas é possível preveni-las ou, pelo menos, retardar a sua evolução.

Saúde dos Olhos: Visão para além da idadeCataratas. Como lentes embaciadas

As cataratas tornam a visão enevoada. Assim acontece porque, à medida que se envelhece, a lente dos olhos - o cristalino - vai ficando mais espessa e menos transparente, deixando entrar menos luz.

As fibras que compõem o cristalino agregam-se, formando pequenas manchas que dificultam a visão. São as cataratas.

É lentamente e, em geral, sem dor que as cataratas se instalam. Não são visíveis alterações exteriores, mas os sintomas incomodam: visão enevoada; dificuldade em ver à noite; sensibilidade acrescida à luz e à claridade; cores menos definidas; halos à volta das luzes; necessidade de luz mais intensa para actividades como ler e ocasionalmente dupla visão num olho.

A cirurgia é o único tratamento eficaz para as cataratas: o cristalino danificado é removido e substituído por uma lente artificial. A cirurgia é feita com anestesia local e a recuperação é rápida.

DMRI. Sem visão central

Degenerescência Macular Relacionada com a Idade (DMRI) é uma doença que afecta a mácula, a parte central da retina responsável pela nitidez, pela cor e pelos detalhes daquilo que se vê, e que usamos para ler, assinar um cheque, enfiar uma agulha ou mesmo reconhecer um rosto.

À medida que a mácula se deteriora, os sintomas surgem. Há perda da visão central (ao perto e/ou ao longe), manchas no campo de visão, imagens pouco nítidas, sem detalhes, imagens distorcidas - linhas direitas parecem irregulares ou curvas, os objectos parecem mais próximos ou mais distantes do que estão e cores menos brilhantes e intensas.


Proteger os Olhos
1. Faça uma alimentação saudável, abundante em frutos e legumes verdes – fornecem vitaminas e sais minerais com acção antioxidante protectora dos olhos.
2. Não fume – o tabaco é prejudicial para os olhos pois aumenta o risco de cataratas e DMR.
3. Use óculos de sol com protecção UV – a radiação ultravioleta é nociva para os olhos.
4. Vigie a saúde dos olhos regularmente – a Direcção Geral Saúde recomenda, em termos gerais, visitas ao oftalmologista pelo menos de 4 em 4 anos a partir dos 46 anos. Estas consultas devem ser anuais caso tenha algum problema de visão.
5. A diabetes e a hipertensão devem estar controladas.
6. Se já tem cataratas, procure não forçar os olhos – use uma lupa para ler, aumente a potência das lâmpadas em casa, e evite conduzir à noite.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Dia 20 Outubro: rastreio gratuito à Osteoporose

Prevenir é remediar. Aproveite esta data para fazer um rastreio gratuito à Osteoporose.
O institutocuf diagnóstico e tratamento, no Porto, vai inaugurar a primeira Unidade Multidisciplinar de Osteoporose do país, no dia 20 de outubro, por ocasião da comemoração do Dia Mundial da Osteoporose.

Durante o dia, profissionais de saúde do institutocuf vão realizar rastreios gratuitos à Osteoporose. As inscrições são gratuitas mas limitadas e podem ser feitas através do telefone 220 033 500 ou pelo e-mail institutocuf@jmellosaude.pt.

A Osteoporose é uma doença óssea metabólica esquelética sistémica que se caracteriza pela diminuição da massa óssea e por uma alteração da qualidade microestrutural do osso, conduzindo a uma diminuição da resistência óssea e consequente aumento do risco de fraturas. As fraturas mais frequentes ocorrem na extremidade distal do rádio, nas vértebras dorsais e lombares, e no fémur proximal, podendo levar à morte. Esta doença atinge sobretudo as mulheres na idade pós-menopausa pós-menopáusicas e as pessoas idosas de ambos os sexos. O diagnóstico precoce faz-se através de uma densitometria óssea osteodensitometria de dupla energia radiológica, que permite avaliar a densidade mineral óssea e, dessa forma, estimar o risco de fratura.

Fonte "Idade Maior"

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Universidade em Alenquer abre portas

Universidade em Alenquer abre portas
          Se tem tempo livre e gostava de voltar a estudar, se conhece pessoas desocupadas, mas que gostariam de voltar a ter uma vida mais activa, não perca tempo e volte à vida académica. Vai ver como a vida ganha uma nova cor e interesse!
Estão abertas as inscrições para o arranque do novo ano lectivo na Universidade da Terceira Idade de Alenquer.
Neste momento são já mais 400 os alunos que aguardam com entusiasmo o ínico das aulas, superando assim todas as expectativas.

A universidade oferece um plano curricular diversificado que no total engloba 19 disciplinas entre elas o Inglês e a Informática, as mais frequentadas, outras como o Yoga, as danças do mundo e as danças tradicionais reúnem cada vez mais apreciadores.

As aulas decorrem na biblioteca municipal, contando ainda com pólos no Carregado, Ota e na junta de freguesia de Ventosa. Dinamizar a população sénior, promover o envelhecimento saudável, a qualidade de vida dos mais idosos e fortalecer a troca de conhecimentos e experiências é o grande objectivo desta iniciativa do município de Alenquer.

Como evitar os lapsos de memória?

Com o avançar da idade existe tendência para surgirem os típicos lapsos de memória. Saiba o que fazer para aumentar a memória em vez de diminui-la. 
O stress crónico ao produzir duas hormonas como o cortisol e a noradrenalina funciona como inimigo da memória. Pesquisas nesta área demonstram efeitos nocivos de tais substâncias químicas no sistema nervoso central, incluindo a região do hipocampo, que é a região da memória. Tais efeitos negativos (pode haver até a morte dos neurónios) costumam ser reversíveis quando a resposta ao estímulo do stress é controlada.

Portanto, a primeira dica para evitar lapsos de memória é aprender a lidar com o stress ao qual todos estamos sujeitos nas diversas situações e contextos de nossas vidas. Ninguém está livre do stress, precisamos apenas de desenvolver mecanismos adaptativos que façam com que os efeitos nocivos sejam os menores possíveis.

Para tal, existem diversas formas que nos podem ajudar a controlar o stress. Para casos mais acentuados a psicoterapia cognitiva (que muda o foco do pensamento), ou as técnicas de relaxamento como o Ioga, e até determinadas ações sociais, além de atividades físicas regulares. O simples ato de fazer bem às pessoas, ativa o Sistema de Recompensa Cerebral, conduzindo, em alguns casos, a uma felicidade extrema.

Além do stress, existem outras doenças e transtornos mentais como a depressão, o síndrome do pânico, a ansiedade generalizada, entre outros, responsáveis por lapsos de memória. Nestes casos, é importante o tratamento feito por especialistas, psiquiatras e psicólogos.

Deve-se evitar o uso crónico de benzodiazepínicos, os tradicionais calmantes ou remédios conhecidos como indutores de sono. Caso não sejam prescritos e acompanhados por médicos, podem causar dependência e lesões na memória. Outros medicamentos também podem ter efeito sobre a memória; daí a importância dos pacientes perguntarem aos seus médicos sobre efeitos colaterais dos medicamentos.

O uso de álcool, drogas, inclusive o tabaco também podem prejudicar a memória. Algumas mudanças de hábitos de vida ajudam na preservação da memória. Deve-se sempre fazer um check-up de saúde, principalmente após os 40 anos de idade, já que algumas doenças clínicas como o colesterol alto, hipertensão, AVC (acidente vascular cerebral) e distúrbios do sono podem provovar falhas de memória.

O exercício mental, através de leituras variadas, palavras-cruzadas, estudos de novas línguas e também novos campos intelectuais ou manuais são fundamentais para combater o esquecimento. Portanto, a boa notícia é que é possível lutar contra o esquecimento. Ou seja, o cérebro não precisa de descanso.
Se se sentir com pequenos lapsos de memória, deve procurar um profissional da área de neurologia ou psiquiatria. Na maioria das vezes, os lapsos de memória não são causados por doenças clínicas ou neurológicas, principalmente em pessoas saudáveis, mas sim pelo stress diário das vidas competitivas e complexas dos dias atuais. Mas, mais vale prevenir do que remediar.
 

terça-feira, 26 de julho de 2011

Dia Dos Avós


Hoje comemora-se o Dia dos Avós. 

Só por curiosidade, sabem o porquê da escolha deste dia para o comemorar???

Este dia foi escolhido para a comemoração porque é o dia de Santa Ana e São Joaquim, pais de Maria e avós de Jesus Cristo.

Por isso hoje não se esqueça de os mimar e, se estiver longe deles, ligue e diga-lhes o quanto deles tem saudades e os ama. 
Todos os dias devem ser dias especiais e de demonstrar o quanto amamos e nos fazem falta os nossos avós e mesmo quando já não estão entre nós estão no nosso coração.....para sempre.
Beijinhos e amo-vos muito avós, estejam onde estiverem....

sábado, 21 de maio de 2011

Evitar a Osteoporose

Saiba onde encontrar a dose certa de cálcio

Os ossos levam quase 30 anos para alcançarem o auge de sua densidade e cerca de 10 anos depois começam a enfraquecer. Se enfraquecerem demais, tornam-se quebradiços. A isto, chama-se osteoporose. A doença que todos ouvimos já falar, e muitos tememos, está associada ao processo de envelhecimento.

Para evitar a osteoporose, é preciso ter dois tipos básicos de cuidados preventivos: estilo de vida saudável e alimentação rica em cálcio na juventude. A osteoporose é resultado de um balanço entre ganho e perda de massa óssea no decorrer da vida. Por isso, é essencial acumular o máximo de massa óssea antes dos 30 anos e evitar hábitos que acelerem a perda de massa óssea. Nos dois casos, a alimentação exerce um papel fundamental.

A partir do momento em que a doença se instala, não há cura, mas apenas tratamento para retardar o seu avanço e impedir consequências graves. Como os ossos passam a ser mais frágeis, até os mais leves traumas podem causar fracturas. Uma queda simples pode partir o fémur ou a bacia.

Entre 700 mil e 800 mil portugueses sofrem de osteoporose, sendo a maioria mulheres. Aliás, segundo os dados da Associação Nacional Contra a Osteoporose uma em cada três mulheres depois da menopausa pode vir a ter osteoporose, enquanto um em cada cinco homens poderá ter a doença depois dos 50 anos.

Dose certa de cálcio
A ingestão adequada de cálcio varia de acordo com a idade:
- Infância: 800 mg a 1200 mg;
- Adolescência: 1200 mg a 1500 mg,
- Vida adulta: 1000 mg;
- Acima de 50 anos: 1000 mg a 1500 mg.

A principal fonte é o leite. Desnatado ou integral, ele fornece 1 mg de cálcio para cada 1 ml da bebida. Na prática, significa que precisamos de 1 litro por dia, na vida adulta. Mas, a verdade é que muitos não gostam de leite e outros são intolerantes à lactose.

Mas, para esses casos, existem outros alimentos ricos em cálcio!

- Existem peixes ricos em cálcio. A sardinha é a melhor opção, pois oferece metade da necessidade diária de cálcio em apenas quatro unidades (100 g).
- O feijão também ajuda. Uma concha e meia (160 g) oferece 10% do cálcio, o mesmo encontrado em duas unidades de laranja lima ou numa colher e meia de requeijão.
- Bebidas à base de soja oferecem 40 mg de cálcio por copo.
- O agrião também é outras das opções, por ser forte em cálcio
- Outro alimento rico em cálcio é a azeitona verde, embora seja bastante calórica.
- Os iogurtes são ricos em cálcio e aconselhados para prevenção da osteoporose, bem como a redução de risco de doenças crónicas, hipertensão arterial ou cancros no cólon e recto. Têm pouca lactose para evitar desconfortos estomacais e são ricos em vitamina D.
- Os médicos recomendam pelo menos 20 minutos/dia de exposição solar, com uso de filtro e nos horários de menor intensidade, devido à vitamina D, visto que esta tem papel fundamental na absorção do cálcio.
 
Fonte  "Idade Maior"

terça-feira, 26 de abril de 2011

Cuidados gerais a ter com idosos

Embora muitos idosos façam questão de manter a sua independência, as pessoas com idade superior a 80 anos precisam de alguns cuidados gerais. Saiba o que pode fazer para tornar os dias dos idosos ainda mais agradáveis, física e emocionalmente.

Como fazer? Quando os idosos chegam a uma certa idade, é natural que os filhos pensem logo num local onde terão cuidados 24 horas por dia, caso de um lar para seniores. No entanto, isso nem sempre é a melhor opção para o idoso. Cuidar de um idoso também é falar abertamente com ele para saber quais são as suas vontades e necessidades. Explore todas as opções, desde ficar a viver sozinho, levar o idoso para a sua casa ou para a de outros familiares, antes de considerar a opção de um lar.

Viver com a família. Se a escolha recair sobre levá-lo para a sua casa ou então passar temporadas em várias casas de família próxima (alternar entre as casas dos filhos, por exemplo), é importante que fale com o idoso acerca deste plano. Enquanto alguns poderão adorar a ideia de poder estar com todos em diferentes alturas, outros poderão sentir que estão a ser “despachados” de um lado para o outro e poderão não sentir-se confortável com as mudanças constantes.

Viver num lar. Se a opção lar for bem aceite pelo idoso, é importante que faça uma boa pesquisa dos lares de terceira idade disponíveis. Estes podem variar muito, não só em termos de preço, mas também no que respeita às condições oferecidas e o ambiente em geral. É importante escolher um lar que combine na perfeição com a personalidade do idoso, por isso, visite vários e peça referências a amigos e conhecidos. Uma vez instalado no lar, é importante que visite frequentemente o idoso, planeando também saídas ou fins-de-semana passados em família.

Casa segura. Para idosos que preferem continuar a viver nos seus lares, os cuidados mais importantes passam pela segurança em casa. Certifique-se que a casa está bem iluminada e que existem luzes de presença para a noite; tenha em conta a disposição dos móveis para assegurar uma fácil mobilidade dos idosos; evite a existência de tapetes escorregadios; adapte o WC/banheiro com barras de apoio se achar necessário; coloque os números de telefone da família, vizinhos e amigos junto ao telefone, escritos em números bem visíveis; veja se na cozinha têm tudo o que precisam à mão, para evitar que o idoso suba para cadeiras ou bancos; faça o mesmo com os restantes armários, colocando o que mais utilizam em prateleiras mais baixas.

Ajuda externa. Por mais independente que seja um idoso, os cuidados gerais que necessitam podem passar por alguma ou até muita ajuda externa. Um idoso pode precisar de ajuda para fazer a sua higiene pessoal, para ir às compras e/ou confeccionar as suas refeições, para efectuar a limpeza da casa, para ir ao médico, ver o correio e pagar as contas, entre muitas outras tarefas do dia-a-dia. É importante delinear um plano para decidir quem vai fazer o quê e quando, comunicando tudo isto ao idoso para que ele saiba aquilo com que pode contar. Se tiver que faltar a um compromisso prévio com o idoso, avise-o previamente e encontre uma alternativa. Se necessário, contrate ajuda externa.

Saúde de ferro. Vigiar e cuidar da saúde de um idoso é fundamental. Quer tenham ou não alguma doença ou problema de saúde, os idosos devem ser vigiados de perto: assegure-se que fazem uma dieta alimentar equilibrada, que efectuam algum tipo de exercício físico, que bebem muita água e que não descuram a toma dos seus medicamentos diários (neste caso pode adquirir uma caixa divisória que facilita não só a organização dos medicamentos a tomar ao pequeno-almoço, almoço e jantar, mas também o seu controlo). Sempre que possível, deve acompanhar o idoso ao médico, bem como ter cópias do seu historial, exames e medicamentos. Se o estado de saúde do doente for mais grave e o idoso tiver de estar acamado, informe-se acerca dos cuidados especiais a ter com uma pessoa acamada.

Vida social. Só porque alguém tem mais de 80 anos de idade não significa que tem de passar os seus dias enfiados em casa em frente à televisão. É essencial motivar o idoso para sair de casa e ter algum tipo de vida social – nem que seja ir tomar um chá com as amigas todas as semanas, dar uma pequena caminhada ou até inscrever-se num centro de convívio para idosos. Sempre que puder, a família também deve estar presente para fazer companhia ao idoso. A companhia física, o carinho e uma boa conversa é o melhor presente que pode dar a um idoso que, com a sua experiência de vida, tem sempre histórias para contar. Para além disso, é importante manter o idoso a par das notícias do seu círculo pessoal e até do mundo, para que não sintam que estão a ser esquecidos, simplesmente porque já são “velhos” e “não vão entender”.

Fonte do artigo: Cuidamos.com

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Alimentos benéficos para o coração

Uma alimentação equilibrada é essencial para o bom funcionamento do coração. Saiba que alimentos deve ingerir.

A partir de determinada idade, é necessário começar a ter alguns cuidados com o coração. O seu bom funcionalmente depende de diversas questões, algumas delas relacionadas com factores genéticos, mas essencialmente com a alimentação e o estilo de vida.
Em boa verdade, uma boa alimentação na juventude pode prevenir muitos problemas cardíacos. Alimentos de baixas calorias e uma ementa variada e recheada de legumes e frutas são aliados do coração.

Alimentos com pouco sal de cozinha são os mais indicados para o coração. Além destes, peixes são ricos em ómega 3 e 6 são uma das principais recomendações para o bom funcionamento do sistema cardíaco. Também as uvas e os seus derivados são indicados para a prevenção de doenças cardíacas.

Carnes brancas – aves e peixe - são fundamentais para uma boa dieta. O consumo de azeite de oliva é indicado, desde que seja em pratos frios. O óleo, depois de aquecido, sofre mutações que transformam o padrão da gordura e o tornam nocivo. Por isso, é aconselhável evitar a reutilização de óleo de fritos.


Nem toda a gordura é prejudicial ao coração. As gorduras que existem nas carnes brancas do peixe são benéficas. Óleos de soja e de milho devem ser substituídos pelos óleos de azeite.

Nozes, castanhas e avelã são benéficas para o coração, pois são ricas em gorduras monoinsaturadas, o chamado colesterol bom, e contém anti-oxidantes. Estas castanhas devem ser consumidas com moderação, no máximo 50 gramas por dia. Mais do que isto, engorda!

Uma boa alimentação requer equilíbrio. Para ser mais exacto, deveríamos ingerir diariamente 50% a 60% de carboidratos, 20% a 25% de proteínas, 20% a 30% de gordura e 300 g a 400 gramas de frutas, verduras e legumes.

No entanto, o melhor é encontrar o equilíbrio entre os nutrientes, sem cometer excessos. Para que a alimentação não se torne uma inimiga, o melhor é sempre procurar ajuda de um nutricionista. Assim conseguirá manter o peso e conservar o sistema cardíaco em bom estado.

Fonte "Idade Maior"

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Como ser independente na terceira idade!

A preparação para a terceira idade deve começar cedo. É preciso pensar em planos de poupança e ocupação da mente e do físico.

São muitos os dilemas da terceira idade: síndrome do ninho vazio, alto índice de divórcios, e o aumento da longevidade, que implica preparação emocional e financeira para este tempo.

A preparação deve começar tão cedo quanto possível. As mulheres devem consultar regularmente o ginecologista, praticar actividades físicas e de lazer, ler e escrever, de forma a estimular a memória, alimentar-se de maneira saudável, divertir-se e manter uma ampla rede de relacionamentos sociais, evitando o isolamento a todo o custo!

É preciso lembrar que lembrar que a partir da meia-idade podem ainda restar cerca de 40 a 50 anos de vida, considerando que a longevidade da população continuará a crescer. Até há bem pouco tempo as pessoas não pensavam nestas questões, pois morria-se mais cedo, muitas vezes depois da reforma! Actualmente, o cenário mudou e uma grande parte da população não sabe o que fazer depois da reforma.

Aqui ficam alguns conselhos:

Planos de Poupança. É essencial prevenir o futuro e não depender das reformas, que como sabemos são escassas, nem de outros. É essencial começar cedo e variar os investimentos. Comece já a informar-se a informar quais os investimentos que garantem melhores rendimentos. Quanto melhor planear as suas finanças, mais hipóteses terá de viver bem este tempo.

Por outro lado, a pratica regular de exercícios físicos moderados durante um determinado tempo, cerca de um ano, pode aumentar o tamanho do hipocampo cerebral em adultos com mais de 55 anos, proporcionando um aumento da memória espacial, segundo um novo estudo.

O hipocampo é a área do cérebro responsável pela formação de todos os tipos de memória. O estudo, conduzido por pesquisadores das universidades de Pittsburgh, Illinois, Rice e Ohio State, foi publicado na revista especializada "Proceedings of the National Academy of Sciences.

Os resultados da pesquisa são particularmente interessantes por sugerirem que mesmo modestas quantidades de exercício podem fazer com que adultos idosos sedentários registem melhorias substanciais da memória e da saúde do cérebro.

Fonte: "Idade Maior"

quinta-feira, 31 de março de 2011

Vamos lá mudar estes números!!!

Idosos portugueses têm menos esperança de vida saudável


Portugal tem mais idosos e mais doentes do que Espanha e a esperança de vida saudável aos 65 anos é significativamente superior no país vizinho, revela um estudo comparativo feito pelos institutos de estatística dos países ibéricos.
Enquanto as mulheres e os homens espanhóis têm, aos 65 anos, uma média de 9,8 e 8,6 anos de vida saudável pela frente, nos portugueses essa esperança não vai além dos 6,6 anos e 5,4 anos respetivamente.
A comparação faz parte de «A Península Ibérica em Números/La Península Ibérica en Cifras», publicação da responsabilidade dos Institutos Nacionais de Estatística de Espanha e de Portugal, correspondente a 2010.

Fonte " Lusa"

É urgente começarmos a mudar de mentalidade e modo de vida. Praticar mais exercicio físico, ter uma alimentação saudável, ingerir mais água diariamente..podem ajudar a mudar estes números. Lembre-se que tudo está nas nossas mãos, basta querermos e termos força de vontade..

terça-feira, 22 de março de 2011

Cuidar de alguém com incontinência

A incontinência urinária é uma patologia que afeta milhares de pessoas em todo o mundo e constitui-se como um dos maiores entraves à realização das tarefas mais básicas do dia-a-dia.
Saiba como cuidar de uma pessoa com incontinência.

A forma como cuida de alguém que sofre de incontinência está relacionada com a forma como lida com ela e como a incentiva. Conheça os cuidados principais que pode ter com alguém que sofre de incontinência urinária. Dos principais, destacam-se os seguintes:


Monitorizar a ingestão de líquidos: É necessário encontrar um ponto de equilíbrio na quantidade de liquídos que um indivíduo ingere. Os líquidos em excesso vão fazer com que ele se desloque várias vezes à casa de banho/banheiro; a ingestão de poucos liquídos pode tornar a urina mais concentrada e prejudicar a bexiga ao torná-la menos ativa. Deve conversar com o seu médico antes de fazer qualquer mudança significativa na ingestão de liquídos.

Prestar atenção à alimentação: Existem alimentos e bebidas que podem agravar a incontinência, como é o caso das bebidas alcoólicas, água com gás, cafeína e os alimentos ricos em ácidos. Deve procurar seguir uma alimentação rica em fibras e hidratos de carbono.

Utilizar roupas íntimas absorventes: A utilização de roupas intímas absorventes é muito importante, pois protege um indivíduo em caso de alguma fuga urinária e mantém-o sempre seco e confortável.

Lidar com distúrbios emocionais: A incontinência pode causar num indivíduo vários distúrbios emocionais, inclusivé, pode conduzir à sua depressão. Dessa forma, e para que tal não aconteça, deve desdramatizar a situação e falar com o incontinente de uma forma clara e compreensiva. Essa é a melhor maneira de lidar com a situação e vai ajudar o incontinente a perceber que a sua vida não precisa de mudar radicalmente.


Algumas dicas práticas para lidar com a incontinência

Para a maioria das pessoas, ir à casa de banho é uma rotina que faz parte do seu dia-a-dia – e é algo que não se repara. No entanto, no caso de um idoso, ele pode querer usar a casa de banho e não ser capaz de o fazer. Conheça algumas dicas:

Certifique-se que a pessoa que está ao seu cuidado sabe onde se encontra a casa de banho – um sinal na porta pode ajudar imenso;

Confirme que o acesso à casa de banho está desimpedido e que não existem móveis ou tapetes ao longo do caminho que possam atrapalhar os movimentos do idoso;

Deixe a porta da casa de banho aberta quando não estiver a utilizá-la. Se estiver fechada, o idoso pode pensar que está ocupada;

Assegure-se que a casa de banho é fácil de ser utilizada. Considere a possibilidade de instalar corrimões ao longo da casa de banho para dotá-la de funcionalidade;

Certifique-se de que as roupas do idoso são fáceis de ser retiradas e desabotoadas. Tenha em atenção que, para um idoso, o velcro é mais fácil de ser gerido que os botões e zípers;

Se a tarefa de ir à casa de baho se revelar impossível, a utilização de um urinol pode ser a resposta mais adequada.

Ajudas disponíveis para lidar com a incontinência

Poderá chegar a altura em que o idoso que está ao seu cuidado não consegue utilizar a casa de banho. Nesses casos, é necessário intervir e lidar com as respetivas consequências. Há maneiras próprias de ajudar um idoso a sentir-se mais confortável e vários produtos disponíveis para lidar com a incontinência, como por exemplo:

Roupa de cama à prova de água: Os colchões são muito dificeis de limpar e, como tal, devem ser protegidos com uma cobertura à prova de água. Em termos de absorção esta é uma das medidas mais eficazes e permite que o idoso se mantenha sempre seco. Deve também certificar-se que a pele do idoso não entra em contacto com a proteção do colchão, uma vez que isso pode provocar feridas.

Lençóis absorventes: Existem lençóis especiais absorventes que podem ser utilizados numa cama ou sofá e permitem que um idoso se sente ou deite sempre numa superfície seca, maximizando o seu conforto.

Absorventes higiénicos e calças incontinentes: Os absorventes higiénicos e as calças incontinentes assemelham-se às fraldas e podem ser utilizadas de dia ou de noite. Têm a tarefa de manter a pele de um idoso seca e, ao mesmo tempo, são muito absorventes.


A incontinência e a higiéne pessoal

Se o idoso que está ao seu cuidado sofrer algum acidente urinário é importante lidar com isso o mais depressa possível, uma vez que isso pode ser bastante desconfortável e pode trazer cheiros desagradáveis. A humidade também poderá causar feridas na pele do idoso. Eis o que pode fazer:

Se uma pessoa idosa sofrer um acidente urinário, deve limpar a respetiva área com um pano húmido embebido em água quente. Certifique-se que a área fica seca antes de vestir novas roupas;

Limpe todas as roupas sujas imediatamente. É geralmente boa ideia deixar as roupas numa bacia com detergente para ficarem corretamente desinfetadas;

Ao deitar fora os absorventes utilizados, faça-o de uma forma higiénica e confirme se os sacos estão bem selados.

A incontinência é um problema infeliz e embaraçoso para muitos idosos. Ela mostra que o corpo pode não funcionar da maneira mais adequada e que é necessário lidar com essa situaçãode forma eficiente e digna para não causar nenhum sofrimento suplementar.
Infelizmente, a incontinência urinária não é necessariamente tratável nos idosos. Os mais jovens, que sofrem de incontinência, podem fazer uma série de exercícios para fortalecer os músculos pélvicos ou reforçar o controlo da bexiga, mas os idosos não o conseguem fazer. Para eles, existe medicação específica para estancar o problema, no entanto, a sua utilização não é aconselhável para os diabéticos, pois pode piorar o seu estado de saúde. No fundo, é uma parte natural do envelhecimento e deve ser aceite como tal.
A incontinência é um problema para muitos membros da população idosa porque é o resultado do enfraquecimento do corpo. Trata-se de uma questão muito particular e está dependente da forma como o idoso lida com isso, sem se sentir humilhado ou envergonhado.

Algumas dicas para prevenir o aparecimento da incontinência urináriaExistem formas de manter a bexiga saudável e de ajudar a minimizar as hipóteses de vir a sofrer de incontinência urinária. Conheça algumas das dicas principais:

Deve beber 6 a 8 copos de líquidos por dia e assim encontrar o seu ponto de equilíbrio entre o que ingere e as vezes que se desloca à casa de banho/banheiro. Deve fazê-lo, especialmente se fizer exercício físico, para manter os níveis de hidratação constantes;

Deve evitar, tanto quanto possível, bebidas alcoólicas e alimentos com cafeína;

Durante um dia deve urinar, no máximo, de 3 em 3 horas. Tenha em atenção que levantar-se a meio da noite para urinar é normal, mas mais de duas vezes já não o é;

Quando vai à casa de banho para fazer as suas necessidades, não deve fazer força ao esvaziar a bexiga. As mulheres que têm uma “bexiga descaída” devem aguardar 3 a 5 segundos depois da primeira paragem da micção e, em seguida, devem tentar esvaziar a bexiga mais um pouco.

Opte por realizar exercício físico com regularidade, de modo a manter o seu peso constante. É também aconselhável que ingira sempre algo quente pela manhã para que o seu trânsito intestinal seja mais fluído;

Deve deixar de fumar, pois o fumo aumenta o risco de cancro na bexiga e a tosse de fumador crónico pode exercer excesso de pressão sobre a bexiga.

Fonte : http://cuidamos.com/

quinta-feira, 10 de março de 2011

Consulta masculina: antes que seja tarde!

Como já deve saber mais vale prevenir do que remediar. Porque não fazer de tempos a tempos uma consulta geral??

Veja o que não pode faltar no atendimento médico para garantir a boa saúde.

Ginecologista

O ginecologista não trata apenas do órgão sexual feminino. Ele também é importante na saúde da mulher como um todo. As consultas podem detectar inúmeros problemas que vão além da libido e isso é possível, especialmente, pelo facto das visitas ao médico serem constantes. Já com os homens, o mesmo não acontece.
Não existe uma especialidade médica para o homem equivalente ao ginecologista para a mulher. O urologista, por exemplo, costuma ser procurado quando existem problemas pontuais relacionadas com a próstata, em vez das consultas periódicas de carácter preventivo. Outros especialistas também devem ser requisitados pontualmente, de forma a serem feitos chekups regulares. O médico pode fazer uma avaliação mais ampla e, assim, detectar com antecedência possíveis problemas.

O primeiro passo é ter uma boa conversa com o médico. A primeira avaliação clínica deve ser cuidadosa e verificar questões genéricas como vacinação, histórico de procedimentos cirúrgicos, doenças prévias, alimentação e qualidade do sono, hábitos desportistas, etc.
O histórico familiar de doença é outra peça fundamental. Muitas doenças têm o risco aumentado quando há histórico de familiares, especialmente em parentes de primeiro grau. Hipertensão e cancro são dois problemas que requerem atenção, pois costumam ter uma componente hereditária.

Circunferência abdominal

O simples acto de medir a circunferência abdominal do homem ajuda a identificar o risco de algumas doenças. Quando ela é igual ou superior a 102 centímetros, o paciente está mais sujeito a desenvolver síndrome metabólica, que pode se manifestar com diabetes, hipertensão arterial e colesterol alto, entre outras complicações.
Excesso de peso e obesidade são potenciais geradores de problemas como o infarte e acidente vascular cerebral (AVC). O excesso de peso pode desencadear ou agravar apneia do sono, o que pode levar a problemas sexuais.
Além de medir a circunferência abdominal, o médicos costumam medir a frequência cardíaca, escutar o coração e os pulmões. O peso, a altura e índice de massa corporal, bem como a medida da pressão arterial são indicadores essenciais.

Avaliação do metabolismo

Um exame de sangue simples é suficiente para verificar como está o metabolismo masculino. Ácido úrico, colesterol, triglicéridos e glicemia são fundamentais e precisam ser avaliados de forma rotineira.
Alterações nestes indicadores podem ser sinal de alerta para problemas como má alimentação ou disfunção da glândula tiróide. Neste último caso, a doença pode comprometer o funcionamento de diversos órgãos e acelerar o ganho de peso.

Próstata

É fundamental que os homens façam acompanhamento da próstata a partir dos 40 anos. O cancro da próstata é um dos principais tumores masculinos. O exame de toque é o mais eficiente para detectá-lo. Pelo toque, o médico consegue detectar pequenas alterações na anatomia da próstata que podem indicar o surgimento de um tumor. Existem outros indicadores, como o PSA, mas podem não ser tão rigorosos nem tão rápidos na indicação da doença.
A rapidez no diagnóstico é fundamental para que se inicie o tratamento antes do tumor se agravar. Quanto mais avança, maior o risco da cirurgia para retirá-lo. Disfunção eréctil e incontinência urinária estão entre as possíveis sequelas do procedimento cirúrgico.

Doenças sexuais e libido

Caso o paciente tenha menos de 40 anos, também é importante uma avaliação urológica. O médico deverá avaliar questões relativas à libido e alertar para doenças sexualmente transmissíveis. A própria limpeza correcta do pénis é um tema a ser abordado, visto que a higiene inadequada é um dos principais motivos para tumores no órgão sexual.

Fonte "Idade Maior"

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A alegria de ter ossos saudáveis

Não era bom que os nossos ossos se conservassem sempre fortes???
Pois é meus amigos mas isso não acontece, e à medida que os anos passam eles vão enfraquecendo.
A osteoporose é uma doença silenciosa que afecta milhares de pessoas mundialmente, sobretudo mulheres após a menopausa. A luta contra esta doença começa muito anos antes, durante a infância e a adolescência.
Saiba o que pode fazer pela sua saúde óssea:

A osteoporose é uma doença que se caracteriza por uma maior fragilidade do osso, causada por alterações da arquitectura e densidade mineral óssea. Esta condição predispõe o osso a fracturas, que estão associadas a uma morbilidade e mortalidade não negligenciáveis.
Quando um osso está frágil e quebradiço não é preciso um traumatismo maior para fracturar. Assim, pequenas quedas podem condicionar fracturas osteoporóticas, que normalmente ocorrem ao nível do punho, coluna vertebral ou anca.
O osso é um tecido muito activo e em constante remodelação. Existem células especializadas em produzir osso e outras responsáveis pela sua destruição, para que possa ocorrer uma nova deposição de matriz óssea nos locais adequados. Esta grande actividade permite a reparação de micro-fracturas e a adaptação às diferentes solicitações mecânicas, aspectos essenciais para manter a função de suporte do esqueleto.
Nas primeiras décadas de vida, existe mais formação do que remoção de matriz óssea, o que permite o crescimento típico das crianças e adolescentes. Este é o período óptimo para deposição de massa óssea, pois o osso está mais sensível a estímulos mecânicos por questões hormonais.
Assim, a prática de exercício físico nestas idades pode trazer benefícios a longo prazo, pois aumenta o capital de massa óssea do jovem.
Por volta da terceira década de vida, atinge-se o pico de massa óssea. É importante chegar a esta fase com o maior património ósseo possível. Um aumento de 10% na pico de massa óssea reduz em 50% o risco de vir a ter uma fractura osteoporótica.
Aos 40 anos, aproximadamente, inicia-se o processo de perda, por existir uma maior remoção do que deposição da matriz óssea. Na menopausa, o osso perde o efeito protector dos esterogéneos, havendo um declínio mais acentuado da densidade mineral óssea. Neste período, em que as perdas superam os ganhos, interessa atenuar a velocidade de perda, controlando alguns dos factores de risco.

OS DEZ MANDAMENTOS PARA A SAÚDE DOS SEUS OSSOS

1. Seja activo
O exercício físico é muito importante, pois fornece um estímulo ao osso para se manter saudável. Quando mais diversificada for a actividade física, melhor, pois expõe o osso a variadas forças (compressão, torção, flexão). A variedade de cargas permite que o osso esteja mais forte e adaptado a solicitações diferentes.
Os exercícios com cargas adicionais são os melhores para a saúde do esqueleto. A marcha, a corrida, dança, step ou treino com pesos são óptimas opções. Modalidades como a natação ou o ciclismo ou outras em que o esqueleto não suporta a totalidade do seu peso, não têm um efeito tão marcado no osso. Mas também podem ser úteis pois promovem o fortalecimento muscular. Uma musculatura sã diminuiu a predisposição para as quedas e pode ainda estimular a deposição óssea junto às inserções musculares.



2. Consuma alimentos ricos em cálcio
O cálcio é o principal componente do nosso esqueleto. Um aporte adequado deste mineral é fundamental para manter o metabolismo fisiológico do osso. As principais fontes de cálcio são o leite e os produtos lácteos, vegetais de folha verde, peixes com espinhas comestíveis (sardinha em lata) e oleoginosas. Actualmente já estão disponíveis no mercado alimentos enriquecidos em cálcio, como a bebida de soja ou o tofu. Estes produtos podem ser uma fonte adicional de cálcio ou uma preciosa opção para quem tem intolerância à lactose.
A quantidade diária recomendada varia consoante a idade, sendo que os adolescentes, as mulheres grávidas e menopaúsicas e os homens idosos são os que necessitam de maior quantidade (1300 mg/dia, cerca de quatro porções de leite, iogurte ou queijo).


3. Aproveite o ar livre
Ao ar livre pode não só praticar exercício físico, com também expor a pele à radiação solar, que promove a produção de vitamina D, um elemento fundamental para a absorção de cálcio no tubo digestivo. Em quatro a seis dias por semana, dez a quinze minutos apenas são suficientes para quem tenha pele clara. É suficiente expor só a cara, os braços e as mãos. O uso de protector solar e a pele escura atenuam este efeito, sendo necessário, nestes casos, uma exposição à radiação ultravioleta B mais demorada.




4. Consuma alimentos ricos em vitamina D
Quando a exposição solar é insuficiente, por exemplo no Inverno, torna-se necessário garantir o aporte de vitamina D a partir dos alimentos. Esta vitamina está disponível em peixes gordos como o salmão e a sardinha, ovos, fígado e em alimentos suplementados (margarina, cereais, produtos lácteos). As necessidades diárias variam consoante a exposição solar, sendo normalmente recomendadas 600 UI em indivíduos com mais de 65 anos (p.e. uma colher de óleo de fígado de bacalhau ou duas postas de salmão) ou apenas 200 UI em até de 50 anos (p.e. uma lata de sardinhas).


5. Mantenha uma alimentação equilibrada
Alterações do comportamento alimentar, como a anorexia nervosa, estão associadas ao maior risco de osteoporose. Escolhas alimentares correctas garantem o aporte de todos os macro e micronutrientes necessários para o metabolismo ósseo. A vitamina A, K, complexo B, magnésio e zinco também têm um papel relevante na formação do osso. Um aporte proteico insuficiente condiciona a aquisição de massa óssea e manutenção da massa muscular, o que tem efeitos prejudiciais na saúde do esqueleto.


6. Mantenha um peso saudável (IMC entre 20 e 25)
O baixo peso (IMC menor que 19) é considerado prejudicial para o osso. Os ossos necessitam de carga para se manterem saudáveis. Em indíviduos com baixo peso, o osso não é submetido a forças de compressão suficientes que levem a um balanço positivo para a deposição óssea.

7. Modere o consumo de bebidas alcoólicas
O álcool tem um efeito tóxico nas células que formam o osso, diminuindo a sua capacidade de multiplicação. O consumo exagerado de bebidas alcoólicas também predispõe os indivíduos para quedas. O consumo deve estar limitado a duas porções diárias (p.e. 2 cervejas ou dois copos de vinho) se for homem e a uma porção diária se for mulher.


8. Não fume
O consumo de tabaco diminui a qualidade do osso, aumentando o risco de fractura em cerca de 1,5 vezes. Isto acontece mesmo em jovens, através da diminuição do pico de massa óssea, o que predispõe para o aparecimento de osteoporose no futuro.



9. Limite o consumo de sal e cafeína
Um consumo elevado de sódio e cafeína promove a perda cálcio na urina. Beber mais de três cafés foi associado, em alguns estudos, a uma maior perda de massa óssea durante a menopausa. No entanto, desde que este consumo seja compensado por uma maior aporte de cálcio, não parece existir efeitos nocivos para o osso.

10. Evite as quedas
Um osso frágil, se nunca for submetido a um traumatismo, pode nunca fracturar. É importante evitar as quedas, que podem levar a fracturas.
Em casa, elimine zonas potencialmente perigosas como: tapetes, fios de telefone, divisões pouco iluminadas e pisos molhados. Ande sempre com calçado adequado, que forneça um bom suporte ao pé e permita uma boa aderência ao chão.
Se existirem alterações da visão ou do equilíbrio, consulte o seu médico assistente, para que possam ser estudadas e, se possível, corrigidas.
Mantenha-se activo e ágil. O seu organismo estará mais apto a responder aos desafios do dia-a-dia, evitando as quedas.

A osteoporose é hoje um problema de saúde pública a nível global. Esta doença instala-se lentamente ao longo dos anos, sem dar sinais de alarme. O primeiro sintoma é normalmente catastrófico e invariavelmente corresponde uma fractura. Nunca é tarde, nem cedo demais, para adoptar um estilo de vida mais amigável para os seus ossos. É sempre melhor prevenir do que remediar!



Comece a pensar mais em si e em como pode ajudar-se a si mesmo a prolongar e melhorar a sua vida. Comece hoje mesmo: faça uma pequena caminhada hoje, amanhã aumente para mais um pouco, tenha uma alimentação variada e  rica em cálcio, evite as quedas e sobretudo seja activo.


Fonte:  "Rituais de Vida Saudável"