Quero mostrar que esta fase também pode e deve ser bonita, saudável, activa e vivida com muita felicidade!!...

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Idosos portugueses «são pouco saudáveis»

Sabia que somos o sexto país da UE onde as pessoas com 65 anos têm menos «anos saudáveis de vida» pela frente?


Estatísticas divulgadas pela União Europeia, revelam que os idosos portugueses ocupam o sexto lugar, a nível europeu, onde as pessoas com 65 anos têm menos «anos saudáveis de vida» pela frente. No entanto, os homens apresentam níveis de bem-estar mais elevados do que as mulheres.
O anuário de 2009 do Eurostat, mostra que os homens portugueses com 65 anos podiam contar, em média, com mais seis anos de vida saudável em 2005, contando as portuguesas com cerca de cinco, escreve a Lusa, que cita o relatório.
Apenas a Letónia, Eslováquia, Hungria, Lituânia e Estónia estão atrás de Portugal, quando se olha para a Europa a 27.
Já no topo da tabela, encontramos a Dinamarca. Depois dos 65, os dinamarqueses contam com mais 13 anos «saudáveis» para os homens e 14 para as mulheres. Logo depois aparece Malta, com dez e onze anos, respectivamente.

Fonte "IOLDiário"

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

BOAS FESTAS!!!!

Este blog, deseja a todos quantos o visitam, um FELIZ NATAL e um ANO NOVO cheio de alegrias, muita saúde e sonhos concretizados e que estejam sempre rodeados pela familia, amigos e muito amor...
BOAS FESTAS!!!!


segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

IDOSOS- Atenção especial com o frio...


Parece que o frio veio para ficar e, como os conselhos nunca são demais, aqui vos deixo estes avisos e recomendações:

Como sabem, a  exposição prolongada ao frio pode ter consequências graves para a saúde, nomeadamente em pessoas idosas, mais susceptíveis aos seus efeitos, devido à redução da mobilidade e a uma menor percepção relativamente às alterações de temperatura.


Os problemas de saúde associados às baixas temperaturas são mais frequentemente o enregelamento, a hipotermia e o agravamento de doenças, particularmente cardíacas e respiratórias. No sentido da minimização das consequências decorrentes da época de frio, deverão ser tomadas as seguintes medidas preventivas:

- Ter cuidado na utilização de lareiras em locais fechados, sem renovação de ar (deverá manter-se a circulação do ar, abrindo um pouco a janela/ porta), devido à possível formação de monóxido de carbono (gás letal), bem como queimaduras e incêndios domésticos;

- Não usar fogareiros a carvão nem braseiras;

- Ter cuidado na utilização de aquecedores eléctricos. Estes não devem ser colocados junto a cortinados nem utilizados para secar roupa;

- Calafetar janelas e portas para evitar a entrada de frio e a saída de calor;
- Utilizar botijas de água quente sempre sob vigilância, de modo a evitar o risco de queimadura;

- Evitar exposição ao frio. No caso de necessidade de sair de casa, proteger a cabeça com chapéu ou gorro e usar luvas;

- Usar várias peças de roupa em vez de uma única de tecido grosso. Manter a roupa seca e usar roupas folgadas e de materiais que não façam transpirar (algodão e fibras naturais) e calçado adequado. Proteger as extremidades;

- Beber líquidos mornos, nomeadamente sopas, leite e chá;

- Comer alimentos ricos em vitaminas e sais minerais, que protegem contra infecções;

- Não descurar a higiene pessoal;

- Fazer pequenos movimentos com os dedos, braços e pernas de modo a evitar o arrefecimento do corpo;

- Ter cuidados redobrados com pessoas idosas com doenças crónicas, particularmente respiratórias, diabetes;

- Evitar o contacto com outras pessoas doentes e a permanência em locais fechados e com grande concentração de pessoas, onde se transmitem com facilidade os vírus;

- Em caso de suspeita de algum idoso estar com hipotermia, ligar imediatamente o 112;

- Manter-se atento a avisos e recomendações das autoridades competentes (Autoridades de Saúde, Instituto de Meteorologia e Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil); - Para mais informações ligar para a Linha de Saúde 24.

 O que fazer em caso de Gripe?
A gripe é uma infecção respiratória aguda, provocada pelo vírus Influenza, e caracteriza-se por uma forte sintomatologia de febre, arrepios, dor de cabeça, tosse, dores no corpo e olhos lacrimejantes ou inflamados.
No caso dos idosos, a estes sintomas acrescem expectoração, pieira e dor torácica (no aparelho respiratório inferior) e manifestações gastrointestinais, tais como vómitos e diarreia. Estas manifestações duram geralmente 3 a 5 dias.
As formas de prevenir esta doença são a vacinação e a redução de contacto com pessoas infectadas. No caso de verificar a sintomatologia referida deverá ter os seguintes cuidados, antes de se dirigir aos Serviços de Saúde:

- Repousar e evitar o contacto com outras pessoas, de modo a diminuir o risco de contágio;
- Evitar mudanças de temperatura e não se abafar demasiado;
- Medir e registar a temperatura 3 vezes por dia;
- Tomar medicamentos para baixar a febre (paracetamol). Se tiver muitas dores também pode tomar analgésicos. O paracetamol também é analgésico;
- Nas crianças, não dar aspirina sem conselho médico;
- Não tomar antibióticos sem aconselhamento médico, pois estes últimos são recomendados apenas para o tratamento de algumas complicações infecciosas da gripe;
- Ingerir muitos líquidos (água, sumos de fruta) e manter a alimentação que mais lhe apetecer;
- Pode não ser aconselhável tomar medicamentos que reduzam a tosse. Se tiver tosse, fazer atmosfera húmida e para a obstrução nasal, aplicar soro fisiológico;
- As pessoas que vivem sozinhas, especialmente idosas, devem pedir a alguém que lhes telefone, 2 vezes por dia, para saber se estão bem;
- No caso de o idoso ser portador de doença crónica ou prolongada, contactar o médico. Durante o período de doença não deverá ser vacinado contra a gripe.


Fonte " Direcção Geral da Saúde"

domingo, 13 de dezembro de 2009

Banco de tempo, Troca por Troca - Hora por Hora

No Banco de Tempo qualquer investidor que esteja disposto a dar uma hora do seu tempo para prestar um conjunto de serviços, recebe em retribuição uma hora para utilizar em benefício próprio.

Quais são os objectivos do Banco de Tempo?


- Apoiar a família e a conciliação entre a vida profissional e a vida familiar através da oferta de soluções práticas da organização da vida quotidiana.

- Construir uma cultura de solidariedade e promover o sentido de comunidade, o encontro de pessoas que convivem nos mesmos espaços, a colaboração entre gerações e a construção de relações sociais mais humanas.

- Valorizar o tempo e o cuidado dos outros, estimular os talentos e promover o reconhecimento das capacidades de cada um.

- Promover a cooperação entre várias entidades públicas ou privadas.


Os princípios que regem o Banco de Tempo:


- Todos temos algo a dar e a receber: obrigatoriedade de intercâmbio. O Banco de Tempo não é uma estrutura em que se dá sem receber em troca, nem em que se recebe sem dar nada em troca.

- Não há troca directa de serviços: o tempo prestado por um membro é-lhe retribuído por qualquer outro membro.

- Troca-se tempo por tempo: a unidade de valor e de troca é a hora.

- Todas as horas têm o mesmo valor: não há serviços mais valiosos do que outros, nem escalas de valor de serviços. O serviço prestado não tem de ser igual ao recebido.

- A circulação de dinheiro só é possível para reembolso, previamente acordado, de despesas específicas e documentadas.

- Os serviços prestados correspondem a actividades não profissionais que se realizem com gosto: a troca assenta na boa vontade, na lógica das relações de "boa vizinhança".


Alguns exemplos de serviços a partilhar no Banco de Tempo:


- Acompanhamento de crianças: tomar conta de crianças, levar/buscar à escola, ajudar a fazer os trabalhos de casa, brincar;

- Actividades recreativas: andar de bicicleta. caminhar a pé, jogar cartas, ténis, xadrez, animar grupos, tocar música. fazer de guia turístico, animar festas;

- Ajuda doméstica: lavar o carro, a loiça, compras de supermercado, ir ao correio, à farmácia, pagar as contas, limpar o pó, passar a ferro;

- Animais e plantas: jardinagem, acolher/tratar de animais/plantas nas férias, ajudar a dar banho a animais (gato, cão, etc.);

- Bricolage: pequenas reparações, arranjos de carpintaria, de electricidade;

- Companhia: acompanhamento ao médico, conversar sobre determinado tema, passear pela cidade, contar histórias, ler alto, ir a espectáculos, ao cinema, a exposições;

- Cozinha: fazer um prato especial, cozinhar refeições para congelar;

- Lavores: arranjos de costura, bordados, ponto cruz, croché/tricô;

- Lições: ensinar a estudar, a descontrair, dar explicações, lições de jardinagem, informática, línguas, música, olaria, pintura, cozinha, decoração, dança;

- Secretariado e burocracia: correcções literárias, processamento de texto, preenchimento de documentos, impostos, certificados;

- Colaboração com o Banco de Tempo: apoio em actividades burocráticas da agência, ajuda na organização de momentos de convívio.



Fonte: "Graal - Associação de Carácter Social e Cultural"

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Saiba Como Enganar o Frio

Todos nós podemos sofrer efeitos nefastos provocados por uma exposição descuidada ao frio.

A Associação de Cuidados de Saúde deixa-lhe um conjunto de dicas que o podem ajudar a despistar o frio e a desfrutar mais deste Inverno sem prejudicar o seu bem mais precioso, a saúde.
Todos nós podemos sofrer efeitos nefastos provocados por uma exposição descuidada ao frio, mas há segmentos da população que, pelas suas características, são mais susceptíveis às baixas temperaturas, tornando-se grupos de risco, pelo que devem redobrar os seus cuidados.
As pessoas idosas constituem um destes grupos mais vulneráveis, fruto da tendência para a diminuição da percepção do frio, da menor capacidade de resposta cardiovascular e da progressiva redução da massa muscular.
Para além dos mais idosos, estão particularmente em risco as pessoas que sofrem de doenças crónicas, tais como doenças cardiovasculares e respiratórias, diabetes, doenças da tiróide, perturbações da memória, problemas de saúde mental, alcoolismo ou demência. Também aqueles que tomam determinados medicamentos como os psicotrópicos ou anti-inflamatórios, que sofrem de redução da mobilidade ou apresentam dificuldades na realização das actividades da vida diária devem multiplicar os cuidados na exposição ao frio.
As pessoas que vivem em situação de isolamento ou de exclusão social são, com efeito, as mais expostas aos malefícios das condições atmosféricas do Inverno. Por isso, são também aquelas que devem seguir mais à risca todos os conselhos para despistar o frio, não obstante as suas limitações.
À pergunta, como nos podemos proteger do frio, cabe responder:

Em casa:

- Vedar bem portas e janelas, fazendo um bom isolamento da habitação;

- Tomar bebidas e refeições quentes;

- Manter uma temperatura ambiente entre 20.ºC e 21.ºC;

- Fazer pequenos exercícios com os braços, pernas e dedos, para activar a circulação sanguínea;

- Evitar actividades físicas intensas, pois estas obrigam o coração a um maior esforço e podem até conduzir a um ataque cardíaco;

- Ter cuidado com as lareiras. Em lugares fechados sem renovação de ar, a combustão pode originar a produção de monóxido de carbono, um gás letal.


Fora de casa:

- Usar várias peças de roupa em vez de uma única peça de tecido grosso;

- Evitar roupas muito justas ou que façam transpirar;

- Manter as roupas secas, mudando, se necessário, as meias molhadas ou outras peças que possam contribuir para a perda de calor;

- Cobrir a cabeça, utilizando chapéu ou gorro, proteger as mãos, com luvas, e utilizar calçado adequado, para evitar perdas de calor;

- Proteger o rosto, evitando a entrada de ar extremamente frio nos pulmões.


Apresentados os principais cuidados a ter em Invernos bastante rigorosos, fica a lembrança de que, em caso de mal-estar, deverá solicitar de imediato auxílio médico.

Fonte "Sapo Saúde"

domingo, 6 de dezembro de 2009

Conselhos... úteis

Aquilo a que deve dizer sim  e não, quando atinge uma idade avançada.


Diga sim...


- A exercícios aeróbicos, isto é que actuem sobre a respiração, melhorando-a, como caminhar;

- a exercícios na água ou à prática de natação moderada: é que a força da água anula a gravidade e facilita a mobilidade articular, possuindo mesmo um efeito analgésico;

- à prática de marcha em terreno plano e macio;

- a exercícios de alongamento, como se estivesse a espreguiçar-se;

- a exercícios praticados com companhia, pois ganha o corpo e ganha a mente, graças ao convívio social;

- a uma alimentação racional, que forneça a quantidade de cálcio necessária a prevenir a fragilidade dos ossos (osteoporose).



Diga não...

- a terrenos acidentados;

- a exercícios que impliquem saltos e trepidação;

- a musculação;

- a ciclismo em terreno irregular;

- a exercícios que impliquem grande esforço, nomeadamente uma sobrecarga osteo-muscular;

- a movimentos que impliquem o risco de queda, já que na terceira idade é elevado o perigo de uma fractura;

- a exercícios que causem falta de ar.



Exercício porquê?

São muitas as razões que justificam o combate ao sedentarismo quando se entra na chamada terceira idade. Da promoção da saúde ao bem-estar emocional:
- a prática de exercício melhora a resistência física, deixando a pessoa mais ágil, mais rápida e com melhores reflexos;
- melhora o equilíbrio, a mobilidade e a flexibilidade;
- fortalece os músculos das pernas e das costas;
- melhora a respiração, diminuindo as probabilidades de episódios de falta de ar;
- activa a circulação sanguínea, ganhando-se mais vigor e tornando o coração mais resistente;
- a vida sexual sai beneficiada com um corpo em forma;
- aumenta a auto-estima, diminui a tensão e combate a solidão, já que o natural é que, com o tempo, se conquistem parceiros de marcha ou de natação.


A responsabilidade editorial e científica desta informação é da
"Farmácia Saúde"

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

O PAPEL DA PSICOLOGIA FRENTE AO ENVELHECIMENTO

O papel de um psicólogo é relevante , já que a velhice traz consigo um maior risco de vulnerabilidade e de disfunções. O psicólogo pode actuar na avaliação e na reabilitação cognitiva; na psicoterapia de idosos, familiares e cuidadores, na área da informação da população acerca do envelhecimento e suas consequências.

A psicologia dá, por isso, contribuições importantes na compreensão dos processos, na avaliação comportamental e na reabilitação. No campo do tratamento e da reabilitação é comum, hoje, pensar em acções multiprofissionais. Oferecer alternativas de ajuda aos familiares de idosos acometidos de doenças que causam incapacidade física e cognitiva, organizando grupos de apoio emocional, de informação e de auto-ajuda.
O papel do psicólogo, como profissional da prevenção, promoção, reabilitação da saúde ou mesmo da intervenção ao nível do idoso ou do cuidador, tem hoje um papel muito importante.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Hipertensão arterial


Menos um grama de sal por dia poupa 2640 vidas por ano. Saiba como.

O sal dá sabor à vida e tem uma riqueza cultural indiscutível. No tempo dos gregos e dos romanos, os salários eram pagos em sal. No entanto, e talvez devido a esta carga cultural, os portugueses excedem as gramas salinas que deveriam ingerir por dia. Daí ao aparecimento da hipertensão arterial, a rapidez é notória.
Por outro lado, dizem os especialistas, esta surge como a principal causa de aparecimento de doenças cardio e cerebrovasculares, como, por exemplo, o AVC. Os números da incidência desta doença em Portugal e no mundo são preocupantes. Por outro lado, medidas relativamente simples podem salvar vidas.
«A hipertensão arterial é provavelmente a causa de morte mais notória em todo o mundo porque os doentes hipertensos têm maior propensão em desenvolver complicações cardiovasculares, como o Acidente Vascular Cerebral (AVC), o enfarte do miocárdio, a angina de peito, entre outras manifestações», afirma Jorge Polónia, especialista em Medicina Interna e consultor de hipertensão no Hospital Pedro Hispano.

«Basta a pessoa ser hipertensa para ter um risco três a quatro vezes superiores relativamente a doenças cardiovasculares», acrescenta Braz Nogueira, membro da Sociedade Europeia de Hipertensão e Chefe de Serviço de Medicina Interna do Hospital de Santa Maria.


Recomendações da Organização Mundial de Saúde
O nosso organismo habituou-se a reter o pouco sal disponível. Este tem um efeito estimulante das papilas gustativas e tem um paladar que é considerado agradável. Por esse motivo, Portugal é um dos países com maiores taxas de ingestão de sal. «A Organização Mundial de Saúde (OMS) defende que a espécie humana não deve comer mais do que seis gramas de sal por dia. Este é o limite nos adultos», afirma Jorge Polónia.
Estudos feitos recentemente vieram demonstrar que a média de ingestão de sal no nosso país situa-se entre as 12 e as 13 gramas diárias. O problema é que as pessoas nem se apercebem da enorme ingestão salina que fazem diariamente. «Basta reduzir um grama de sal por dia para poupar 2640 vidas por ano. Se descermos dois gramas de sal por dia, poupamos 5560 vidas. Se reduzirmos quatro gramas de sal por dia, conseguimos poupar 7540 vidas por ano».
Números impressionantes que dão que pensar. Jorge Polónia acrescenta que «esta atitude gradual, lenta, ponderada de redução da ingestão do sal pode ser a principal medida de saúde pública alguma vez feita em Portugal porque vai atacar a principal causa de morte que é o AVC».
O doente hipertenso tem quatro a cinco vezes mais probabilidade de vir a sofrer desta patologia. «O grande número de acidentes ocorre em hipertensos que têm elevações tensionais não muito grandes, e que, associadamente, têm outro tipo de riscos, como por exemplo, são fumadores, têm valores de colesterol elevados, são obesos, diabéticos, etc.», fundamenta Braz Nogueira.


Efeitos do sal nas artérias

«O sal tem um efeito que estimula o crescimento de células. Essas células engrossam os vasos ou aumentam a espessura do coração. Ficamos com o coração hipertrofiado. Essa hipertrofia é uma das causas importantes do enfarte de miocárdio, da insuficiência cardíaca e da morte por arritmias em doentes. Temos um efeito tóxico sobre os vasos que os faz engrossar. O sangue que circulava por uma rua larga passa assim a circular por uma rua estreita e chega em menos quantidade aos tecidos», explica Jorge Polónia.

Por outro lado, os restantes factores de risco têm a sua importância e vão também ser prejudiciais às artérias. «Estas começam a ser infiltradas por umas células que se enchem de gordura, engrossam as paredes e formam o que se chama de placas de arterosclerose. Essas placas vão aumentando, ficando muito mais susceptíveis de romperem, por vários factores. Por exemplo, o fumo do tabaco faz com que se tornem muito mais susceptíveis de romper, havendo maior probabilidade do sangue coagular nessas zonas e fazer uma obstrução das artérias», acrescenta Braz Nogueira.
 
 
Hipertensão arterial: a partir de que valores?

Uma pessoa é considerada hipertensa quando apresenta valores tensionais acima dos 140 (máxima) e 90 (mínima), após medições repetidas, caso o doente não seja diabético nem tenha sofrido nenhuma doença cardiovascular. «Caso contrário, o limite é 130/80. Um doente diabético com estes valores é também um doente hipertenso e deve ser tratado para valores abaixo desses. O diabético tem muito mais risco e há uma maior dificuldade em baixar a pressão arterial», defende Jorge Polónia.

Os doentes hipertensos devem controlar a sua tensão arterial. É conveniente que comecem a fazer medicação, o mais rapidamente possível. «Para a grande maioria dos doentes, o tratamento farmacológico será para o resto da vida. Se indivíduo começar a fazer tratamento para uma hipertensão ligeira, evita que se transforme numa hipertensão moderada ou severa», diz-nos.

Os indivíduos que tenham valores normais de pressão arterial devem medi-la de seis em seis meses. Em idades mais jovens, bastará uma medição anual. «Como se trata de um acto tão simples de realizar, é recomendável que o façam». Para os doentes hipertensos, os conselhos são outros. «A medição deve ser muito mais frequente em doentes hipertensos para que as variações de pressão arterial sejam analisadas e detectadas.»
Jorge Polónia aconselha a que a medição seja realizada em casa. Para isso, o doente deve comprar um aparelho validado, ou seja, excluem-se praticamente «todos os aparelhos de pulso. Estes são mais imprecisos, envolvem-se em muitos erros e estão a medir uma pressão arterial que não corresponde àquela que queremos ter avaliada e que se situa junto ao coração», diz-nos.

Sintomas do AVC

Ao contrário da hipertensão arterial que é assintomática, o AVC está associado ao aparecimento de alguns sintomas que não devem nem podem ser ignorados: diminuição de força de um dos membros e uma clara incapacidade da pessoa se expressar. É comum que os outros não entendam o que o doente quer dizer.

«Mesmo que essas alterações apareçam e passem rapidamente (e que podem traduzir um acidente isquémico transitório), esses doentes não devem ignorá-los pois 10% deles resultam num AVC total», alerta Braz Nogueira. O passo seguinte é procurar ajuda médica, de forma a que seja iniciada uma terapêutica preventiva e para que seja identificada a causa deste episódio.

Há uma idade a partir da qual aumenta a incidência de AVC. «É mais frequente o seu aparecimento a partir dos 70 anos. «Anualmente, há entre 15 a 16 milhões de novos AVC, em todo o mundo. A percentagem de recorrência situa-se nos 20%. São números muito alarmantes».
O especialista indica ainda que «cerca de 25 a 30% dos doentes com AVC morrem durante o primeiro ano. Ao fim de um ano, 1/4 ou 1/3 de doentes faleceu; 1/3 fica com sequelas e dependente e só 1/3 é que recupera razoavelmente. Isto é uma grande sobrecarga para a família e para o próprio doente que sofre muito com essa situação».

Fonte "Sapo Saúde"

Desnutrição no idoso



De acordo com um estudo recentemente divulgado, em Portugal, um quarto dos seniores apresenta baixo peso. Calcula-se, ainda, que no geral cerca de 50% dos idosos sofram de desnutrição.

Já diz o ditado que pela boca morre o peixe. E nada mais verdadeiro quando se fala na terceira idade, já que um dos problemas mais frequentes é precisamente a desnutrição. Segundo alguns estudos europeus, extrapolados para Portugal, estima-se que o risco de desnutrição é de aproximadamente 40 a 50% dos idosos que vivem na comunidade. Os números vão aumentando para mais de 50% quando se fala nos seniores hospitalizados ou residentes em lares.
«A desnutrição é uma situação de doença decorrente de um défice entre as necessidades nutricionais e o que é efectivamente ingerido. Este desequilíbrio, quando prolongado, leva à alteração da função de vários órgãos», esclarece Messias, especialista em Medicina Interna e Cuidados Intensivos.

Para este médico e coordenador da Comissão de Nutrição do Hospital da Luz, a desnutrição pode provocar consequências irreversíveis no idoso. «Esta situação aumenta a probabilidade de desenvolver outras doenças, amplia o risco de infecção, atrasa a recuperação de outras situações (particularmente, as cirurgias e os tumores) e retarda os processos de cicatrização. Simultaneamente, contribui para uma diminuição da resposta à medicação.

Embora nos países desenvolvidos, a desnutrição não seja considerada uma causa de morte, quando há uma doença de base, a esperança média de vida nas camadas idosas desnutridas «é ligeiramente inferior à das com bom estado nutricional». Mas, para além da mortalidade, a nutrição desadequada nos seniores pode «reduzir significativamente a qualidade de vida: subtrai-lhe a força, a capacidade de se deslocar e se cuidar, para que possa manter um dia-a-dia socialmente activo».

Quando pesa na carteira

Num país como Portugal, em que as reformas em alguns casos mal chegam para os gastos em farmácia, muitos idosos preterem a sua alimentação por falta de recursos económicos. Para António Messias, «a desnutrição» nos seniores «pode ter origem em causas sociais, como o isolamento e a incapacidade física ou intelectual, que condicionam fortemente a dependência».

Mas, apesar de alguns dos idosos terem carências alimentares devido a razões económicas, a desnutrição pode estar associada a uma patologia: «má dentição, alteração do paladar ou do cheiro, depressão, perda de apetite em virtude de um tumor».

A desnutrição, para além de ter um impacto na saúde do idoso, acarreta «elevados custos sociais e em saúde». De acordo com o especialista, só no Reino Unido, durante o ano de 2006, os custos com a desnutrição rondaram os oito mil milhões de euros. «O ideal seria a prevenção da sua ocorrência», assegura António Messias. E continua: «Quando diagnosticada precocemente, a desnutrição tem um tratamento fácil. Mas, em fases adiantadas, o seu tratamento pode ser difícil ou até mesmo impossível.»

Ordem para nutrir

«A desnutrição é, com frequência, um motivo de internamento. E, em múltiplas situações (tumores, doenças infecciosas, neurológicas ou intervenções cirúrgicas), está reconhecido que aumenta significativamente o tempo de permanência hospitalar», fundamenta António Messias.
Segundo o especialista, «uma nutrição adequada amplifica a longevidade, já que tem um carácter preventivo para vários doenças». Simultaneamente, «melhora a capacidade de resposta ao stress e à doença, proporcionando uma melhor qualidade de vida», indica.

O Parlamento Europeu apresentou, em 2008, duas resoluções no combate à desnutrição e à obesidade. Aliás, estes problemas alimentares, no âmbito da estratégia da saúde da União Europeia entre 2008 e 2013, deverão ter um cariz prioritário. António Messias lamenta, no entanto, que, apesar de ter sido criada uma plataforma nacional de luta contra a obesidade, ainda «não tenham sido dados os passos para travar a desnutrição».

Para o especialista em Medicina Interna e Cuidados Intensivos, a solução passaria pela criação de um Plano Nacional de Luta contra a Desnutrição. Só assim, diz, «haveria um enquadramento legal e, consequentemente, uma melhor definição dos intervenientes e possibilidades de junção de meios e recursos».

«É muito importante sensibilizar a sociedade e os profissionais de saúde para o problema da desnutrição no idoso. O cálculo do risco nutricional deveria fazer parte da avaliação de saúde de todos os seniores», considera. «Deverá, para isso, ser colmatada a carência de profissionais de nutrição nos serviços de saúde. Mas, também, tem de haver um enquadramento legal e uma comparticipação, em ambulatório, de alguns produtos na área da nutrição», acrescenta.
 
Faça as contas

Se não sabe se o peso que tem está dentro da média, a fórmula é simples: «Através do índice de massa corporal (IMC), o idoso pode ter uma ideia aproximada do seu estado nutricional. Para calcular, basta dividir o peso pelo quadrado da altura (em metros)», explica António Messias.

«No idoso, considera-se peso baixo quando o IMC é inferior a 24. Mas é importante perceber se houve uma perda de peso não intencional ou uma redução significativa da quantidade de alimentação ingerida. De qualquer modo, para uma avaliação mais rigorosa do estado nutricional, o idoso deve recorrer aos serviços de saúde, os quais deverão ter cada vez mais atenção às questões relacionadas com a nutrição.»

Contudo, para quem quer estar na linha, sem perder peso, as primeiras medidas começam à mesa de casa: «A alimentação deve ser equilibrada e ajustada à faixa etária, às situações de doença e toma de medicação.» O sénior deve ter «seis refeições por dia, com duas refeições principais, e quatro pequenas refeições intercalares».

Os alimentos devem ser variados, evitando, tanto quanto possível, a ingestão do sal e da gordura. Pelo contrário, podem usar e abusar da ingestão de vegetais. «De um modo geral, devem ingerir mais de um litro de água por dia, com especial atenção no período do Verão. Ocasionalmente, podem necessitar de suplementação alimentar ou nutricional, nomeadamente ferro e algumas vitaminas.»

Fonte "Sapo Saúde"