Quero mostrar que esta fase também pode e deve ser bonita, saudável, activa e vivida com muita felicidade!!...

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Idosos portugueses «são pouco saudáveis»

Sabia que somos o sexto país da UE onde as pessoas com 65 anos têm menos «anos saudáveis de vida» pela frente?


Estatísticas divulgadas pela União Europeia, revelam que os idosos portugueses ocupam o sexto lugar, a nível europeu, onde as pessoas com 65 anos têm menos «anos saudáveis de vida» pela frente. No entanto, os homens apresentam níveis de bem-estar mais elevados do que as mulheres.
O anuário de 2009 do Eurostat, mostra que os homens portugueses com 65 anos podiam contar, em média, com mais seis anos de vida saudável em 2005, contando as portuguesas com cerca de cinco, escreve a Lusa, que cita o relatório.
Apenas a Letónia, Eslováquia, Hungria, Lituânia e Estónia estão atrás de Portugal, quando se olha para a Europa a 27.
Já no topo da tabela, encontramos a Dinamarca. Depois dos 65, os dinamarqueses contam com mais 13 anos «saudáveis» para os homens e 14 para as mulheres. Logo depois aparece Malta, com dez e onze anos, respectivamente.

Fonte "IOLDiário"

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

BOAS FESTAS!!!!

Este blog, deseja a todos quantos o visitam, um FELIZ NATAL e um ANO NOVO cheio de alegrias, muita saúde e sonhos concretizados e que estejam sempre rodeados pela familia, amigos e muito amor...
BOAS FESTAS!!!!


segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

IDOSOS- Atenção especial com o frio...


Parece que o frio veio para ficar e, como os conselhos nunca são demais, aqui vos deixo estes avisos e recomendações:

Como sabem, a  exposição prolongada ao frio pode ter consequências graves para a saúde, nomeadamente em pessoas idosas, mais susceptíveis aos seus efeitos, devido à redução da mobilidade e a uma menor percepção relativamente às alterações de temperatura.


Os problemas de saúde associados às baixas temperaturas são mais frequentemente o enregelamento, a hipotermia e o agravamento de doenças, particularmente cardíacas e respiratórias. No sentido da minimização das consequências decorrentes da época de frio, deverão ser tomadas as seguintes medidas preventivas:

- Ter cuidado na utilização de lareiras em locais fechados, sem renovação de ar (deverá manter-se a circulação do ar, abrindo um pouco a janela/ porta), devido à possível formação de monóxido de carbono (gás letal), bem como queimaduras e incêndios domésticos;

- Não usar fogareiros a carvão nem braseiras;

- Ter cuidado na utilização de aquecedores eléctricos. Estes não devem ser colocados junto a cortinados nem utilizados para secar roupa;

- Calafetar janelas e portas para evitar a entrada de frio e a saída de calor;
- Utilizar botijas de água quente sempre sob vigilância, de modo a evitar o risco de queimadura;

- Evitar exposição ao frio. No caso de necessidade de sair de casa, proteger a cabeça com chapéu ou gorro e usar luvas;

- Usar várias peças de roupa em vez de uma única de tecido grosso. Manter a roupa seca e usar roupas folgadas e de materiais que não façam transpirar (algodão e fibras naturais) e calçado adequado. Proteger as extremidades;

- Beber líquidos mornos, nomeadamente sopas, leite e chá;

- Comer alimentos ricos em vitaminas e sais minerais, que protegem contra infecções;

- Não descurar a higiene pessoal;

- Fazer pequenos movimentos com os dedos, braços e pernas de modo a evitar o arrefecimento do corpo;

- Ter cuidados redobrados com pessoas idosas com doenças crónicas, particularmente respiratórias, diabetes;

- Evitar o contacto com outras pessoas doentes e a permanência em locais fechados e com grande concentração de pessoas, onde se transmitem com facilidade os vírus;

- Em caso de suspeita de algum idoso estar com hipotermia, ligar imediatamente o 112;

- Manter-se atento a avisos e recomendações das autoridades competentes (Autoridades de Saúde, Instituto de Meteorologia e Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil); - Para mais informações ligar para a Linha de Saúde 24.

 O que fazer em caso de Gripe?
A gripe é uma infecção respiratória aguda, provocada pelo vírus Influenza, e caracteriza-se por uma forte sintomatologia de febre, arrepios, dor de cabeça, tosse, dores no corpo e olhos lacrimejantes ou inflamados.
No caso dos idosos, a estes sintomas acrescem expectoração, pieira e dor torácica (no aparelho respiratório inferior) e manifestações gastrointestinais, tais como vómitos e diarreia. Estas manifestações duram geralmente 3 a 5 dias.
As formas de prevenir esta doença são a vacinação e a redução de contacto com pessoas infectadas. No caso de verificar a sintomatologia referida deverá ter os seguintes cuidados, antes de se dirigir aos Serviços de Saúde:

- Repousar e evitar o contacto com outras pessoas, de modo a diminuir o risco de contágio;
- Evitar mudanças de temperatura e não se abafar demasiado;
- Medir e registar a temperatura 3 vezes por dia;
- Tomar medicamentos para baixar a febre (paracetamol). Se tiver muitas dores também pode tomar analgésicos. O paracetamol também é analgésico;
- Nas crianças, não dar aspirina sem conselho médico;
- Não tomar antibióticos sem aconselhamento médico, pois estes últimos são recomendados apenas para o tratamento de algumas complicações infecciosas da gripe;
- Ingerir muitos líquidos (água, sumos de fruta) e manter a alimentação que mais lhe apetecer;
- Pode não ser aconselhável tomar medicamentos que reduzam a tosse. Se tiver tosse, fazer atmosfera húmida e para a obstrução nasal, aplicar soro fisiológico;
- As pessoas que vivem sozinhas, especialmente idosas, devem pedir a alguém que lhes telefone, 2 vezes por dia, para saber se estão bem;
- No caso de o idoso ser portador de doença crónica ou prolongada, contactar o médico. Durante o período de doença não deverá ser vacinado contra a gripe.


Fonte " Direcção Geral da Saúde"

domingo, 13 de dezembro de 2009

Banco de tempo, Troca por Troca - Hora por Hora

No Banco de Tempo qualquer investidor que esteja disposto a dar uma hora do seu tempo para prestar um conjunto de serviços, recebe em retribuição uma hora para utilizar em benefício próprio.

Quais são os objectivos do Banco de Tempo?


- Apoiar a família e a conciliação entre a vida profissional e a vida familiar através da oferta de soluções práticas da organização da vida quotidiana.

- Construir uma cultura de solidariedade e promover o sentido de comunidade, o encontro de pessoas que convivem nos mesmos espaços, a colaboração entre gerações e a construção de relações sociais mais humanas.

- Valorizar o tempo e o cuidado dos outros, estimular os talentos e promover o reconhecimento das capacidades de cada um.

- Promover a cooperação entre várias entidades públicas ou privadas.


Os princípios que regem o Banco de Tempo:


- Todos temos algo a dar e a receber: obrigatoriedade de intercâmbio. O Banco de Tempo não é uma estrutura em que se dá sem receber em troca, nem em que se recebe sem dar nada em troca.

- Não há troca directa de serviços: o tempo prestado por um membro é-lhe retribuído por qualquer outro membro.

- Troca-se tempo por tempo: a unidade de valor e de troca é a hora.

- Todas as horas têm o mesmo valor: não há serviços mais valiosos do que outros, nem escalas de valor de serviços. O serviço prestado não tem de ser igual ao recebido.

- A circulação de dinheiro só é possível para reembolso, previamente acordado, de despesas específicas e documentadas.

- Os serviços prestados correspondem a actividades não profissionais que se realizem com gosto: a troca assenta na boa vontade, na lógica das relações de "boa vizinhança".


Alguns exemplos de serviços a partilhar no Banco de Tempo:


- Acompanhamento de crianças: tomar conta de crianças, levar/buscar à escola, ajudar a fazer os trabalhos de casa, brincar;

- Actividades recreativas: andar de bicicleta. caminhar a pé, jogar cartas, ténis, xadrez, animar grupos, tocar música. fazer de guia turístico, animar festas;

- Ajuda doméstica: lavar o carro, a loiça, compras de supermercado, ir ao correio, à farmácia, pagar as contas, limpar o pó, passar a ferro;

- Animais e plantas: jardinagem, acolher/tratar de animais/plantas nas férias, ajudar a dar banho a animais (gato, cão, etc.);

- Bricolage: pequenas reparações, arranjos de carpintaria, de electricidade;

- Companhia: acompanhamento ao médico, conversar sobre determinado tema, passear pela cidade, contar histórias, ler alto, ir a espectáculos, ao cinema, a exposições;

- Cozinha: fazer um prato especial, cozinhar refeições para congelar;

- Lavores: arranjos de costura, bordados, ponto cruz, croché/tricô;

- Lições: ensinar a estudar, a descontrair, dar explicações, lições de jardinagem, informática, línguas, música, olaria, pintura, cozinha, decoração, dança;

- Secretariado e burocracia: correcções literárias, processamento de texto, preenchimento de documentos, impostos, certificados;

- Colaboração com o Banco de Tempo: apoio em actividades burocráticas da agência, ajuda na organização de momentos de convívio.



Fonte: "Graal - Associação de Carácter Social e Cultural"

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Saiba Como Enganar o Frio

Todos nós podemos sofrer efeitos nefastos provocados por uma exposição descuidada ao frio.

A Associação de Cuidados de Saúde deixa-lhe um conjunto de dicas que o podem ajudar a despistar o frio e a desfrutar mais deste Inverno sem prejudicar o seu bem mais precioso, a saúde.
Todos nós podemos sofrer efeitos nefastos provocados por uma exposição descuidada ao frio, mas há segmentos da população que, pelas suas características, são mais susceptíveis às baixas temperaturas, tornando-se grupos de risco, pelo que devem redobrar os seus cuidados.
As pessoas idosas constituem um destes grupos mais vulneráveis, fruto da tendência para a diminuição da percepção do frio, da menor capacidade de resposta cardiovascular e da progressiva redução da massa muscular.
Para além dos mais idosos, estão particularmente em risco as pessoas que sofrem de doenças crónicas, tais como doenças cardiovasculares e respiratórias, diabetes, doenças da tiróide, perturbações da memória, problemas de saúde mental, alcoolismo ou demência. Também aqueles que tomam determinados medicamentos como os psicotrópicos ou anti-inflamatórios, que sofrem de redução da mobilidade ou apresentam dificuldades na realização das actividades da vida diária devem multiplicar os cuidados na exposição ao frio.
As pessoas que vivem em situação de isolamento ou de exclusão social são, com efeito, as mais expostas aos malefícios das condições atmosféricas do Inverno. Por isso, são também aquelas que devem seguir mais à risca todos os conselhos para despistar o frio, não obstante as suas limitações.
À pergunta, como nos podemos proteger do frio, cabe responder:

Em casa:

- Vedar bem portas e janelas, fazendo um bom isolamento da habitação;

- Tomar bebidas e refeições quentes;

- Manter uma temperatura ambiente entre 20.ºC e 21.ºC;

- Fazer pequenos exercícios com os braços, pernas e dedos, para activar a circulação sanguínea;

- Evitar actividades físicas intensas, pois estas obrigam o coração a um maior esforço e podem até conduzir a um ataque cardíaco;

- Ter cuidado com as lareiras. Em lugares fechados sem renovação de ar, a combustão pode originar a produção de monóxido de carbono, um gás letal.


Fora de casa:

- Usar várias peças de roupa em vez de uma única peça de tecido grosso;

- Evitar roupas muito justas ou que façam transpirar;

- Manter as roupas secas, mudando, se necessário, as meias molhadas ou outras peças que possam contribuir para a perda de calor;

- Cobrir a cabeça, utilizando chapéu ou gorro, proteger as mãos, com luvas, e utilizar calçado adequado, para evitar perdas de calor;

- Proteger o rosto, evitando a entrada de ar extremamente frio nos pulmões.


Apresentados os principais cuidados a ter em Invernos bastante rigorosos, fica a lembrança de que, em caso de mal-estar, deverá solicitar de imediato auxílio médico.

Fonte "Sapo Saúde"

domingo, 6 de dezembro de 2009

Conselhos... úteis

Aquilo a que deve dizer sim  e não, quando atinge uma idade avançada.


Diga sim...


- A exercícios aeróbicos, isto é que actuem sobre a respiração, melhorando-a, como caminhar;

- a exercícios na água ou à prática de natação moderada: é que a força da água anula a gravidade e facilita a mobilidade articular, possuindo mesmo um efeito analgésico;

- à prática de marcha em terreno plano e macio;

- a exercícios de alongamento, como se estivesse a espreguiçar-se;

- a exercícios praticados com companhia, pois ganha o corpo e ganha a mente, graças ao convívio social;

- a uma alimentação racional, que forneça a quantidade de cálcio necessária a prevenir a fragilidade dos ossos (osteoporose).



Diga não...

- a terrenos acidentados;

- a exercícios que impliquem saltos e trepidação;

- a musculação;

- a ciclismo em terreno irregular;

- a exercícios que impliquem grande esforço, nomeadamente uma sobrecarga osteo-muscular;

- a movimentos que impliquem o risco de queda, já que na terceira idade é elevado o perigo de uma fractura;

- a exercícios que causem falta de ar.



Exercício porquê?

São muitas as razões que justificam o combate ao sedentarismo quando se entra na chamada terceira idade. Da promoção da saúde ao bem-estar emocional:
- a prática de exercício melhora a resistência física, deixando a pessoa mais ágil, mais rápida e com melhores reflexos;
- melhora o equilíbrio, a mobilidade e a flexibilidade;
- fortalece os músculos das pernas e das costas;
- melhora a respiração, diminuindo as probabilidades de episódios de falta de ar;
- activa a circulação sanguínea, ganhando-se mais vigor e tornando o coração mais resistente;
- a vida sexual sai beneficiada com um corpo em forma;
- aumenta a auto-estima, diminui a tensão e combate a solidão, já que o natural é que, com o tempo, se conquistem parceiros de marcha ou de natação.


A responsabilidade editorial e científica desta informação é da
"Farmácia Saúde"

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

O PAPEL DA PSICOLOGIA FRENTE AO ENVELHECIMENTO

O papel de um psicólogo é relevante , já que a velhice traz consigo um maior risco de vulnerabilidade e de disfunções. O psicólogo pode actuar na avaliação e na reabilitação cognitiva; na psicoterapia de idosos, familiares e cuidadores, na área da informação da população acerca do envelhecimento e suas consequências.

A psicologia dá, por isso, contribuições importantes na compreensão dos processos, na avaliação comportamental e na reabilitação. No campo do tratamento e da reabilitação é comum, hoje, pensar em acções multiprofissionais. Oferecer alternativas de ajuda aos familiares de idosos acometidos de doenças que causam incapacidade física e cognitiva, organizando grupos de apoio emocional, de informação e de auto-ajuda.
O papel do psicólogo, como profissional da prevenção, promoção, reabilitação da saúde ou mesmo da intervenção ao nível do idoso ou do cuidador, tem hoje um papel muito importante.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Hipertensão arterial


Menos um grama de sal por dia poupa 2640 vidas por ano. Saiba como.

O sal dá sabor à vida e tem uma riqueza cultural indiscutível. No tempo dos gregos e dos romanos, os salários eram pagos em sal. No entanto, e talvez devido a esta carga cultural, os portugueses excedem as gramas salinas que deveriam ingerir por dia. Daí ao aparecimento da hipertensão arterial, a rapidez é notória.
Por outro lado, dizem os especialistas, esta surge como a principal causa de aparecimento de doenças cardio e cerebrovasculares, como, por exemplo, o AVC. Os números da incidência desta doença em Portugal e no mundo são preocupantes. Por outro lado, medidas relativamente simples podem salvar vidas.
«A hipertensão arterial é provavelmente a causa de morte mais notória em todo o mundo porque os doentes hipertensos têm maior propensão em desenvolver complicações cardiovasculares, como o Acidente Vascular Cerebral (AVC), o enfarte do miocárdio, a angina de peito, entre outras manifestações», afirma Jorge Polónia, especialista em Medicina Interna e consultor de hipertensão no Hospital Pedro Hispano.

«Basta a pessoa ser hipertensa para ter um risco três a quatro vezes superiores relativamente a doenças cardiovasculares», acrescenta Braz Nogueira, membro da Sociedade Europeia de Hipertensão e Chefe de Serviço de Medicina Interna do Hospital de Santa Maria.


Recomendações da Organização Mundial de Saúde
O nosso organismo habituou-se a reter o pouco sal disponível. Este tem um efeito estimulante das papilas gustativas e tem um paladar que é considerado agradável. Por esse motivo, Portugal é um dos países com maiores taxas de ingestão de sal. «A Organização Mundial de Saúde (OMS) defende que a espécie humana não deve comer mais do que seis gramas de sal por dia. Este é o limite nos adultos», afirma Jorge Polónia.
Estudos feitos recentemente vieram demonstrar que a média de ingestão de sal no nosso país situa-se entre as 12 e as 13 gramas diárias. O problema é que as pessoas nem se apercebem da enorme ingestão salina que fazem diariamente. «Basta reduzir um grama de sal por dia para poupar 2640 vidas por ano. Se descermos dois gramas de sal por dia, poupamos 5560 vidas. Se reduzirmos quatro gramas de sal por dia, conseguimos poupar 7540 vidas por ano».
Números impressionantes que dão que pensar. Jorge Polónia acrescenta que «esta atitude gradual, lenta, ponderada de redução da ingestão do sal pode ser a principal medida de saúde pública alguma vez feita em Portugal porque vai atacar a principal causa de morte que é o AVC».
O doente hipertenso tem quatro a cinco vezes mais probabilidade de vir a sofrer desta patologia. «O grande número de acidentes ocorre em hipertensos que têm elevações tensionais não muito grandes, e que, associadamente, têm outro tipo de riscos, como por exemplo, são fumadores, têm valores de colesterol elevados, são obesos, diabéticos, etc.», fundamenta Braz Nogueira.


Efeitos do sal nas artérias

«O sal tem um efeito que estimula o crescimento de células. Essas células engrossam os vasos ou aumentam a espessura do coração. Ficamos com o coração hipertrofiado. Essa hipertrofia é uma das causas importantes do enfarte de miocárdio, da insuficiência cardíaca e da morte por arritmias em doentes. Temos um efeito tóxico sobre os vasos que os faz engrossar. O sangue que circulava por uma rua larga passa assim a circular por uma rua estreita e chega em menos quantidade aos tecidos», explica Jorge Polónia.

Por outro lado, os restantes factores de risco têm a sua importância e vão também ser prejudiciais às artérias. «Estas começam a ser infiltradas por umas células que se enchem de gordura, engrossam as paredes e formam o que se chama de placas de arterosclerose. Essas placas vão aumentando, ficando muito mais susceptíveis de romperem, por vários factores. Por exemplo, o fumo do tabaco faz com que se tornem muito mais susceptíveis de romper, havendo maior probabilidade do sangue coagular nessas zonas e fazer uma obstrução das artérias», acrescenta Braz Nogueira.
 
 
Hipertensão arterial: a partir de que valores?

Uma pessoa é considerada hipertensa quando apresenta valores tensionais acima dos 140 (máxima) e 90 (mínima), após medições repetidas, caso o doente não seja diabético nem tenha sofrido nenhuma doença cardiovascular. «Caso contrário, o limite é 130/80. Um doente diabético com estes valores é também um doente hipertenso e deve ser tratado para valores abaixo desses. O diabético tem muito mais risco e há uma maior dificuldade em baixar a pressão arterial», defende Jorge Polónia.

Os doentes hipertensos devem controlar a sua tensão arterial. É conveniente que comecem a fazer medicação, o mais rapidamente possível. «Para a grande maioria dos doentes, o tratamento farmacológico será para o resto da vida. Se indivíduo começar a fazer tratamento para uma hipertensão ligeira, evita que se transforme numa hipertensão moderada ou severa», diz-nos.

Os indivíduos que tenham valores normais de pressão arterial devem medi-la de seis em seis meses. Em idades mais jovens, bastará uma medição anual. «Como se trata de um acto tão simples de realizar, é recomendável que o façam». Para os doentes hipertensos, os conselhos são outros. «A medição deve ser muito mais frequente em doentes hipertensos para que as variações de pressão arterial sejam analisadas e detectadas.»
Jorge Polónia aconselha a que a medição seja realizada em casa. Para isso, o doente deve comprar um aparelho validado, ou seja, excluem-se praticamente «todos os aparelhos de pulso. Estes são mais imprecisos, envolvem-se em muitos erros e estão a medir uma pressão arterial que não corresponde àquela que queremos ter avaliada e que se situa junto ao coração», diz-nos.

Sintomas do AVC

Ao contrário da hipertensão arterial que é assintomática, o AVC está associado ao aparecimento de alguns sintomas que não devem nem podem ser ignorados: diminuição de força de um dos membros e uma clara incapacidade da pessoa se expressar. É comum que os outros não entendam o que o doente quer dizer.

«Mesmo que essas alterações apareçam e passem rapidamente (e que podem traduzir um acidente isquémico transitório), esses doentes não devem ignorá-los pois 10% deles resultam num AVC total», alerta Braz Nogueira. O passo seguinte é procurar ajuda médica, de forma a que seja iniciada uma terapêutica preventiva e para que seja identificada a causa deste episódio.

Há uma idade a partir da qual aumenta a incidência de AVC. «É mais frequente o seu aparecimento a partir dos 70 anos. «Anualmente, há entre 15 a 16 milhões de novos AVC, em todo o mundo. A percentagem de recorrência situa-se nos 20%. São números muito alarmantes».
O especialista indica ainda que «cerca de 25 a 30% dos doentes com AVC morrem durante o primeiro ano. Ao fim de um ano, 1/4 ou 1/3 de doentes faleceu; 1/3 fica com sequelas e dependente e só 1/3 é que recupera razoavelmente. Isto é uma grande sobrecarga para a família e para o próprio doente que sofre muito com essa situação».

Fonte "Sapo Saúde"

Desnutrição no idoso



De acordo com um estudo recentemente divulgado, em Portugal, um quarto dos seniores apresenta baixo peso. Calcula-se, ainda, que no geral cerca de 50% dos idosos sofram de desnutrição.

Já diz o ditado que pela boca morre o peixe. E nada mais verdadeiro quando se fala na terceira idade, já que um dos problemas mais frequentes é precisamente a desnutrição. Segundo alguns estudos europeus, extrapolados para Portugal, estima-se que o risco de desnutrição é de aproximadamente 40 a 50% dos idosos que vivem na comunidade. Os números vão aumentando para mais de 50% quando se fala nos seniores hospitalizados ou residentes em lares.
«A desnutrição é uma situação de doença decorrente de um défice entre as necessidades nutricionais e o que é efectivamente ingerido. Este desequilíbrio, quando prolongado, leva à alteração da função de vários órgãos», esclarece Messias, especialista em Medicina Interna e Cuidados Intensivos.

Para este médico e coordenador da Comissão de Nutrição do Hospital da Luz, a desnutrição pode provocar consequências irreversíveis no idoso. «Esta situação aumenta a probabilidade de desenvolver outras doenças, amplia o risco de infecção, atrasa a recuperação de outras situações (particularmente, as cirurgias e os tumores) e retarda os processos de cicatrização. Simultaneamente, contribui para uma diminuição da resposta à medicação.

Embora nos países desenvolvidos, a desnutrição não seja considerada uma causa de morte, quando há uma doença de base, a esperança média de vida nas camadas idosas desnutridas «é ligeiramente inferior à das com bom estado nutricional». Mas, para além da mortalidade, a nutrição desadequada nos seniores pode «reduzir significativamente a qualidade de vida: subtrai-lhe a força, a capacidade de se deslocar e se cuidar, para que possa manter um dia-a-dia socialmente activo».

Quando pesa na carteira

Num país como Portugal, em que as reformas em alguns casos mal chegam para os gastos em farmácia, muitos idosos preterem a sua alimentação por falta de recursos económicos. Para António Messias, «a desnutrição» nos seniores «pode ter origem em causas sociais, como o isolamento e a incapacidade física ou intelectual, que condicionam fortemente a dependência».

Mas, apesar de alguns dos idosos terem carências alimentares devido a razões económicas, a desnutrição pode estar associada a uma patologia: «má dentição, alteração do paladar ou do cheiro, depressão, perda de apetite em virtude de um tumor».

A desnutrição, para além de ter um impacto na saúde do idoso, acarreta «elevados custos sociais e em saúde». De acordo com o especialista, só no Reino Unido, durante o ano de 2006, os custos com a desnutrição rondaram os oito mil milhões de euros. «O ideal seria a prevenção da sua ocorrência», assegura António Messias. E continua: «Quando diagnosticada precocemente, a desnutrição tem um tratamento fácil. Mas, em fases adiantadas, o seu tratamento pode ser difícil ou até mesmo impossível.»

Ordem para nutrir

«A desnutrição é, com frequência, um motivo de internamento. E, em múltiplas situações (tumores, doenças infecciosas, neurológicas ou intervenções cirúrgicas), está reconhecido que aumenta significativamente o tempo de permanência hospitalar», fundamenta António Messias.
Segundo o especialista, «uma nutrição adequada amplifica a longevidade, já que tem um carácter preventivo para vários doenças». Simultaneamente, «melhora a capacidade de resposta ao stress e à doença, proporcionando uma melhor qualidade de vida», indica.

O Parlamento Europeu apresentou, em 2008, duas resoluções no combate à desnutrição e à obesidade. Aliás, estes problemas alimentares, no âmbito da estratégia da saúde da União Europeia entre 2008 e 2013, deverão ter um cariz prioritário. António Messias lamenta, no entanto, que, apesar de ter sido criada uma plataforma nacional de luta contra a obesidade, ainda «não tenham sido dados os passos para travar a desnutrição».

Para o especialista em Medicina Interna e Cuidados Intensivos, a solução passaria pela criação de um Plano Nacional de Luta contra a Desnutrição. Só assim, diz, «haveria um enquadramento legal e, consequentemente, uma melhor definição dos intervenientes e possibilidades de junção de meios e recursos».

«É muito importante sensibilizar a sociedade e os profissionais de saúde para o problema da desnutrição no idoso. O cálculo do risco nutricional deveria fazer parte da avaliação de saúde de todos os seniores», considera. «Deverá, para isso, ser colmatada a carência de profissionais de nutrição nos serviços de saúde. Mas, também, tem de haver um enquadramento legal e uma comparticipação, em ambulatório, de alguns produtos na área da nutrição», acrescenta.
 
Faça as contas

Se não sabe se o peso que tem está dentro da média, a fórmula é simples: «Através do índice de massa corporal (IMC), o idoso pode ter uma ideia aproximada do seu estado nutricional. Para calcular, basta dividir o peso pelo quadrado da altura (em metros)», explica António Messias.

«No idoso, considera-se peso baixo quando o IMC é inferior a 24. Mas é importante perceber se houve uma perda de peso não intencional ou uma redução significativa da quantidade de alimentação ingerida. De qualquer modo, para uma avaliação mais rigorosa do estado nutricional, o idoso deve recorrer aos serviços de saúde, os quais deverão ter cada vez mais atenção às questões relacionadas com a nutrição.»

Contudo, para quem quer estar na linha, sem perder peso, as primeiras medidas começam à mesa de casa: «A alimentação deve ser equilibrada e ajustada à faixa etária, às situações de doença e toma de medicação.» O sénior deve ter «seis refeições por dia, com duas refeições principais, e quatro pequenas refeições intercalares».

Os alimentos devem ser variados, evitando, tanto quanto possível, a ingestão do sal e da gordura. Pelo contrário, podem usar e abusar da ingestão de vegetais. «De um modo geral, devem ingerir mais de um litro de água por dia, com especial atenção no período do Verão. Ocasionalmente, podem necessitar de suplementação alimentar ou nutricional, nomeadamente ferro e algumas vitaminas.»

Fonte "Sapo Saúde"

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

QUER VIVER MAIS? TENTE A VITAMINA D


Publicado no jornal Clinical Endocrinology, cientistas da Holanda, Austria, e EUA relatam que níveis baixos de vitamina D estão associados com um aumento do risco de mortalidade geral, e cardiovascular em particular.

A pesquisa seguiu as pegadas de outras que encontraram achados similares e que foram publicados no jornal Archives of Internal Medicine.

Este novo estudo utilizou os dados de 614 pessoas que participaram no Hoorn Study, um estudo populacional prospectivo com gente de ambos os sexos e uma média de idades de 69.8 anos. Foram avaliados os níveis de 25(OH)D no inicio do estudo, e após seis anos foram documentadas 51 mortes, 20 das quais por causas cardiovasculares.

As pessoas com menores níveis de vitamina D tiveram um risco aumentado de 124 e 378% na mortalidade geral e na mortalidade cardiovascular respectivamente.

Comentando sobre os potenciais mecanismos, os cientistas notaram: “Para além de da saúde muscular e óssea, a vitamina D também protege contra o cancro, infecções, e doença auto-imune, sugerindo que a deficiência nesta vitamina contribui para uma reduzida expectativa de vida. Os adultos com insuficiência em D têm mais probabilidade de morrer de doença cardíaca ou AVC. Cientistas Finlandeses compararam os níveis de vitamina D, e as mortes por doença cardiovascular ou AVC em mais de 6000 pessoas. Os com insuficiência mais pronunciada tinham 25% mais risco de morrer destas doenças.

Adicionalmente, num estudo com 166 mulheres em tratamento para cancro da mama, quase 70% tinham baixos níveis de vitamina D. A análise mostrou que as mulheres nos estádios mais avançados da doença eram as que tinham os níveis mais baixos.

A vitamina D é essencial para a manutenção de ossos e músculos saudáveis e as mulheres com cancro da mama têm uma perda de massa óssea acelerada devido à quimioterapia e à terapia hormonal. É importante para estas mulheres uma reposição dos níveis de vitamina D.
Sugere-se também, que todos os idosos tenham os seus níveis de vitamina D examinados regularmente. A correcta suplementação, quando necessária, deve ser realizada exclusivamente pelo seu médico, pela necessidade de monitorização dos seus níveis e, para que se possam evitar possíveis efeitos colaterais.



Fonte "Clinical Endocrinology"

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Reflexão...

continuação... (A importância de respeitar os idosos)


De que forma nós respeitamos os nossos idosos? E de que forma nós ensinamos os nossos filhos a respeitá-los?
Hoje assisto muitas vezes ao desrespeito, por parte de alguns jovens, nos autocarros por exemplo, não cedendo o lugar aos mais velhos, mais parecendo que os ignoram, parece que ninguém os vê o que dá a entender que quem é velho já "morreu"...
Esquecemos que todos estamos a envelhecer e que, respeitar o idoso, é a melhor forma de preservar a nossa memória, reconhecer o passado e aceitar o futuro, reverenciando a experiência de vida e a sabedoria acumulada, de quem viveu, aprendeu, sofreu e teve um passado que ajudou na construção do presente....Mas parece que hoje o mais importante é "viver o aqui e agora" e o resto  não importa, o amanhã logo se vê....
Então que lugar ocupam os idosos na nossa sociedade? Qual o seu papel? Talvez a resposta esteja nas nossas mãos, ensinando aos nossos filhos que todos nós vamos envelhecer e que, por incrivel que pareça, eles também.....

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

ABRANDE O ENVELHECIMENTO

Os telómeros são as estruturas que estão implantadas nos terminais dos cromossomas. Quanto mais curtos forem os cromossomas mais aumenta o risco de envelhecimento acelerado e de doenças crónicas como o cancro e as doenças cardiovasculares. Há 8 conselhos para preservar os telómeros. Os telómeros são as estruturais terminais nos cromossomas que se encurtam cada vez que estes se dividem, até ao ponto em que já não é possível haver mais divisão celular (limite de Hayflick) ou seja, não há lugar a mais rejuvenescimento. Não podemos modificar a idade mas podemos e devemos agir sobre os factores que contribuem para preservar o comprimento dos telómeros.

Permaneça magra/o

As pessoas obesas têm telómeros mais curtos que as magras. Mas há esperança pois os obesos que perdem peso vêm os telómeros alongar-se; quanto mais massa gorda se perde maior é o alongamento dos telómeros.



Exercício físico
Um estudo com 2401 participantes demonstrou quanto mais exercício físico as pessoas praticam, mais se alongam os seus telómeros. Isto vem mostrar o interesse da actividade física regular para prevenir o envelhecimento.

Diminuir o stress oxidativo e a inflamação silenciosa


O stress oxidativo está relacionado com as agressões por radicais livres de oxigénio às membranas celulares e aos organelos das células. Estes radicais são exacerbados pelo fumo, sol, poluição, álcool, abuso de medicamentos, exposição aos pesticidas e a metais pesados. O stress oxidativo acompanha-se sempre de inflamação ! As pessoas com maior stress oxidativo e inflamação são as que têm os telómeros mais curtos. De notar que as substâncias naturais como o açafrão, as vitaminas C e E, o selénio e o zinco diminuem estas reacções aumentando o comprimento dos telómeros.


Vitamina D

Segundo um estudo em 2160 mulheres entre os 18 e os 79 anos, as que tinham os níveis mais elevados de vitamina D eram as que tinham os telómeros mais longos, equivalendo a menos 5 anos de envelhecimento celular.


Folatos (vitamina B9)

Os folatos (vitamina B9) fornecem substâncias apelidadas de grupos metilo os quais servem de percursores às bases azotadas que entram na composição do ADN e dos telómeros. Um estudo acaba de demonstrar que as pessoas com taxas elevadas de folatos têm telómeros mais longos. Encontramos esta vitamina nos espinafres, na couve, e nos espargos entre outros.


Suplementação com multivitaminas

Segundo um estudo publicado em Junho 2009 com 586 mulheres entre os 35 e 74 anos, as que consumiam mais vitaminas tinham em média mais 5.1% de comprimento nos telómeros.

Reencontre o equilibrio

O comprimento dos telómeros tem sido associado, em diversos estudos, ao stress crónico e à depressão. Segundo a laureada Dr.ª Elizabeth Blackburn, certas formas de meditação podem evitar os efeitos do stress e controlar os níveis de cortisol e insulina.

Vida Sã

Finalmente, um estilo de vida sã, que compreenda um regime rico em legumes e frutos, uma actividade física regular, a prática de relaxamento, ioga ou meditação está associado a maiores telómeros, em todos os estudos.


Fonte  " Blog  Anti-Envelhecimento, Dr. Luís Romariz"

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Computador simplificado para idosos é lançado em Londres

Um novo computador destinado a idosos com mais de 60 anos que não têm prática com computadores ou com a Internet foi lançado na Grã-Bretanha.
O computador, chamado de SimplicITy, é operado através de um ecrã inicial básico que oferece apenas seis opções, que direccionam os utilizadores para actividades básicas como envio e leitura de e-mails e conversas online.
Produzido em parceria entre a empresa de informática Wessex Computers e o site de descontos para idosos Discount Age, os computadores usam o sistema operacional livre Linux.
Os computadores custam entre 299 libras e 526 libras e já vêm instalados com 17 vídeos que ensinam os utilizadores a trabalhar com o equipamento.
O SimplicITy não apresenta os menus convencionais. Ao ser ligado, uma página chamada de Square One é aberta, oferecendo seis opções que podem ser clicadas para levar os utilizadores aos e-mails, navegar na Internet, arquivos (documentos, fotos, etc), conversas online e um perfil do utilizador.

Palavras para quê?


Só pode ser para rir!!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Anedota- Velhinha no consultório.

Uma senhora bem idosa vai ao médico e diz:
- Doutor eu tenho um problema com gases, mas realmente não me aborrece muito. Eles nunca cheiram e para mais, são silenciosos.
Vou dar-lhe um exemplo concreto: eu soltei "gases" 20 vezes, pelo menos, desde que entrei aqui no seu consultório. Aposto que o senhor Dr. não sabia nem deu por isso, porque eles não cheiram e são silenciosos. O medico diz:
- Sei, sei.... Leve estas pílulas e volte na semana que vem.
Na semana seguinte, a senhora regressa:
- Senhor Dr., -diz ela, eu não sei que raio o senhor me deu, mas agora os meus "gases", embora ainda silenciosos, fedem terrivelmente. O medico diz:
- Bom, agora que curámos a  sua sinusite, vamos cuidar do seu ouvido!


terça-feira, 17 de novembro de 2009

Andropausa


Há uma "menopausa masculina"?
Sim, os homens não estão imunes às alterações da meia-idade, resultantes do declínio das hormonas.

De igual forma que em relação às mulheres, entre os 30 e os 55 anos a maioria dos homens começa a sofrer alterações atribuídas ao “envelhecimento” e que se sabe agora que à semelhança das mulheres, se deve a desequilíbrios hormonais – andropausa.
Enquanto a menopausa se instala de forma abrupta, a andropausa tende a ser um fenómeno insidioso, lento e gradual, instalando-se num período de cerca de 20 anos. Com sintomatologia leve no início, eventualmente atinge o “coração” de um homem quando se dá conta que perdeu muito da sua função sexual e que tem gradual incapacidade mental Se não for tratada, a andropausa tem uma expressão tanto ou mais severa do que a menopausa.
A disfunção sexual no macho idoso está primariamente associada à disfunção eréctil e só secundariamente à disfunção ejaculatória. Esta última é induzida muitas vezes pela cirurgia da próstata. No homem com diminuição sexual, a diminuição da libido (apetite sexual) está muito associada a uma diminuição do bem-estar e/ou depressão podendo ser aliviada pela terapia de substituição hormonal.
O declínio cognitivo (funções superiores cerebrais), a obesidade visceral (gordura depositada à volta das vísceras, a osteopenia (diminuição da massa óssea) e sarcopenia (diminuição da massa muscular), acompanham-se de deficiência hormonal androgénica (hormonas masculinas) no envelhecimento.
A diminuição nos níveis de androgénios (testosterona,DHEA e androstenediona) é observada a partir da 4ª década de vida e é frequentemente associada a sintomas de envelhecimento, e referida como andropausa devido ao nome médico para as hormonas masculinas ser "androgénios". Diferentemente do que se passa na mulher (em relação às suas hormonas femininas (estrogénios e progesterona), no homem a andropausa é um processo lento e gradual.
Frequentemente o 1º sintoma é uma diminuição nas erecções matinais, seguida da diminuição do desejo sexual (líbido). Segue-se sintomas como uma baixa de energia, depressão, sensação de "cansado mas tenso" e diminuição geral da resistência à medida que a Testosterona e a DHEA diminuem com a idade, sendo estas as hormonas anabólicas mais importantes para aumentar a energia, diminuir a fadiga e manter uma boa função eréctil, bem como um desempenho sexual normal. Elas aumentam a força dos tecidos estruturais: pele, osso e músculos (incluindo o músculo cardíaco). Previnem a fadiga física e intelectual, tendo profundo impacto nos atributos físicos e mentais que fazem o homem "MACHO".
Exercício, nutrição apropriada, controlo do stress, Zinco,Selénio, e hormonoterapia corrigem esta situação com mais de 94% de bons resultados.

"O seu corpo é um bem precioso. Ele é o único veículo que o leva a acordar todas as manhãs. Trate-o com cuidado."

Fonte "Sapo Saúde"

Idoso ou Velho?


Idosa é uma pessoa que tem muita idade.
Velha é a pessoa que perdeu a jovialidade.
A idade causa degenerescência das células.
A velhice causa a degenerescência do espírito.
Por isso nem todo idoso é velho e há velho que ainda nem chegou a ser idoso.
Você é idoso quando sonha.
É velho quando apenas dorme.
Idoso quando ainda aprende.
É velho quando já nem ensina.
Você é idoso quando pratica desporto, ou de alguma outra forma se exercita.
É velho quando apenas descansa.
Você é idoso quando o dia de hoje é o primeiro do resto da sua vida.
É velho quando todos os dias parecem o último da longa jornada.
Você é idoso quando o seu calendário tem amanhãs.
É velho quando seu calendário só tem ontens.
O idoso é aquela pessoa que tem tido a felicidade de viver uma longa vida produtiva, de ter adquirido uma grande experiência.
Ele é uma ponte entre o passado e o presente, como o jovem é uma ponte entre o presente e o futuro.
E é no presente que os dois se encontram...
Velho é aquele que tem carregado o peso dos anos e, que em vez de transmitir experiência às gerações vindouras, transmite pessimismo e a desilusão.
Para ele, não existe ponte entre o passado e o presente, existe um fosso que o separa do presente pelo apego ao passado.
O idoso renova-se a cada dia que começa.
O velho acaba-se a cada noite que termina.
O idoso tem planos.
O velho tem saudades.
O idoso curte o que resta da vida.
O velho sofre o que o aproxima da morte.
O idoso se moderniza, dialoga com a juventude, procura compreender os novos tempos.
O velho emperra-se no tempo, fecha-se na sua ostra e recusa a modernidade.
O idoso leva uma vida activa, plena de projectos e de esperanças. Para ele o tempo passa rápido, mas a velhice nunca chega.
O velho adormece no vazio da sua vida e as suas horas arrastam-se destituídas de sentido.
As rugas do idoso são bonitas porque foram marcadas pelo sorriso.
As rugas do velho são feias porque foram vincadas pela amargura.
Em resumo, idoso e velho, são duas pessoas que até podem ter a mesma idade no B.I., mas têm idade bem diferente no coração.
A vida, com as suas fases de infância, juventude, madureza, é uma experiência constante.
Cada fase tem o seu encanto, a sua doçura, as suas descobertas.
Sábio é aquele que desfruta de cada uma das fases em plenitude, extraindo dela o melhor.
Somente assim, na soma das experiências e oportunidades, ao final dos seus anos guardará a jovialidade de um homem sábio.
Se você é idoso, guarde a esperança de nunca ficar velho.

(Jorge R. do Nascimento)

Saúde oral na velhice


Uma boa higiene oral e alguns cuidados básicos podem garantir-lhe dentes e gengivas saudáveis uma vida inteira.

Como posso manter uma boa saúde oral na terceira idade?
Independentemente da idade que tem, se fizer uma boa higiene oral, escovando os dentes pelo menos duas vezes por dia com uma pasta dentífrica fluoretada, usando o fio dentário ou outro meio de remoção da placa bacteriana interdentária diariamente, os dentes podem e devem durar toda a vida.
As visitas regulares ao profissional de saúde oral também são muito importantes, pois permitem o diagnóstico precoce de qualquer problema que surja.
Por vezes, devido a perda de peças dentárias, muitos indivíduos utilizam próteses dentárias. Nesses casos, são essenciais cuidados de limpeza da(s) prótese(s). Estas devem ser escovadas diariamente com uma escova própria para o efeito. Também existem soluções no mercado próprias para a limpeza das próteses.

Que cuidados de saúde oral devo ter em conta enquanto idoso?
Mesmo que escove e use o fio dentário (ou escovilhões) regularmente, o idoso poderá deparar-se com alguns problemas de saúde oral.
No caso de usar próteses dentárias deve prestar especial atenção ao desgaste das mesmas e ao seu ajuste na boca.
Alguns medicamentos podem induzir alterações da quantidade e qualidade da saliva e provocar alterações no estado de saúde oral. Assim, caso sinta ardor ou secura da boca, deve contactar imediatamente o profissional de saúde.
Felizmente, os profissionais de saúde podem ajudá-lo a ultrapassar estes problemas com grande sucesso.

Tome nota de algumas situações:
Cáries radiculares: quando existe recessão gengival, as raízes dos dentes podem ficar expostas, ficando mais susceptíveis à cárie dentária. Como os idosos apresentam uma maior predisposição para recessões gengivais, para manter uma boa higiene oral é fundamental usar uma pasta dentífrica fluoretada.
A boca seca é um problema comum nos idosos e pode ser causado por medicação ou por certas doenças. O seu profissional de saúde pode dar-lhe indicações para restabelecer a humidificação da sua boca, assim como recomendar tratamentos ou medicamentos que ajudem a prevenir os problemas associados à boca seca.
A diabetes, as doenças cardíacas ou o cancro, entre outras doenças, podem afectar a sua saúde oral. Certifique-se de que o profissional de saúde oral está a par dos seus problemas de saúde, de modo a que possa perceber toda a situação e ajudá-lo a ter cuidados específicos com a saúde oral.
As próteses removíveis podem ser muito úteis aos idosos, mas requerem cuidados especiais, quer na sua utilização, quer na sua higienização. Siga cuidadosamente as instruções dadas pelo seu profissional de saúde oral e avise-o se surgirem problemas.

Fonte "Portal Da Saude"

sábado, 14 de novembro de 2009

Doenças geriátricas






O envelhecimento faz parte natural do ciclo da vida. É, pois, desejável que seja vivido de forma saudável.

O envelhecimento faz parte natural do ciclo da vida. É, pois, desejável que constitua uma oportunidade para viver de forma saudável, autónoma e independente, o maior tempo possível.

O envelhecimento deve ser pensado ao longo da vida. O ideal é, desde cedo, ter uma atitude preventiva e promotora da saúde e da autonomia na velhice.

A prática de actividade física moderada e regular, uma alimentação saudável, não fumar, o consumo moderado de álcool e a participação na sociedade são factores que contribuem para a qualidade de vida em todas as idades e, em particular, no processo de envelhecimento.

O sistema de saúde dispõe, numa perspectiva individual, de uma rede de prestação de cuidados de saúde (com serviços integrados, centrados em equipas multidisciplinares e com recursos humanos devidamente formados), com uma componente de recuperação global e de acompanhamento das pessoas idosas, designadamente através da rede de cuidados continuados, que, por sua vez, integram cuidados de longa duração.

Uma boa saúde é essencial para que as pessoas mais idosas possam manter uma qualidade de vida aceitável e possam continuar a assegurar os seus contributos na sociedade. Pessoas idosas activas e saudáveis, para além de se manterem autónomas, constituem um importante recurso para as suas famílias, comunidades e até para a economia do país.

Porém, nem sempre é possível viver o envelhecimento em plena saúde. A maioria das pessoas chega a idosa com doenças crónicas e não transmissíveis. As patologias incapacitantes mais frequentes nas pessoas idosas são as fracturas, incontinência, perturbações do sono, perturbações ligadas à sexualidade, perturbações de memória, demência (nomeadamente doença de Alzheimer, doença de Parkinson), problemas auditivos, visuais, de comunicação e da fala.

Mas isso não significa, necessariamente, que se tornem incapazes de lidar com a sua evolução ou que não possam prevenir o aparecimento de complicações.

O que são doenças geriátricas?
Algumas doenças, denominadas, por vezes, de síndromas ou doenças geriátricas, apresentam-se quase exclusivamente em adultos de idade avançada.

Também se incluem nas perturbações geriátricas aquelas que afectam os indivíduos de todas as idades, mas que na velhice são mais frequentes ou mais graves ou que causam sintomas ou complicações diferentes.

A geriatria é a especialidade médica que se ocupa das pessoas de idade avançada e das doenças de que sofrem.

Não há uma idade específica que determine a velhice, contudo, para efeitos de estudos, estatísticas, etc. consideram-se pessoas idosas as que têm mais de 65 anos, por ser a idade habitual da reforma.

Fonte "Portal da Saúde"

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

IDOSOS-Alguns conselhos para prevenir acidentes


Pratique exercício físico com regularidade, de modo a melhorar a sua forma física. Faça uma alimentação equilibrada.
Seja cuidadoso, de modo a não cometer erros na dosagem dos medicamentos que está a tomar.
Não beba álcool em excesso.
Use sapatos bem ajustados, com solas antiderrapantes (de preferência com ranhuras). Evite usar solas de cabedal e protectores de metal. Os sapatos devem ter saltos largos, calcanhares reforçados e presilhas ou atacadores, de modo a evitar que os pés se movimentem dentro dos sapatos. Evite usar chinelos.
Não use camisas de noite ou roupões compridos.
Disponha os móveis da casa de maneira sensata. Deixe espaço para poder andar de um lado para o outro sem encontrar obstáculos. Não ande sobre pavimentos escorregadios (molhados ou encerados); os tapetes devem cobrir todo o chão de uma parede à outra ou possuírem forro antiderrapante. A mobília não deve ter rodas e a cama e as cadeiras não devem ser demasiado baixas ou altas. Coloque barras de apoio na banheira, no chuveiro e ao lado da sanita. Utilize tapetes de borracha antiderrapantes no chuveiro e na banheira.
Ilumine convenientemente toda a casa - quarto, corredor, sala, cozinha e casa de banho.
As escadas devem ter boa iluminação, corrimãos seguros e degraus antiderrapantes.
Utilize a visão que tem, nas melhores condições. Se precisar de óculos, use-os.
Não coloque no chão pequenos tapetes. Não deixe gavetas abertas.
Não deixe fios eléctricos ou do telefone no chão. Fixe-os às paredes.
Mantenha todos os utensílios eléctricos em boas condições de funcionamento e a salvo de salpicos de água. Nunca os utilize quando estiver a mexer em água.
O aquecimento deve ter boa ventilação e devem ser usadas redes de protecção nas lareiras.
O relvado, o jardim, o pátio, as passagens para carros e passeios devem estar desimpedidas, sem buracos, fendas ou outras irregularidades.
Procure não estar sozinho. Não se isole, pois isso pode atrasar a chegada de ajuda do exterior no caso de acidente.
Esteja atento a movimentos inesperados de animais, crianças e bicicletas.
Traga consigo uma lanterna e utilize-a para que possa ver e ser visto na escuridão.
Não tenha vergonha de pedir ajuda para atravessar a rua.
Use bengala, se o seu médico concordar.
Tenha uma campainha perto de si, sempre que possível.

Se acontecer um acidente:
Se cair, procure levantar-se de forma correcta - dobre-se sobre o estômago, ponha-se de gatas e gatinhe até à peça de mobília que se encontra mais próxima de si. Coloque as mãos sobre ela e ponha um dos pés à frente, bem assente no chão. Levante-se e, em seguida, sente-se, até se encontrar recuperado.
Se não conseguir levantar-se, tente pedir ajuda - a colocação de uma campainha no chão do quarto, debaixo de uma cadeira, ou de um telefone, juntamente com os números de emergência num banco baixo, constitui precaução sensata a tomar. O Serviço TeleAlarme pode ser muito útil.
Tente manter-se quente até chegar alguém para o ajudar. Puxe os tapetes próximos para cima de si, por exemplo, casacos ou os lençóis, o que estiver à mão.
Se sofrer um corte ou queimadura, procure a ajuda de um médico ou enfermeiro.
Se sofrer um acidente, não o considere um acontecimento de mau presságio e não limite as suas actividades. Pelo contrário, não se esqueça de que a actividade física o ajuda a manter-se mais saudável.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Gripe A- Cuidados a ter nas Instituições que recebem idosos.


Os responsáveis pelas instituições que acolhem pessoas idosas devem
assegurar a resposta às seguintes questões:
• Os prestadores de cuidados e o outro pessoal, estão devidamente informados sobre o que é a gripe pandémica (H1N1) 2009 e as suas principais formas de
transmissão?
• Estão familiarizados com as medidas de protecção e com as medidas
preventivas de disseminação da infecção? E sabem como implementar essas
medidas?
• Existe aconselhamento técnico para o pessoal e prestadores de cuidados de
saúde?
2. COMO REDUZIR O RISCO DE TRANSMISSÃO DA DOENÇA
2.1. Medidas gerais de higiene e de controlo ambiental
1 - Cumprimento das regras de etiqueta respiratória e lavagem correcta das
mãos
Assegurar que todas as pessoas que vivem e trabalham na Instituição estão
sensibilizadas para o cumprimento das regras de etiqueta respiratória (folheto anexo)
e a lavagem correcta das mãos (folheto anexo), a seguir descritas:
a) Cobrir a boca e o nariz com um lenço de papel descartável quando se assoar,
espirrar ou tossir. Não usar as mãos;
b) Na ausência de lenços de papel, usar o antebraço ou manga para proteger a
boca ou o nariz e nunca as mãos;
c) Se as mãos forem utilizadas inadvertidamente para cobrir a boca/nariz, laválas/
desinfectá-las de imediato;
d) Depositar os lenços de papel usados nos recipientes próprios para o lixo;
e) Lavar as mãos com água e sabão com frequência da seguinte forma:
• Molhe as mãos com água
• Aplique sabão suficiente para cobrir todas as superfícies das mãos
• Esfregue as palmas das mãos, uma na outra
• Palma direita sobre o dorso esquerdo com os dedos entrelaçados e viceversa
• Palma com palma com os dedos entrelaçados
• Parte de trás dos dedos nas palmas opostas com os dedos entrelaçados
• Esfregue o polegar esquerdo em sentido rotativo, entrelaçado na palma
direita e vice-versa
• Esfregue rotativamente para trás e para a frente os dedos da mão direita na
palma da mão esquerda e vice-versa
• Enxague as mãos com água
• Seque as mãos com toalhas de papel
• Utilize a toalha de papel para fechar a torneira se esta for de comando
manual
f) As mãos devem ser sempre lavadas nas seguintes circunstâncias:
• Antes e depois de todo o contacto com os residentes
• Depois do contacto com urina, fezes, sangue, vómito ou com objectos
potencialmente contaminados
• Depois de retirar as luvas
• Antes das refeições
• Antes de preparar, manipular ou servir alimentos e de alimentar os
residentes
• Depois de ir à casa de banho
• Depois de fazer as camas e de tratar da roupa
• Depois de espirrar, tossir, ou assoar-se
g) As instruções para a higiene das mãos devem estar afixadas e acessíveis aos
residentes e às visitas;
h) Na impossibilidade de lavar as mãos, desinfecte-as com uma solução antiséptica
de base alcoólica, particularmente depois de tossir ou espirrar ou após
contacto com secreções respiratórias ou objectos contaminados ou contacto com
doentes;
i) Não tocar com as mãos na cara (olhos, nariz, boca) se estas não estiverem
lavadas;
j) Não cuspir nem expectorar para o chão. Se houver necessidade de remover
secreções existentes na boca, deve ser utilizado um lenço descartável (secreções
da boca directamente para o lenço), a e colocar imediatamente no lixo após ser
usado.

2 – Distanciamento entre pessoas
Evitar o contacto dos residentes saudáveis com doentes que apresentem sintomas de
gripe, mantendo pelo menos a distância de um metro de pessoas doentes com
sintomas de gripe (afastamento entre camas e entre cadeiras);

3 – Concentração de residentes
Evitar a concentração de residentes em espaços não arejados, sempre que possível;
4 – Ventilação dos espaços
Promover a ventilação adequada, arejando frequentemente as salas, de forma a
assegurar a renovação do ar;
5 – Visitas
Evitar visitas desnecessárias a pessoas que estejam doentes;
6 – Beijos e abraços
Não cumprimentar as pessoas doentes com beijos ou abraços;
7 – Utilização de luvas descartáveis
Utilizar sempre luvas descartáveis na prestação de cuidados; esta medida não
substitui a lavagem das mãos;

2.2. Medidas de protecção individual perante um doente
A transmissão da gripe pode fazer-se por contacto directo, através de gotículas
contaminadas com o vírus, ou por via indirecta, através do contacto com superfícies
contaminadas.
Se houver um ou mais doentes na instituição, várias medidas devem ser tomadas para
evitar aquela transmissão:
1 - Respeitar as regras para a lavagem das mãos;
2 - Respeitar as regras de etiqueta respiratória;
3 – Limpeza das superfícies
Limpar frequentemente as superfícies (mesas, corrimãos, maçanetas de portas,
botões de elevador), várias vezes ao dia, com um produto de limpeza comum,
particularmente as superfícies mais utilizadas pelo doente, como mesas de cabeceira,
protecções das camas, telefones, campainhas, comandos de TV, puxadores das
portas, lavatórios e doseadores de medicação, entre outras;
4 – Limpeza dos equipamentos
Os equipamentos a utilizar no doente devem ser exclusivos para esse doente (p.ex.
aparelhos para medir a tensão arterial, termómetros, etc.). Se o uso de equipamento
comum for inevitável este deverá ser adequadamente limpo e desinfectado antes de
ser utilizado noutra pessoa;
5 – Roupa utilizada pelo doente
Não há cuidados especiais para a limpeza da roupa do doente (roupa de corpo, de
cama, toalhas, etc.); é suficiente que seja lavada na máquina de lavar com um
detergente doméstico e a secagem pode ser feita numa máquina de secar ou num
estendal ao ar.
Se a roupa estiver muito conspurcada com fezes ou coágulos sanguíneos, estes
deverão ser removidos previamente, utilizando luvas e papel higiénico e ser
despejados, no mais curto intervalo de tempo, na sanita (eventualmente transportados
numa arrastadeira ou equivalente, até à sanita). Nunca remover este tipo de materiais
orgânicos com jactos de água, devido aos salpicos que provocam. A roupa deverá ser
dobrada ou enrolada de modo a que a sua porção mais conspurcada fique o mais
internamente possível, e colocada na máquina de lavar roupa;

6 - Louça utilizada pelo doente
A louça utilizada pelo doente pode ser lavada na máquina de lavar com um detergente
doméstico. As mãos devem ser lavadas após a colocação da louça na máquina;

7- Utilização de máscaras
Não está provado que o uso de máscaras por pessoas saudáveis ofereça uma
protecção eficaz ou reduza o contágio de gripe, no caso de uma pandemia ou durante
a época de gripe sazonal.
No entanto, é aconselhado o uso de máscara aos:
• Prestadores de cuidados que contactam de forma próxima (distâncias iguais ou
inferiores a 1 metro) com pessoas com gripe ou suspeita de gripe.
• Aos doentes com gripe ou suspeita de gripe de forma a diminuir o risco de
contágio dos contactos próximos.
Como utilizar as máscaras correctamente:
• As máscaras devem ser colocadas sobre a boca e o nariz e atadas com
firmeza.
• Prenda os atilhos ou os elásticos a meio da cabeça e no pescoço.
• Ajuste a faixa flexível ao osso do nariz,
• Ajuste a máscara à face e sobre o queixo.
• Enquanto estiver a usar máscara, evite tocar-lhe com as mãos.
• Sempre que tocar numa máscara usada - por exemplo, para a retirar - deve
lavar as mãos com água e sabão ou desinfectá-las com uma solução alcoólica.
• Substitua as máscaras quando ficarem húmidas por outras limpas e secas.
• As máscaras devem ser utilizadas apenas uma vez.
Como retirar a máscara:
• Parta do princípio de que a parte da frente da máscara está contaminada.
• Desate ou parta os atilhos de baixo e só depois os de cima.
• Retire a máscara pegando-lhe unicamente pelos atilhos.
• Elimine a máscara colocando-a num saco de plástico, bem fechado. Deite-o no
lixo doméstico.
• Depois de retirar a máscara lave as mãos com água e sabão ou desinfecte-as
com uma solução anti-séptica de base alcoólica.
8 - Tratamento dos resíduos
Devem ser usadas luvas para lidar com os resíduos sólidos e as mãos devem ser
lavadas depois de retirar as luvas.

2.3. Vacinação
Deve ser garantido o cumprimento das recomendações da DGS para a gripe sazonal
emitidas através da circular informativa disponível no site da DGS www.dgs.pt). Estas
recomendações incluem a vacinação dos residentes nas instituições bem como a dos
funcionários e colaboradores, no âmbito da saúde ocupacional.
Deve ser garantido o cumprimento das recomendações da DGS para a gripe sazonal
emitidas através de Circular Informativa disponível no portal da DGS (www.dgs.pt).
Estas recomendações incluem a vacinação dos residentes nas instituições, bem como
a dos funcionários e colaboradores no âmbito da saúde ocupacional.

QUANDO E COMO RECORRER AOS SERVIÇOS DE SAÚDE
Face à suspeita de uma pessoa infectada com o vírus da Gripe pandémica
(H1N1)2009 ou face a um caso confirmado de doença que resida ou trabalhe na
instituição, deverá de imediato:
a) Contactar a Linha Saúde 24 — 808 24 24 24 onde poderá obter todas as
informações sobre os procedimentos a seguir e sobre as necessidades de
eventual isolamento do doente e a que serviço de saúde recorrer, se
necessário.
b) Aconselhamos a que esteja atento às informações da Direcção-Geral da Saúde
e do seu do microsite da Gripe em www.dgs.pt , assim como, aos órgãos de
Comunicação Social.

Fonte "Ministério da Saúde"

Tempo para Dar, ajude esta causa...


Cada vez mais, fruto de uma sociedade industrializada e adaptada aos mais jovens e ao seu poder de inovação, a solidão na terceira idade é um problema que se aprofunda diariamente.
Um maior cuidado e apoio para com os idosos e, um envelhecimento activo e não passivo e marginalizado, são combates diários que permitem atenuar o sentimento de isolamento, promovendo uma melhoria no bem-estar, nos últimos anos de vida.
Tempo para Dar é um projecto conjunto entre a SIC Esperança e a Delta. O objectivo é angariar verbas para aplicar em projectos concretos e estruturantes, que abordam a questão da solidão na terceira idade, preocupação esta que se insere na temática anual da SIC Esperança, a inclusão social. A valorização e a inclusão do idoso parece ser ainda um longo caminho a percorrer, pelo que para a SIC Esperança é fundamental contribuir e estimular pequenos gestos de inclusão, que de alguma forma contribuam e alertem para a construção de uma nova sociedade, mais tolerante, mais justa e menos marginalizada.
Para ajudar, basta comprar no supermercado mais próximo de si o Lote de Chávena Tempo para Dar da Delta Cafés, e está de imediato a contribuir com um donativo para o projecto.
Toda a verba angariada por esta causa será aplicada em instituições locais de forma a dar abrangência nacional, que contribuam para um mundo mais risonho na terceira idade.
As nossas atitudes de hoje serão o reflexo de amanhã, e um dia chegará a sua vez! Esteja atento a esta causa, e ajude a combater a solidão.
“[A meta final do projecto] é trazer ao conhecimento dos portugueses o trabalho destas instituições, tão essenciais para a saúde e bem-estar da população idosa, e apelar a que todos [as] apoiem, bem como ao projecto”, revelou Rui Nabeiro.
Por sua vez Mercedes Balsemão, presidente da SIC Esperança, realçou o combate à solidão e o isolamento em que vivem muitos idosos. “Sensibilizar as pessoas para os problemas da terceira idade e envolver todos nesta acção é o desafio do projecto Tempo para Dar”, referiu.
Faça parte da comunidade Tempo para Dar em www.tempoparadar.net. (http://www.tempoparadar.net.)
Vamos todos ajudar, pelo menos faça-o comprando o lote especial da Delta Cafés.

Pessoas com maiores propósitos na vida vivem mais



Ter um propósito e objectivos na vida está associado a menores taxas de mortalidade entre os idosos, segundo um estudo da Universidade Rush, nos EUA. A análise de mais de 1,2 mil idosos que não tinham demência indicou que aqueles que relatavam terem objectivos, sonhos a concretizar e eram mais optimistas tinham a metade do risco de morte, comparados aos voluntários com menos propósitos.
E os resultados persistiam após os pesquisadores considerarem sintomas depressivos, incapacidade, neuroticismo e número de condições médicas.
Segundo os autores, a mortalidade foi mais significativamente associada a três itens do questionário de propósito na vida, que mediu a concordância dos participantes às seguintes questões: “algumas vezes, sinto-me como se já tivesse feito tudo que há a fazer na vida”; “eu costumava propôr metas para mim mesmo, mas que agora parecem-me perda de tempo”; “as minhas actividades diárias frequentemente parecem triviais e sem importância para mim”.
“Estamos animados com estas descobertas, porque sugere que factores positivos, como ter um senso de propósito na vida, são importantes contribuintes para a saúde”, destacaram os autores.
Porém os pesquisadores admitem que mais estudos são necessários para avaliar se outras características demográficas podem modificar a relação entre propósitos de vida e mortalidade e para observar se isso pode ser modificado.
No entanto deixo aqui uma importante mensagem: Seja positivo, optimista, sonhe ainda e tenha como propósito cumprir esses sonhos...E seja feliz.

Fonte "Ciênca e Vida"

DISTÚRBIOS DO SONO NA TERCEIRA IDADE



Os problemas de sono são bastante comuns na população idosa. Em geral, as pessoas com mais idade necessitam de menos horas de sono (por volta de 5 horas), além de terem o sono mais superficial e fragmentado (dormindo várias vezes ao dia). Algumas das causas dos distúrbios do sono estão relacionadas a um estilo de vida sedentário, a problemas sociais, psicológicos ou por uso de medicamentos.
Dores crónicas de doenças como artrite, a necessidade de urinar com frequência, e estimulantes como café e álcool contribuem para a falta de sono. Além disso, condições neurológicas associadas ao envelhecimento, como a doença de Alzheimer, também podem causar problemas de sono. A população idosa é a mais acometida pelos distúrbios do sono. Além da insónia, existe também a sonolência diurna, ronco e apnéia do sono.
O ronco é a forma mais comum do organismo manifestar-se diante de uma dificuldade respiratória que ocorre durante o sono. É um ruído caracterizado pela vibração dos tecidos moles da garganta, principalmente, a úvula - “campainha”. Tem como uma das causas a flacidez muscular devido ao envelhecimento. O tratamento dos distúrbios do sono varia em função da gravidade e das necessidades de cada pessoa.

O melhor a fazer é o diagnóstico precoce das alterações do sono no idoso. Por merecerem cuidados especiais, eles podem apresentar outras doenças clínicas como depressão, demência, ansiedade as quais aumentam os riscos de tontura e quedas, mas, principalmente, pela perda na qualidade de vida.
Estima-se que os distúrbios do sono afectem em torno de 50% das pessoas com mais de 65 anos. Um grande número de idosos apresenta alterações na qualidade do sono, principalmente as dificuldades para adormecer, sono fragmentado e/ou superficial. Nos idosos não são raros os casos de inversão do dia pela noite (acordado à noite e sonolento de dia). Uma das primeiras alterações que podem indicar a iminência de distúrbios do sono é a alteração do horário de acordar (muito mais cedo na velhice).

Fonte "Ciência e Vida"

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Um desabafo meu...


Por vezes dou comigo de lágrima no olho a pensar naqueles que são de mais idade, estão sós, doentes, abandonados e somente esperando que os dias passem...

Como podemos nós viver num mundo que está em constante guerra pelo egoismo,poder,status,riqueza...
Como podemos esquecer os nossos idosos(as), pessoas que nos merecem tanto respeito, pois são provas vivas da história...
Como podem ser excluidos, abandonados, esquecidos...
Estamos a viver uma era moderna, mas essa era moderna, infelizmente, é a era do materialismo e em que se dá mais importância a objectos, sejam eles quais forem, e se esquecem as pessoas, os sentimentos, os afectos....
Vamos respeitá-los, eles são prova de que se lutarmos e acreditarmos a esperança sempre vai existir.
Vamos amá-los, são pessoas de um coração bom e doce.
É uma pena quando o espírito chega á maturidade máxima e o corpo já começa a envelhecer mas nós, podemos fazer algo por eles vamos doar-lhes os nossos ouvidos e escutar as histórias que eles têm para nos contar, mas ouvi-los com o coração e, concerteza, iremos ser surpreedidos pois têm muito para nos ensinar...
No final das suas vidas eles merecem paz, respeito de todos nós e, sobretudo, serem felizes, sentirem-se úteis e incluidos na sociedade e sobretudo nas famílias pois, já contribuiram a vida inteira. Mas qual tem sido o retorno dessa contribuição?
Hummm pois, resume-se a um "chega para lá".
Vamos tentar mudar isto porque se formos passivos perante essa sociedade desestruturada, é porque concordamos com ela! Vamos repensar a nossa postura de cidadãos!
Desculpem aqui o desabafo...

sábado, 7 de novembro de 2009

uma mensagem especial...






Idosos que dormem de mais podem ter maior risco de demência


Dormir muito pode ser agradável e revigorante, mas, de acordo com um novo estudo espanhol, pode também significar maior risco de demência em idosos.
Numa pesquisa com 3.300 idosos, acompanhados durante três anos, os investigadores descobriram que aqueles que dormem nove horas ou mais por dia, incluindo sestas, teriam duas vezes mais riscos de desenvolver demência do que aqueles que passam apenas sete horas na cama.

Apesar de terem observado essa relação, os autores destacam que não há provas de que dormir demais contribui para os problemas cognitivos.

Uma das possibilidades, segundo os autores, é que fadiga e sono em excesso podem ser sinais iniciais da doença.

Outras explicações possíveis seriam o facto de que alguns problemas de saúde que aumentam a necessidade de dormir também contribuiriam para a demência; e a possibilidade de que o facto de dormir em excesso por si mesmo aumentaria os riscos.

Baseados nos resultados, os investigadores recomendam que os idosos que normalmente dormem o tempo padrão de sete a oito horas por noite procurem um médico em caso de, subitamente, começarem a precisar de mais horas de sono.

Fonte "Sapo Saúde"

A juventude num comprimido mágico?



Não falta por aí publicidade a milagrosos produtos anti-envelhecimento. Mas estas substâncias serão mesmo capazes de retardar o processo de envelhecimento?

Não falta por aí publicidade a milagrosos produtos anti-envelhecimento. Mas estas substâncias serão mesmo capazes de retardar ou até de interromper o processo de envelhecimento? Em muitos casos, se lhe parece bom demais para ser verdade, se calhar é mesmo.
Pode até preferir pensar que ainda não passou dos 35 anos. Mas o corpo vai-lhe lembrando que não é bem assim. Cansa-se facilmente. Os ossos vão doendo. O cabelo começa a faltar, e alguns dos que ficam já são brancos. Quando tudo isto acontece, torna-se difícil pensar que a idade não tem importância nenhuma.

Desde as suas mais remotas origens que a espécie humana anda à procura da fonte da juventude. Não surpreende, por isso, que a atracção dos anúncios a produtos anti-envelhecimento possa ser tão grande. Quem não gostaria de se sentir muito mais jovem, sobretudo, se para isso, nada mais tiver de fazer para além de tomar um comprimido?

Dado que a realidade não é igual ao que se passa nos livros e filmes de ficção científica, o bom senso obriga a reagir com muita cautela a qualquer sugestão de milagre. O melhor é mesmo estar bem informado. Segundo as conclusões dos cientistas que se dedicam ao estudo destas matérias, o envelhecimento é um processo intrincado e complexo que envolve múltiplas áreas do corpo. Só por esta razão, um único produto, pílula ou poção não pode transformar-se na cura para todos os problemas decorrentes da idade.

Fonte "Sapo Saúde"

Osteoporose: factores de risco.

A osteoporose afecta cada vez mais a população portuguesa, sobretudo a feminina. A carência de cálcio é o ponto de partida para esta doença silenciosa.

Como se classificam os factores de risco?
Combate à osteoporose
Qualquer pessoa pode sofrer de osteoporose. Mas algumas delas apresentam factores de risco específicos, o que lhes confere maior predisposição para esta doença.

Como se classificam os factores de risco?

São de dois tipos os factores de risco para a osteoporose:

Os que não se podem modificar (muitas vezes designados por endógenos):
- São os mais importantes, sobretudo os hereditários, mas também outros (idade, raça, sexo, etc.).

Os que se podem potencialmente modificar (muitas vezes designados por exógenos):
- estilos de vida – que desempenham um papel preponderante na susceptibilidade a osteoporose;
- doenças que possam já existir e medicamentos que possam estar a tomar-se (designados por iatrogénicos).






1. Estilos de vida Tabagismo actual
Alcoolismo actual
Excesso de café actual
Actividade sedentária (falta de exercício físico)

2. Outras doenças

Acromegália
Amiloidose
Anemia perniciosa
Artrite reumatóide
Asma
Atrofia supra-renal/doença de Addisson
AVC
Convulsões
Diabetes mellitus
Doença hepática grave (cirrose biliar)
Doenças nutricionais
DPCO
Endometriose
Epidermólise bolhosa
Esclerose múltipla
Escoliose idiopática
Espondilite anquilosante
Gastrectomia
Hemocromatose
Hemofilia
Hiperparatiroidismo
Hipofosfatásica
Insuficiência gonádica
Insuficiência renal
Leucemia e linfoma
Mastocitose
Mieloma múltiplo
Nutrição parentérica
Osteogénese imperfecta
Porfíria congénita
Sarcoidose
Secrecção péptido paratiroideia
Síndroma de Cushing
Síndromas de malabsorção
Talassémia
Tiroxicose
Tuberculose
Tumores

3. Medicamentos

Agonistas da hormona libertadora das gonadotrofinas
Alumínio (anti-ácidos)
Anticonvulsivantes
Anti-psicóticos
Benzodiazepinas de acção longa
Citotóxicos
Glucocorticóides e ACTH
Heparina
Lítio
Tamoxifeno
Tiroxina

4. Outros

Peso corporal baixo (menor 57 Kg)
Deficiência em estrogénios
Menopausa precoce (antes dos 45)
Amenorreia pré-menopausica prolongada
Alterações da acuidade visual
Quedas recorrentes
Mau estado de saúde/fragilidade

Combate à osteoporose

Uma vez que não se podem combater os factores endógenos, a luta contra a osteoporose pode efectuar-se por uma intervenção nos factores potencialmente modificáveis ou exógenos.

Fonte "Sapo Saúde"

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Sexo na terceira idade: TABU?



Desde sempre que o sexo e segredo viajaram de mãos dadas. Preconceitos e tabus abundam quando a sexualidade é tema. Sobretudo quando os seus protagonistas já passaram a barreira dos 60/70 anos.

Estes peconceitos surgem sobretudo quando os seus protagonistas já passaram a barreira dos 60/70 anos.

Dos idosos, pensa-se que são assexuados, que neles já não nasce o desejo sexual. Eles próprios, educados em ambientes repressivos, vivem a sua vida sexual com culpa. Mas afinal o sexo na terceira idade é ou não possível, é ou não gratificante? Podem ou não os idosos ter uma vida sexual activa? A resposta é sim, claro!

Apesar de já estarmos no século XXI, em matéria de tabus o tempo passa mais devagar do que no calendário. As sociedades ocidentais modernizam-se, renderam-se à informática e à internet, homens e mulheres adaptam-se aos novos instrumentos de trabalho. Mas as mentalidades continuam a resistir à mudança e a alimentar os velhos mitos.

Um deles é o de que não há sexo na terceira idade. Nada mais errado! Mas é um preconceito generalizado, a tal modo que os próprios protagonistas do envelhecimento vão acreditando nele, pondo de parte desejos e prazeres quando acaba o fito da reprodução. Afinal, muita gente ainda atribui ao sexo a mera função reprodutora.

É preciso desmistificar esta realidade. É certo que com o envelhecimento se produzem transformações fisiológicas no homem e na mulher, mas não são inibidoras da actividade sexual. Com a idade, o sexo, tal como outras actividades, vai-se apenas tornando menos necessário. A sofreguidão dos jovens dá lugar à acalmia da maturidade.

Os idosos não perdem o apetite sexual. Simplesmente, já não têm pressa. Enquanto os mais novos obtêm maior gratificação na quantidade, com os mais velhos reina a qualidade. É claro que a frequência das relações sexuais diminui, mas o grau de satisfação pode ser o mesmo. Afinal, também aqui a experiência conta.

Pode-se até perder alguma da capacidade "técnica", mas não diminui o prazer que o idoso sente quando o seu corpo está em contacto com outro. Até porque - e isto vale para todas as idades - a sexualidade de uma pessoa não se esgota no acto sexual em si.

O peso da educação

A vivência da sexualidade na terceira idade nada mais é do que a continuação de um processo iniciado na infância. São as alegrias, culpas, vergonhas e repressões de cada um, associadas às modificações fisiológicas e anatómicas que a idade impõe, que determinam o comportamento sexual do idoso.

É um facto que a geração actual de idosos é fruto de uma educação ainda muito repressiva. Os pais tinham como orientação sexual conceitos muito repressores, agora considerados retrógrados, segundo os quais o sexo era sujo e pecaminoso, para ser praticado na escuridão com o intuito de dele nascerem filhos.

~ Mas a educação não é o único fardo que os idosos suportam. Também o ambiente social é, regra geral, repressor. Só o corpo não respeita estas normas, continuando a manifestar-se quando a idade avança. Só que, divididos entre os preconceitos sociais e os impulsos, muitos idosos acabam por viver a sua sexualidade com muita culpa.

Para toda a vida

A função sexual acompanha o homem toda a sua vida. É naturalmente condicionada pela cultura, pelos valores, pelos estereótipos de masculinidade e feminilidade, bem como por aspectos psicológicos e emocionais.

Um adulto jovem utiliza o seu relacionamento sexual como um importante meio de expansão emocional, de acordo com os seus valores culturais. A sexualidade acaba por ser um instrumento de poder, mesmo de afirmação social. Até ao nascer dos filhos, pois aí a sexualidade ganha novos contornos associada ao papel de pai e mãe.

É então que, criados os filhos, surgem os primeiros problemas. Sobretudo para as mulheres, assaltadas por vezes com dúvidas sobre o seu novo papel. Quando termina a idade reprodutora, é fácil multiplicarem-se os sentimentos de desvalorização pessoal, traduzidos em repúdio pelo corpo e repúdio pelo companheiro.

Com as alterações hormonais, a mulher não perde a capacidade de sentir desejo nem a capacidade orgásmica, mas é frequente sentir-se menos atraente, incapaz de despertar desejo no companheiro.

Mas há mulheres para quem a nova etapa da vida é sinónimo de liberdade, de poder assumir a sua sexualidade sem o risco de uma gravidez, sem a pressão do tempo que era exigido pela educação dos filhos, muitas vezes sem a pressão da realização profissional. Mais: depois da menopausa, em geral a mulher liberta-se de inibições que possam ter atrapalhado a sua vida sexual anterior.

Os homens não têm os mesmos problemas. Com a idade não diminui a fertilidade, sendo bem conhecidos casos de homens que foram pais muito tardiamente, depois dos 70 anos. A crise não surge então associada à fertilidade, mas à potência sexual.

O corpo muda, é um facto. O tempo deixa marcas menos visíveis do que as rugas, marcas que se notam apenas na intimidade. O vigor sexual já não é o mesmo, a resistência também não. O homem pode então apresentar sintomas de impotência, que se podem dever a dificuldades circulatórias ou à diminuição da sensibilidade na região do pénis. Mas na maioria das vezes a impotência na terceira idade surge associada a factores emocionais.

Questões orgânicas à parte, o sentir-se velho pode em si ser causa de impotência. Quando o homem parte para uma relação sexual com ansiedade, angústia, está a condená-la ao fracasso, com a consequente infelicidade e baixa de auto-estima.

Uma fogueira sem chamas mas que ainda queima

E muitas vezes os quadros de ansiedade que acompanham a tentativa de desempenho sexual na terceira idade devem-se a preconceitos, a vergonhas que foram incutidas pela educação, à ideia - errada - de que o idoso, seja ele homem ou mulher, é assexuado.

Aos nossos avós não os imaginamos a "fazer amor", mas apenas a trocar carinhos, reconfortados com a simples presença um do outro.

É claro que na terceira idade, muitas vezes depois de uma vida juntos, o que prevalece é o afecto, a sensação de aconchego. E o sexo é a manifestação disso mesmo. Na terceira idade faz-se amor com valores, não apenas com desejo. É claro que a satisfação física se mantém, mas com ela cada parceiro reafirma a sua identidade, mostra ao outro quão valioso é.

E isto vale tanto para o homem como para a mulher.

Com alguns pequenos nadas: nas mulheres, devido à secura da vagina, a penetração é mais difícil; nos homens pode diminuir o tempo de erecção. Depois de uma sexualidade mais activa, a terceira idade é uma fase de adaptação, mas nenhum dos factores é suficiente para alterar o prazer sexual.

Na terceira idade, como em qualquer outra idade, a actividade sexual é uma demonstração de boa saúde, física e mental.

A sexualidade sénior em perguntas e respostas

Os tabús sempre andaram associados à sexualidade. As conversas sobre sexo alimentaram-se sempre de secretismo, terreno fértil para a propagação de conceitos errados. Para um pai ou uma mãe, é um sobressalto quando os filhos pequenos fazem as primeiras perguntas. Faltam sempre as palavras, por mais esclarecidos que sejam.

Em relação à terceira idade assim acontece também. Provavelmente muitos idosos têm dúvidas que, por pudor, vão ficando por esclarecer. Eis algumas perguntas e respostas:

Até que idade um homem é potente sexualmente?
Sempre. Enquanto estiver vivo, enquanto o coração bater, o homem é potente sexualmente. É claro que há doenças e quadros físicos que impedem o exercício, logo recomendam moderação na actividade sexual.

Um idoso é capaz de manter uma erecção?
Claro que sim. O que acontece é que, com a idade, o homem precisa de mais estímulos. Num jovem a erecção é um processo imediato, no idoso é um pouco mais lenta, não devido à falta de prazer mas ao desgaste físico próprio da idade. É como subir uma escadaria: o jovem sobe a correr, o idoso mais devagar, mas ambos chegam ao topo.

Os idosos têm desejo sexual?
O apetite sexual não tem nada a ver com a idade. Manifesta-se em qualquer etapa da vida. Inclusivamente há idosos com uma vida sexual muito activa, um grande interesse por sexo.

Os idosos podem ejacular?
A ejaculação é possível até ao fim da vida. Com o aumento da idade, diminui a quantidade ejaculada, mas a produção de espermatozóides mantém-se. Também as contracções ejaculatórias vão sendo menores, mas isso não significa menos prazer.

As mulheres perdem o interesse por sexo depois da menopausa?
De maneira alguma. Essa ideia deve-se aos estereótipos criados em torno da menstruação. Quando ela cessa de vez, a mulher apenas deixa de ser fértil, não é por não poder ter mais filhos que ela perde o interesse pelo sexo.

Porque é que depois da menopausa a penetração vaginal é mais difícil?
Com a menopausa diminui a mucosa vaginal e reduz-se a lubrificação vaginal, pelo que uma mulher pode sentir desconforto no início da penetração.

As mulheres idosas podem ter orgasmos?
Podem, porque a capacidade orgânica de ter gozo sexual não diminui com a idade. As mulheres respondem orgasticamente não importa em que idade.

Fonte "Sapo Saúde"