Quero mostrar que esta fase também pode e deve ser bonita, saudável, activa e vivida com muita felicidade!!...

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Deveres do Agente de Geriatria para com o idoso


Código Deontológico do Agente em Geriatria:
Art.1- Deve tratar o idoso com respeito, independentemente da religião, raça, género, opinião, vestuário, cultura, tendência Clubista ou Politica, cultura ou classe social.
Art.2- Considerar o idoso como um ser humano, com todas as suas necessidades zelando para o seu bem-estar;
Art.3- Ter disponibilidade para o idoso; A capacidade de escutar é muito importante, assim como a de dar feedback;
Art.4- Ajudar o utente a desenvolver os seus recursos, aumentando assim, a sua auto-estima e sentimento de segurança;
Art.5- Evitar julgar o idoso;
Art. 6- Ser solidário com a pessoa cuidada.
Art. 7- Ser competente e profissional. Sabendo estar em cada situação que enfrenta;
Art. 8- Tratar o idoso com justiça, independentemente da idade, sexo, raça, etnia, deficiências, condições económicas ou outros factores.
Art. 9- Liberdade: o idoso, beneficia dos mesmos direitos e das mesmas liberdades. Direito à liberdade de expressão – ter opinião e expressá-la é um direito inalienável, manifestar as suas ideias, opções, gostos, sem qualquer receio. Direito à liberdade religiosa – professar a religião que escolheu, ou nenhuma.
Art. 10- Sempre que o agente de geriatria seja chamado a tratar o idoso e verifique que este é vítima de sevícias, maus tratos ou
malévolas provações, devem tomar providências adequadas para os proteger, nomeadamente alertando as autoridades policiais ou as instâncias sociais competentes.
Art.11- O Agente em Geriatria deve colaborar com os serviços de Segurança Social e equiparados, passando a documentação necessária para que o doente possa reclamar os direitos que lhe cabem.
Art. 12- Actuar como elo entre a pessoa cuidada, a família e a equipa de saúde.
Art. 13- Prestar cuidados de higiene.
Art. 14- Estimular e ajudar na alimentação.
Art. 15- Ajudar na locomoção e actividades físicas, tais como: andar, tomar sol e exercícios físicos.
Art. 16- Estimular actividades de lazer e ocupacionais. Reduzindo a inactividade intelectual, física e social. Ajudando assim a desenvolver novas capacidades.
Art. 17- Administrar as medicações, conforme a prescrição e orientação da equipa de Saúde e comunicar aos médicos sobre mudanças no estado de saúde da pessoa cuidada. Prestar-lhe os devidos cuidados médicos.
Art. 18 – Acarinhar o idoso e demonstrar-lhe o seu afecto para que este se sinta bem e feliz.
Art. 19- Respeitar sempre a privacidade do Idoso, guardando sigilo sempre que ele o solicite sobre qualquer assunto.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

A Última Viagem....


Houve uma altura em que eu ganhava a vida como motorista de táxi. Os passageiros embarcavam totalmente anónimos. E, às vezes, contavam-me episódios das suas vidas, as suas alegrias e as suas tristezas... Encontrei pessoas que me surpreenderam. Mas, nenhuma como aquela da noite de 25 para 26 de Julho do último ano em que trabalhei.
Já tarde, quase noite, uma chamada vinda de um pequeno prédio num bairro pobre dos arredores da cidade. Quando cheguei só se ouviam os cães a ladrar lá longe. O prédio estava escuro, com excepção de uma única lâmpada acesa numa janela do rés-do-chão. Nestas circunstâncias, outros teriam buzinado duas ou três vezes, esperariam um bocado e depois, iam-se logo embora.
Mas, eu sabia que muitas pessoas dependiam de táxis como único meio de transporte para mais a tal hora. A não ser, portanto, que a situação fosse claramente perigosa, mas algo me dizia para eu esperar...
"Este cliente pode ser alguém que necessita de ajuda", pensei eu. Assim, fui até à porta e bati.
"-Um minutinho", respondeu uma voz, débil e idosa. Ouvi alguma coisa ser arrastada pelo chão... Depois de uma pausa longa, a porta abriu-se. Vi-me então diante de uma senhora bem idosa, pequenina e de frágil aparência! Usava um vestido estampado e um chapéu bizarro daqueles usados pelas senhoras idosas nos filmes da década de 40! E equilibrava-se numa bengala, enquanto segurava com dificuldade, uma pequena mala... Dava para ver que a mobília estava toda coberta com lençóis. Não havia relógios, roupas ou adornos sobre os móveis. Num canto, jazia uma caixa aberta com fotografias e vidros...
A velha senhora, esboçando então um tímido sorriso de quem havia já perdido todos os dentes, pediu-me:
“O senhor poderia ajudar-me a levar a mala?”
Eu peguei a mala e ajudei-a a caminhar lentamente até ao carro. E enquanto se acomodava ela ficou a agradecer-me...
-"Não é nada, apenas procuro tratar os meus clientes do jeito que gostaria que me tratassem a mim ou aos meus”...
-" Oh!, você é um bom rapaz!"
Quando embarcámos, deu-me um endereço num papel todo amassado e pediu:
-"O senhor podia ir pelo centro da cidade?"
-" Este não é o trajecto mais curto", alertei-a prontamente.
-" Eu não me importo... Não estou com pressa... O meu destino é o último! O lar de idosos"...
Surpreso, olhei pelo retrovisor.
Os olhos da velhinha brilhavam marejados...tristes...
-" Eu já não tenho família e o médico disse-me que tenho muito pouco tempo"...
Disfarçadamente desliguei o taxímetro e perguntei:
-"Qual o caminho que a senhora deseja que eu tome?"
Nas horas seguintes conduzi por toda a cidade. Ela mostrou-me um edifício na Praça Luís de Camões, um velho hotel, onde trabalhara como recepcionista...
Nós passámos pela casa em que ela e o esposo tinham vivido como recém-casados.
E também pela Igreja de São Francisco, onde comemoraram as Bodas de Ouro!
Pediu-me que passasse em frente a uma loja de móveis na região da Praça da Liberdade, que havia sido autrora, um grande salão de dança que ela frequentara quando jovem!
De vez em quando, pedia-me para conduzir devagar em frente a um prédio ou esquina, rua ou avenida. Era quando ficava então com os olhos fixos na escuridão, sem dizer nada... E olhava. Olhava e suspirava...
E assim andámos a noite inteira...
Quando o primeiro raio de sol surgiu no horizonte, ela disse de repente:
"Estou cansada... E pronta! Vamos agora!"
Seguimos, então, em silêncio, para o endereço que ela me tinha dado. Chegámos a um prédio rodeado de árvores, uma pequena casa de repouso. Dois funcionários caminharam até ao táxi, assim que parámos. Eram amáveis e atentos e logo se acercaram da velha senhora, a quem pareciam já esperar.
Abri o porta-bagagens do carro e levei a pequena mala até à porta. A senhora, já sentada numa cadeira de rodas, perguntou-me então pelo custo da corrida.
-" Quanto lhe devo?", perguntou ela, pegando a carteira na sua mala.
-"Nada!", disse eu.
-" Mas você tem que ganhar a vida, meu jovem”
-" Há outros passageiros", respondi.
Quase sem pensar, curvei-me e dei-lhe um abraço. Ela envolveu-me comovidamente e devolveu-me com um beijo afectuoso e repleto da mais pura e genuína gratidão!
E disse:
-"Você deu a esta velhinha bons momentos de alegria, como não tinha há tanto tempo... Só Deus sabe o quanto fez por mim! Obrigada, meu amigo! Mil vezes obrigada!!!”
Apertei a sua mão pela última vez e caminhei no lusco-fusco da alvorada sem olhar para trás, pois as lágrimas corriam-me abundantes pela face... Atrás de mim uma porta foi fechada. Era o som do término de uma vida... Naquele dia deixei a profissão de taxista.
Dirigi sem rumo, perdido nos meus pensamentos. Mal podia falar.
Dois dias depois, tomei coragem e voltei ao lar para ver como estava a minha mais nova amiga. Disseram-me, então, que na noite anterior adormecera para sempre, em paz e feliz... E fiquei a pensar, se a velhinha tivesse pegado um taxista mal-educado e raivoso... Ou, então, algum que estivesse ansioso para terminar o seu turno... Óh, Deus! E se eu tivesse recusado a corrida? Ou tivesse buzinado uma vez e ido embora?...
Ao relembrar, creio que jamais tenha feito algo mais importante na minha vida até então!
Em geral somos condicionados a pensar que as nossas vidas giram em torno de grandes momentos. Todavia, os grandes momentos frequentemente apanham-nos desprevenidos e ficam guardados em recantos que quase toda a gente considera sem importância... e quando damos conta... já passou.
As pessoas podem não se lembrar exactamente do que você fez, ou do que você disse. Mas, elas sempre se irão lembrar de como as fez sentir.
Portanto, podemos fazer a diferença! Pense nisto!!!
Os idosos de hoje, somos nós amanhã!

Banho ou Higiene Pessoal de um idoso doente

O Banho ou Higiene Pessoal de um idoso doente é quase sempre uma dor de cabeça para o cuidador, pode ser feito na cama ou na casa de banho, tanto uma maneira como a outra não são nada fáceis.

Se o Banho for na casa de banho, tem de transferir o idoso doente da cama para uma cadeira de rodas. Depois, posicioná-lo no local do banho ( banheira ou poliban), a seguir fazer a higiene.
Na higiene deverá utilizar um sabão neutro, que não modifique o PH da pele, secá-lo muito bem e usar um bom creme hidratante. Se o idoso doente usar fraldas necessita de 3 a 4 fraldas por dia. Transferi-lo novamente para a cama.

A cama pode ajudar ou prejudicar o idoso doente. Uma cama Hospitalar tripartida, é não só mais cómoda para o doente, como facilita muito o cuidador na alimentação e no posicionamento do doente, e para quem tenha possibilidades financeiras é melhor adquirir uma cama eléctrica de altura variável, que baixa até à altura duma cadeira de rodas, melhorando a transferência, e subindo para que a Higiene pessoal do idoso doente seja feita pelo cuidador com mais qualidade, proporcionando ao idoso um melhor conforto.

Utensilios técnicos (Apoios Técnicos)

1 - Cadeira de rodas;
2 - Cadeira de Banho com rodas (vai directamente ao poliban);
3 - Cadeira de Banho rotativa ( É colocada na banheira na parte de cima);
4 - Tábua de Banho ( É colocada em cima da banheira).

Ter um idoso doente acamado na sua própria casa é uma preocupação para os familiares, seguindo estes conselhos o apoio será feito com a qualidade necessária,e a preocupação reduzida.

Idosos Acamados-Como evitar as escaras


O idoso doente acamado, ou que permanece muito tempo na cama, tem muitos problemas, tais como o posicionamento, a toma das refeições, e a higiene.

É essencial não permanecer sempre na mesma posição, tem de se mudar de 3 em 3 horas, para evitar pressões, em determinadas zonas do corpo. Essas pressões podem originar úlceras de pressão (escaras), que muitas vezes são difíceis de tratar.

Existem colchões anti-escaras que ajudam a prevenir as escaras e ajudam a curá-las, os melhores e mais baratos são os de pressão alternada, pois têem ciclos alternados de pressão, fazendo artificialmente, uma mudança constante da posição do corpo.

Os benefícios do bom posicionamento na cama são:

Evitar a deformação das articulações;
Melhorar a respiração;
Diminuir o cansaço;
Promover o conforto;
Prevenir a espastidade;
Aumentar a capacidade para desempenhar determinadas funções;
Facilitar o movimento normal.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

A terceira idade está agora online...


Projecto TIO congrega informação útil para idosos na Internet
O Projectio TIO (Terceira Idade Online) é um portal direccionado aos idosos e respectivos familiares e prestadores de cuidados. Gerido pela Associação Vida, este projecto sem fins lucrativos pretende essencialmente estimular a utilização da Internet pelos idosos, integrando-os na chamada Sociedade da Informação e Conheciento, promover a sua saúde e qualidade de vida e fomentar o relacionamento e conhecimento inter-geracional.

Para tal, disponibiliza online conteúdos que vão de encontro aos interesses e necessidades de informação dos mais maduros e de quem os rodeia. Mas além da informação disponibilizada, o portal pretende também estimular a criação de comunidades virtuais para aqueles que chamam de nova “geração de idosos”. Este espaço online serve assim de plataforma para a criação de uma comunidade virtual de cidadãos seniores, seus familiares ou cuidadores, onde estes podem trocar experiências, divulgar trabalhos, colocar dúvidas, consultar informações, notícias e outras informações.

No TIO, poderá então encontrar um vasto leque de informação sobre saúde, direitos e actividades, entre outros. Osteoporose, Alzheimer, menopausa, sexualidade ou nutrição são alguns dos temas expostos na área dedicada à saúde, por exemplo. E ao navegar pelo portal, poderá ainda encontrar informações sobre pensões e ajudas, direitos dos idosos em Portugal e no estrangeiro e ainda alguns contactos de linhas de apoio. E como “parar é morrer”, o TIO recomenda também várias actividades para ocupar os tempos livres, sugerindo a prática de desporto, voluntariado, turismo, etc.. sobre cada uma das quais disponibiliza informação específica para ajudar na tomada de decisão. Neste portal está ainda disponível uma biblioteca onde pode encontrar livros, teses, artigos de opinião e outros documentos.

Os seniornautas portugueses

Uma vez que a taxa de acesso à Internet ainda é baixa em Portugal, dimiuindo ainda mais à medida que se progride nas faixas etárias, a Associação VIDA, através do Projecto TIO, desenvolveu um estudo exploratório sobre a utilização da Internet pelos idosos portugueses. Durante três semanas, de 25 de Janeiro a 15 de Fevereiro de 2007, foi disponibilizado um inquérito online para recolha de respostas a oito questões relativas aos hábitos de utilização da Internet, pelas pessoas com 55 ou mais anos. Foram recolhidos 142 inquéritos, mas, tendo em conta que foram anulados os inquéritos de utilizadores não residentes em Portugal, anónimos e com respostas incoerentes, a análise final incidiu sobre 128 inquéritos.

O perfil possível com esta amostra mostrou que 66 por cento dos “seniornautas” portugueses são homens e 34 por cento mulheres. A maioria dos que responderam (55 por cento) tinha entre 55 e 65 anos de idade e 45 por cento tinha mais de 65 anos. O intervalo de idades efectivas dos respondentes foi dos 55 aos 84 anos. A maioria dos inquiridos (73 por cento) eram oriundos da grande Lisboa e Porto e 27 por cento residem num leque variado de distritos, desde Coimbra, Faro, Portalegre, Leiria, Aveiro, Braga e Porto Santo.

Em relação ao local a partir do qual acedem à Internet, 84 por cento refere que o faz a partir de casa. Conclui ainda o levantamento que 59,4 por cento estão reformados, 23,4 por cento exercem uma profissão, mesmo que não remunerada e 17 por cento enquadram-se noutro tipo de condição de trabalho.

Questionados sobre a forma como aprenderam a utilizar a Internet, 31,3 por cento dos respondentes são autodidactas e 15,6 por cento aprenderam com familiares ou amigos. Apenas 6,4 por cento dizem que aprenderam exclusivamente através de um curso.

Questionados sobre que tipo de informação procuram online, 65,6 por cento referem saúde e doenças, 54,7 por cento procura informação sobre férias e turismo, 46,9 por cento sobre direiros, 32,8 por cento sobre cursos e 31,3 por cento referem que pesquisam sobre finanças. Mas como a Internet não se cinge apenas à pesquisa de informação, a quase totalidade (97 por cento) diz que envia e recebe emails e 31 por cento dizem que utilizam a Internet para gerir a conta bancária. Um pouco menos, 26, 6 por cento, utilizam a Internet para tratar de assunto com o Estado ou a autarquia e 11 por cento referem já terem feito compras através da Internet.

A associação aproveitou para pedir sugestões para "tornar a Internet mais útil/atraente", ao que os idosos responderam a baixa dos preços, formação gratuita, mais conteúdos em português e Internet mais rápida.

A fatalidade das quedas


Após os sessenta, 40% das pessoas dão pelo menos uma queda por ano e metade caem de forma repetida.

E este ritmo aumenta com a idade. Contudo, as quedas não são uma consequência inevitável do envelhecimento ou de uma saúde fragilizada.

Pelo contrário, são previsíveis e é possível evitá-las graças a exercícios adequados, que visam reforçar o equilíbrio e fortalecer a massa muscular.

A partir de uma determinada idade, cair tem consequências, por mínimas que sejam. Na maioria das vezes, as quedas saldam-se por traumatismos menores, algumas contusões ou hematomas superficiais.

Mas em pelo menos 5% dos casos há lugar a fracturas, sobretudo do colo do fémur. E em geral, por menores que sejam os efeitos, as quedas têm impacto psicológico, que se traduz por um medo de voltar a cair.

E para certas pessoas idosas isto torna-se uma obsessão, que as impede de sair de casa e as leva a reduzir as suas actividades.

Entre os factores que propiciam as quedas encontram-se as dificuldades de equilíbrio, dores articulares e problemas de visão, mas também a toma de certos medicamentos, como ansiolíticos e diuréticos.

Há ainda factores ambientais a considerar, nomeadamente irregularidades do piso e uma deficiente iluminação.

O equilíbrio do corpo não depende apenas da sua capacidade motora, resultando de movimentos automáticos que não necessitam da participação activa da consciência.

Há um órgão situado na parte de trás do cérebro – o cerebelo – que coordena o equilíbrio, memorizando os movimentos a partir de informações que lhe chegam dos olhos, do ouvido interno e de sensores que existem nos músculos e nas articulações.

Com o tempo, também esta sensibilidade se deteriora. A visão perde acuidade, havendo mais dificuldade em identificar as modificações no espaço. Ao mesmo tempo, diminui a força muscular e o tempo de reacção.

Tudo junto pode desequilibrar o corpo a qualquer momento, sendo a pessoa incapaz de compensar o desequilíbrio. A queda torna-se inevitável.

Porém, exercícios físicos adequados podem diminuir o risco de uma queda e melhorar o estado geral de saúde do indivíduo. E andar ainda parece ser a melhor receita.

Fuja da solidão vivendo intensamente


São cada vez mais os idosos que vivem sós. E é natural que a solidão afecte muitas destas pessoas .

Mas não tem que ser assim. Para viver feliz em qualquer idade, o mais importante é nunca cair em situações de isolamento social. Falar com outras pessoas, fazer exercício e interessar-se pelo mundo podem ser as mais simples e melhores formas de combater a solidão.

Viver só pode ser uma experiência difícil, especialmente nos casos em que a situação se deve a uma morte ou a um divórcio. E as férias e quadras festivas parecem mesmo aumentar os sentimentos de solidão e angústia.
Mas viver só não significa obrigatoriamente ser solitário. Há muita coisa que se pode fazer para reencontrar a felicidade e aprender a viver melhor.

Um primeiro e importante passo é manter-se activo.
Pode ser tão simples como passar mais algum tempo com a família, encontrar-se com os vizinhos no café ou envolver-se em actividades de clubes e associações próximas do local de residência.

Inscrever-se num ginásio ou associar-se a um grupo para praticar exercício físico pode igualmente ser uma boa resposta ao drama da solidão. O exercício físico é fundamental para uma saúde melhor, ajudando a estimular o apetite e a regular o sono. Para além disto, pode também representar uma boa oportunidade para conviver com outras pessoas, contribuindo assim para manter o gosto pela vida.

Existem também outras soluções para a manutenção da actividade física e social. Uma delas passa, por exemplo, por ir buscar os netos à escola. Uma outra, de que as crianças também certamente gostarão, pode ser um animal de companhia.

Os animais de companhia são normalmente um contributo importante para a actividade física. Na verdade, os possuidores de animais de companhia podem tender para apresentar um risco mais reduzido de contracção de doenças cardiovasculares em virtude de serem normalmente levados a fazer mais exercício do que as outras pessoas.

E que tal um passatempo?
Os seres humanos são animais sociais que precisam dos outros para desenvolver e manter as suas potencialidades. Deixar-se cair em situações de isolamento e solidão conduz normalmente a situações depressivas associadas a sentimentos de inutilidade. A solidão é um caminho que não se deve percorrer porque nunca conduz a bons resultados.

No fundo, o segredo para evitar a solidão passa sempre por assumir a iniciativa de a evitar. Tudo o que possa contribuir para o envolvimento com outros seres humanos faz assim parte da resposta a este problema que incide particularmente sobre aqueles que vivem sós.

Assim, pode-se experimentar usar melhor o tempo de que se dispõe, aplicando-o no desenvolvimento de actividades gratificantes. O prazer obtido através do envolvimento em actividades de que gosta será sempre um contributo importante para fugir à solidão.

A lista de passatempos possíveis é quase infindável. A leitura de jornais e revistas é uma possibilidade que ajudará a fazer comentários mais profundos quando se discutem os grandes acontecimentos da actualidade com familiares ou amigos.

A culinária, a música, os lavores e os pequenos trabalhos de reparação são igulamente outras tantas formas de manter contacto com a vida. Mantendo a disponibilidade, há sempre qualquer coisa que pode ser feita e há sempre alguém com quem se possa conversar. Os museus, teatros e cinemas também são boas hipóteses.

Se não tem um passatempo, nunca é tarde para o iniciar.
Visitar novos lugares pode também ser estimulante, ao mesmo tempo que uma fonte de boas recordações e uma oportunidade para travar novos conhecimentos e desenvolver amizades. Viajar é quase sempre uma excelente forma de contactar novas pessoas, muitas vezes bem interessantes.

Pode começar-se por uma viagem curta de dois ou três dias e depois ir alargando esse período. Seguramente que se tem sempre alguns amigos ou parentes que já não vê há muito tempo. Saia de casa e veja que vale a pena.

Agarrar a vida com as duas mãos
Lembre-se que o mais importante é manter-se sempre interessado, activo e em contacto com outras pessoas.
Para isso é importante sair de casa. Se cada um de nós não der a si mesmo uma oportunidade para conviver com outros seres humanos está a abrir a porta à solidão. E por essa porta entrará o mal-estar consigo próprio, que não conduzirá a bons resultados.

As soluções para recuperar o gosto pela vida e envolver-se com outras pessoas são muitas e variadas. Algumas sugestões podem ser:

Mantenha o interesse pela vida lendo jornais, revistas e vendo e ouvindo os noticiários da rádio e da televisão. Acompanhe e integre-se em clubes e associações. Participe na vida dos seus familiares, acompanhando, por exemplo, as deslocações das crianças para a escola. Procure fazer pequenos trabalhos de recuperação e conservação em casa. Tente sair para visitar familiares e amigos, mesmo que para isso seja necessário viajar. Pratique exercício físico, de preferência em grupo. Recorde-se das actividades que lhe dão mais prazer. Uma boa tarde de sol passada a pescar ou simplesmente a passear à beira-mar pode ser uma fonte de inspiração ou uma oportunidade para estabelecer amizade.

Fonte "Sapo Saúde"

terça-feira, 27 de outubro de 2009

10 Mandamentos para as Pessoas Idosas


A qualidade de envelhecimento pode ser em parte influenciada por nós.
O envelhecimento ocorre ao longo da vida. Os factores genéticos e hereditários, do meio ambiente, os hábitos de vida e os comportamentos influenciam o envelhecimento. Com o passar do tempo ocorrem várias trnsformações que devem ser aceites com naturalidade mas que implicam a adaptação das pessoas a novas situações
Alguns agentes agressores podem influenciar o envelhecimento.

O tabaco, o álcool a poluição, o execesso de exposição ao sol, o sedentarismo, a vida agitada, o peso a mais podem contribuir para o aparecimento da doença, para um envelhecimento cedo de mais e para o isolamento social.


Uma alimentação equilibrada
Tem muita influência na manutenção da nossa saúde, energia e vitalidade e diminui os riscos de aterosclerose, doenças cardiovasculares e cancro. Faça uma alimentação rica em frutas, vegetais e cereais. Use as gorduras com moderação e não abuse dos doces nem do sal. Beba água e não esteja muitas horas sem comer.

Proteja os seus ossos da osteoporose
Tenha uma alimentação rica em cálcio - o leite, o queijo e o peixe são bons exemplos. Faça passeios ao ar livre. Apanhe sol, mas proteja-se dos excessos.

Previna os acidentes e quedas
Ande regurarmente a pé e mantenha a actividade física. Utiliza calçado que não escorregue e procure ter boa alimentação em casa.

Construa todos os dias a sua autonomia
Continue a cuidar de si próprio(a) sozinho(a) enquanto puder. Cuidar de si ajuda a pessoa a manter-se mais saudável, equilibrada, autónoma e feliz. O treino é muito importante para manter todas as nossas funções. Faça planos para o dia-a-dia, organize as suas tarefas. Não se isole do contacto com os outros.

Treine a sua memória
A atenção e a repetição são factores importantes para fixar. Contar as suas recordações, falar com outras pessoas, conviver e estar a par das notícias, são estímulos importantes para manter ou melhorar as suas capacidades. Não mude as coisas dos sítios habituais, é mais fácil encontrá-las quando as procura.
Envelhecer saudável - prevenção é palavra de ordem
Faça controles médicos regulares, incluindo a observação dos seus olhos, dos seus ouvidos, dos dentes e próteses dentárias. Controle regularmente a sua tensão arterial.

Envelhecer no feminino e no masculino
As mulheres têm responsabilidade nos cuidados com a sua saúde em geral e em particular com o exame periódico dos seios e do útero. Os homens têm responsabilidade nos cuidados com a sua saúde em geral e em particular com o exame periódico da próstata.

Mantenha a comunicação com o mundo que o rodeia
A actividade física e intelectual reforçam a agilidade do espírito. Os órgãos dos sentidos são essenciais para comunicar. Melhorar a visão e a audição podem ajudá-lo a melhorar a sua qualidade de vida.

É preciso contrariar o isolamento e a dependência
O isolamento é muitas vezes causa de sofrimento e de depressão. Mantenha um bom relacionamento com os seus familiares e vizinhos. Informe-se sobre os serviços mais próximos (centro de saúde, posto de enfermagem, farmácia) e ajudas úteis (tapetes antiderrapantes, apoios para a banheira ou para o chuveiro, ajudas telefónicas).

Para quem presta cuidados a pessoas idosas
A formação e a informação das pessoas sobre a melhor forma de cuidar, ajuda quem cuida e quem é cuidado. Os familiares que cuidam dos seus idosos devem poder dispor de tempo para ter cuidados consigo próprios. Pense antecipadamente nalgumas situações que podem ocorrer e como seria possível organizar-se para as resolver.

"Fonte Sapo Saúde"

O que quer dizer GERIATRIA


Geriatria é a especialidade médica que trata de doenças de idosos ou de doentes idosos, mas também se preocupa em prolongar a vida com saúde.

IDOSOS-O que significa comer bem...


Tomar um bom pequeno-almoço e aumentar o consumo diário de fruta, vegetais, peixe e água são hábitos alimentares a adoptar pelos mais idosos.

Comer bem não significa ingerir grande quantidade de alimentos, mas optar por refeições saudáveis, leves e várias vezes ao dia. Com o acumular dos anos, as necessidades nutricionais mudam, em parte devido a uma vida menos activa. Também certos factores, como dificuldade em mastigar, doenças gastro intestinais, medicamentos e solidão, entre outros, influenciam os hábitos alimentares nos idosos.

Bons hábitos à mesa:
Os idosos devem comer fruta, vegetais, peixe, leguminosas (como feijão, grão de bico e soja), lacticínios e beber água com frequência. Em contrapartida, devem cortar na utilização de açúcar, sal, óleos e gorduras e na ingestão de bebidas alcoólicas e de café.
Para garantir uma dieta equilibrada e saudável, não convém estar mais de 4 horas seguidas sem comer. O ideal é fazer 6 refeições diárias ligeiras: pequeno-almoço, lanche a meio da manhã, almoço, lanche a meio da tarde, jantar e ceia. O jejum nocturno não deve ultrapassar as 10 horas.
A fruta e vegetais são importantes devido às vitaminas e outros nutrientes essenciais para o organismo. Também a preferência pelo peixe em vez da carne é uma opção mais saudável. Entre as bebidas, o ideal é beber, no mínimo, 6 a 7 copos de água por dia e evitar o café ou optar por descafeinado. Mais de 2 copos de bebidas alcoólicas por dia é excessivo. Evite os doces ao máximo.

O sedentarismo domina a vida dos idosos e causa muitas vezes excesso de peso ou mesmo obesidade. As recomendações da roda dos alimentos ajudam a comer melhor. Acrescente ainda uma caminhada diária de, pelo menos, 20 minutos.

Apoio domiciliário a idosos ...

Apoio domiciliário a idosos

Prestado pelas Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) ou por empresas privadas, pode ser a solução para tratar da higiene, refeições e limpeza da casa de um familiar idoso, ficando este no conforto da sua casa. Que cuidados ter na escolha deste tipo de serviço alternativo aos lares de terceira idade?
Cuidados de higiene ou saúde, limpeza e arrumação da casa, confecção ou entrega de refeições, tratamento de roupas, entre outros, são alguns dos serviços que podem ser prestados aos idosos. As Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) dão prioridade a pessoas com baixos rendimentos. O sector privado acaba, muitas vezes, por ser a única alternativa, mas os preços são elevados.

Cuidados na escolha:

Analise as necessidades da pessoa que usufruirá do apoio domiciliário e faça uma simulação horária (por exemplo, calcule o tempo para confeccionar refeições ou tratar da roupa).
Sabendo o número de horas, peça orçamentos e compare os preços. Averigúe se são cobrados à hora ou por mês e qual o custo dos fins-de-semana e dos feriados.
Pergunte ainda se fazem apoio nocturno, se prestam cuidados médicos e se têm um número de telefone para emergências.
Certifique-se de que a empresa dispõe de uma autorização de funcionamento. Poderá obter a informação, contactando o centro distrital de segurança social da sua área. Pergunte ainda o nome do director técnico e do responsável pelos serviços prestados.
Peça o regulamento da empresa e o contrato que terá de assinar no final e estude-os atentamente.
Tendo optado por alguma empresa, deixe sempre uma lista com os trabalhos a efectuar para a pessoa que se deslocar ao domicílio. Deste modo, controlará a execução dos serviços pretendidos.
Se algo correr mal, exija o livro de reclamações. Os serviços sociais e de apoio domiciliário são obrigados a ter um. Guarde uma cópia da reclamação, muna-se de toda a documentação que poderá servir de prova e procure ter uma testemunha do sucedido.

Outros serviços úteis:

Telealarme- A segurança social, o Ministério da Saúde, a Cruz Vermelha e a PT Comunicações, no âmbito do Programa de Apoio Integrado a Idosos, criaram o serviço de telealarme, uma central de atendimento telefónico permanente. É necessário instalar em casa do idoso um telefone especial. Em caso de emergência, bastará accionar um botão de alarme e a central enviará ajuda ao domicílio.
O pedido de adesão pode ser efectuado junto da segurança social (21 318 49 00), da Cruz Vermelha (21 396 01 17) ou da PT Comunicações (800 206 206).
Linha do Cidadão Idoso (800 203 531): dá informações sobre direitos e benefícios dos idosos e é gratuita. Funciona nos dias úteis, das 9h30 às 17h30. Fora deste horário, pode deixar as suas questões e contacto num atendedor de chamadas.

Começo...

Começo hoje aqui, no dia da 3ªidade, uma nova aventura, sim porque falar de idosos não é fácil e eu quero mostrar o outro lado do idoso, como pode ter uma velhice diferente, como a prevenção os pode ajudar e sobretudo pretendo aqui chamar a atenção do seu valor e de como devem ser respeitados e valorizados.