Quero mostrar que esta fase também pode e deve ser bonita, saudável, activa e vivida com muita felicidade!!...

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Há minutos que fazem a diferença


O número de novos casos de Acidentes Vasculares Cerebrais ronda os 150 por cem mil habitantes por ano, existindo variações consoante a região do país. Os números são preocupantes e é essencial estar alerta. A prevenção é mais fácil e positiva do que o tratamento. Já pensou nos ganhos que terá a sua vida se conseguir evitar um AVC? Saiba como fazê-lo...

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) predomina nos seniores, sendo o envelhecimento uma das causas da sua ocorrência. A Sociedade Portuguesa do AVC (SPAVC) considera-o como “uma catástrofe mundial, prevenível e tratável”. Para prevenir a ocorrência de um AVC, “é fundamental corrigir ou controlar factores de risco, ditos modificáveis, tais como a hipertensão arterial, a diabetes mellitus, cessar o tabagismo, combater a obesidade, o sedentarismo e a hipercolesterolemia”, defende a Dr.ª Teresa Fonseca, assistente graduada de Medicina Interna do Centro Hospitalar Norte (Hospital Pulido Valente).
A hipertensão arterial é o factor modificável mais importante, pois “é fundamental que os indivíduos mantenham os níveis tensionais baixos. A tensão arterial adequada para cada pessoa deverá ser determinada pelo seu médico, de modo individualizado, mas, se quisermos generalizar, uma pressão arterial considerada óptima será mais baixa que 120/80 mmHg”, acrescenta a especialista.
O AVC caracteriza-se ainda por outros factores de risco importantes, como por exemplo alguns tipos de arritmias cardíacas “ou estreitamentos provocados por placas ateroscleróticas nas artérias que irrigam o cérebro, e, nesses casos, a prevenção passará por uma medicação antiagregante ou anticoagulante, para que não se formem trombos ou êmbolos, ou até por uma cirurgia de revascularização das carótidas”.
Além de ser fundamental a prevenção primária, é importante não esquecer que, quem já teve um AVC, está em maior risco de desenvolver um segundo. Teresa Fonseca diz-nos que “um em cada seis sobreviventes terá um novo AVC em cada ano, podendo ser uma grande parte destas recorrências fatais ou incapacitantes. Assim, nesses casos, há que incrementar todas as medidas de prevenção possíveis”.

Modificação dos estilos de vida
 

Tal como em outras patologias, é essencial a adopção de estilos de vida saudáveis, em que o exercício físico diário seja uma constante, aconselhando-se, pelo menos, 30 minutos de marcha por dia. “Tal vai permitir manter o peso corporal, a mobilidade articular e a boa performance física, para além de ajudar a controlar a tensão arterial e as gorduras sanguíneas”, adianta Teresa Fonseca.
Outro aspecto fundamental é o de reduzir drasticamente o sal da alimentação, o que vai permitir um melhor controlo da pressão arterial, entre outros benefícios. “Corrigir os excessos de peso com dieta adequada é também essencial. Qualquer fumador deverá cessar imediatamente hábitos tabágicos, havendo neste momento disponíveis consultas médicas especializadas para este acompanhamento, em muitos centros de saúde e hospitais.”

Hipertensão arterial e demência


Já todos sabemos que os valores tensionais altos são muito graves e possibilitam a ocorrência de várias patologias. “A hipertensão vai causando outros estragos ao longo dos anos e de uma maneira insidiosa. Com efeito, não são só os vasos sanguíneos que são agredidos, também o próprio tecido cerebral é afectado provocando lesões sobretudo nas regiões mais profundas do cérebro, o que favorece, entre outras situações, o aparecimento de demência”, salienta o Prof. Victor Oliveira, neurologista do Hospital de Santa Maria e vice-presidente da SPAVC.
A demência caracteriza-se por uma deterioração das chamadas “funções nervosas superiores, verificando-se uma perda de capacidades intelectuais e também o aparecimento de comportamentos anómalos”. O diagnóstico clínico da demência resume-se na detecção de “perturbações da memória e da fala, incapacidade de executar tarefas tão simples como vestir roupa correctamente ou, ainda, aparecimento de agressividade e pensamentos delirantes”.
A prevenção mais adequada da demência de causa vascular consiste em controlar os factores de risco vascular com a ajuda do médico de família e “manter uma vida activa, quer no que diz respeito à actividade física, quer no que respeita à actividade intelectual e de relação: as pessoas que se mantêm interessadas no mundo que os rodeia, que são mais activas, com interesses intelectuais, como a leitura, estão mais protegidas dos efeitos das demências”, acrescenta o vice-presidente da SPAVC.
Apesar dos números assustadores, do aparecimento de novos casos, o AVC pode ser, muitas vezes, evitável, desde que “se tenha um padrão de vida saudável, e, para isso, é elementar que se consulte regularmente o médico de família. Quando se suspeita de que está a surgir um AVC, é importante actuar como uma emergência”.


Sinais de alerta

- Falta de força num braço;

- Boca de lado;

- Dificuldade em falar.


O que fazer?

Em face de algum destes sintomas, o próprio doente ou quem esteja a presenciar o sucedido deve ligar imediatamente para o INEM, através do 112, para que seja imediatamente transportado para o hospital. “Neste momento, grande parte dos AVC tem hipótese de tratamento urgente e eficaz, se os doentes forem transportados rapidamente para um hospital”, acrescenta Teresa Fonseca.

Sabia que…

Mesmo que estes sintomas durem apenas alguns minutos, por vezes menos que 10 minutos, desaparecendo espontaneamente em seguida, o doente deve proceder exactamente do mesmo modo, recorrendo a um serviço de urgência, pois pode ser este o “aviso” de que irá acontecer um AVC nos próximos dias, e um tratamento médico adequado pode evitar que o pior venha a acontecer. “Nunca fique à espera que passe, pois perder tempo pode impedir que se façam tratamentos só possíveis e eficazes nas primeiras horas”, acrescenta o Prof. Victor Oliveira, neurologista.

Fonte "Sapo Saúde"

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Parkinson

O que é a doença de Parkinson?

É a segunda doença neurodegenerativa mais frequente, recebeu esse nome por ter sido descrita pelo médico inglês James Parkinson, no século XIX. Em pessoas acima de 65 anos a incidência é de 1 em cada 100.

O que causa?


É causada pela perda (degeneração) dos neurónios que produzem dopamina, situados num local chamado substância negra. Essa perda é progressiva e os sintomas clínicos começam quando a perda for igual ou maior que 70%.


Quais os sintomas?


Tremor, rigidez muscular e lentidão dos movimentos. Esses sintomas podem ocorrer em qualquer fase da doença, enquanto a alteração do equilíbrio, que causa quedas, ocorre após 5 ou mais anos de doença.



Quem atinge?


Pessoas com mais de 60 anos tem maior chance de ter Parkinson. É raro abaixo dos 30 anos, quando é chamado de Parkinson juvenil.

Existem graus de evolução da doença?


A fase inicial, os cinco primeiros anos, é chamada de “lua de mel”, pois os sintomas melhoram com as medicações instituídas. Após esse período, tem início a fase avançada, quando os medicamentos começam a perder o efeito e causam efeitos colaterais, como movimentos involuntários.


Existe uma maneira de evitar a doença?


Não. Até agora não se descobriu como evitar ou desacelerar a progressão da doença.


Qual o tratamento?


Medicamentos que restaurem a função da dopamina, que está diminuída ou não é mais produzida na fase mais avançada. Basicamente, na fase inicial, podemos usar os agonistas dopaminérgicos, medicamentos semelhantes à dopamina, a amantadina e a selegilina. Alguns pacientes só apresentam melhora com a levodopa, droga que se transforma em dopamina no cérebro e que acaba sendo o melhor medicamento para essa afecção. É hereditária? Geralmente não é. Somente em casos que iniciam precocemente, há uma herança genética. Os que começam após os 50 ou 60 anos são geralmente isolados.




Existe um diagnóstico prévio?


O diagnóstico pode ser feito através da tomografia por emissão de pósitrons (PET), que mostra um decréscimo da dopamina mesmo antes de aparecerem os sintomas. Esse exame não é feito de rotina, pois é muito caro e serve apenas para pesquisas. Outra maneira é testar o olfato nas pessoas com suspeita de ter doença de Parkinson, mas ainda sem sintomas que possam fechar o diagnóstico.


Não existe ainda maneira de prevenir a doença ou de desacelerar sua evolução. A rasagilina, medicação utilizada na fase inicial da doença parece ter um efeito de diminuir a progressão sem, contudo, cessá-la. Acredita-se no entanto, que no futuro tenhamos medicamentos que possam agir como prevenção, daí a vantagem do diagnóstico precoce.

Fonte "Dr. Elizabeth Quagliato"

(Prof. do Dep. de Neurologia da Faculdade de Ciências Médicas da UNICAMP, especialista em transtornos do movimento)

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

COMO MANTER A MEMÓRIA


Manter operacional a nossa memória á medida que envelhecemos é um desafio, particularmente dado que é voz corrente que a memória declina com a idade. As células mirram no cérebro á medida que este envelhece e se torna menos eficiente a processar as informações, e o desempenho final diminui. Toxicos, deficiencias nutricionais, e agressões também podem causar diminuição d a capacidade cerebral.

Mas se este declínio associado à idade não for inevitável? E se a memória tiver equivalente no músculo que se deteriora por falta de exercício? De acordo com a Alzheimer's Association, "Há crescente evidência que o estilo de vida pode afectar a saúde do nosso cérebro e o risco de doença."
Se quiser fazer exercícios agradáveis para manter o desempenho do seu cérebro, eis algumas das 1.000 maneiras de o fazer:

1.Mantenha um tipo de vida saudável. Os cientistas que seguiram 5.123 indivíduos procurando por hábitos nocivos para a saúde (fumar, baixo consume de fruta e de vegetais, falta de exercício físico e álcool) estavam associados a mau desempenho cerebral e a má memoria. Mais, os indivíduos com estes maus hábitos de vida tinham o dobro da possibilidade de ter problemas de memória do que os que não fumavam, comiam uma alimentação saudável, faziam exercício regularmente e eram moderados no consumo de álcool.

2. Andar para trás. O movimento corporal afecta a maneira como pensa. Por exemplo, empurrar torna uma pessoa mais apta a gostar de algo; puxar tem o efeito contrário. Da mesma forma, andar para trás despoleta um poderoso mecanismo de potência cerebral.

3. Aprender novos passos de dança. Comparando pessoas que aprenderam a dançar o tango com pessoas que andavam regularmente a pé, os dançarinos melhoraram a sua memória e as suas capacidades após 10 semanas. Os que faziam a marcha não obtiveram uma melhoria mensurável. O estudo foi publicado no New England Journal of Medicine (Junho 19, 2003).

4. Considere beber cinco chávenas de café diariamente. A cafeína desencadeia uma reacção química cerebral que para o desenvolvimento da doença de Alzheimer (em laboratório).

5. Navegue na Internet. Vinte e quarto indivíduos foram submetidos a exames cerebrais enquanto navegavam na Net. A zona da memória – conjuntamente com as regiões envolvidas na linguagem, leitura e capacidades visuais – foi activada, levando os cientistas a pensar que o exercício cerebral fortalecia as capacidades mentais.

Fonte "Consultório Anti-Envelhecimento"

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Alergia respiratória no idoso



A rinite alérgica é transversal a todas as idades e o seu tratamento deve ser encarado como uma prioridade, para garantir a qualidade de vida de todos os doentes, sobretudo, dos mais velhos.

A rinite consiste «numa inflamação, por vezes crónica das vias respiratórias superiores (nariz) e dos seios perinasais (área em redor), com impacto ao nível do aparelho respiratório», explica o Dr. Carlos Nunes, imunoalergologista do Centro de Imunoalergologia do Algarve. Afirma que é frequente uma rinite alergica poder gerar uma rino-sinusite e salienta que tratar a rinite é fundamental para evitar complicações associadas como a asma, sobretudo, nos seniors. Até porque o problema da rinite alérgica no idoso pode-se complicar com o agravamento de «patologias das vias respiratórias inferiores, particularmente com a bronquite e a asma».
Comichões no nariz e nos olhos acompanhadas por espirros frequentes são sintomas comuns num quadro de rinite alérgica, o qual se reflecte na respiração nocturna e, consequentemente, no funcionamento do pulmão, refere o especialista. “O idoso acaba por respirar mal à noite – apneia do sono- tem falta de ar e essa situação tem efeitos ao nível do funcionamento do pulmão”. Carlos Nunes aconselha os idosos que sofrem de rinite alérgica a seguirem um tratamento para esta afecção respiratória, pois “devem tratar do seu nariz, de forma a evitarem complicações pulmonares”.

Porque surge a rinite alérgica?
Os principais factores que contribuem para o surgimento da rinite são os designados alergénios, como, por exemplo, os ácaros do pó da casa e os pólenes, responsáveis pela criação de anticorpos no sangue, que irritam as células. De que falamos? Chamam-se alergénios, porque orginam alergias e “são substâncias químicas – nomeadamente proteínas e, em menor grau, glicoproteínas – que provocam uma reacção no sangue», define o imunoalergologista do Centro de Imunoalergologia do Algarve.

Tratar significa ter qualidade de vida
Os idosos com rinite alérgica devem seguir um tratamento aconselhado pelo seu alergologista, para evitar complicações associadas como a asma e garantir a sua qualidade de vida, alerta Carlos Nunes. Explica que a rinite e a asma andam, por vezes, de mãos dadas, «desenvolvendo-se a doença asmática em cerca de trinta por cento dos doentes com rinite alérgica, após meses ou anos».
Como devem ser tratados os idosos com rinite alérgica? Os idosos devem tomar «anti-histamínicos orais da terceira geração (não sedativos) com corticóides tópicos ao nível nasal. Não devem igualmente esquecer de limpar as fossas nasais, através do uso de soro fisiológico», lembra.
As vacinas anti-alérgicas ou imunoterapia específica é outra das ferramentas terapêuticas para evitar o surgimento de complicações associadas à rinite alérgica na terceira idade. A redução dos anticorpos é a principal vantagem da vacinação comparativamente à toma de comprimidos, na medida em que «estes apenas permitem o tratamento dos sintomas», remata o especialista.
Seguir a terapêutica é indispensável na classe etária acima dos 65 anos, para ter uma boa qualidade de vida, principalmente, quando os idosos têm outras doenças e para « reduzir o impacto nas vias respiratórias inferiores (brônquios)». Acrescenta que se os idosos com ritine alérgica forem tratados de forma adequada, evitarão doença cardiovascular derivada de limitações de oxigenação que poderá surgir devido à ausência de terapêutica.

Como enfrentar a estação da melhor forma?

· Ventilar a habitação
· Aspirar chão e colchões
· Fazer limpeza nasal
· Assoar o nariz, quando existe irritação nasal
· Lavar o nariz com soro fisiológico

Fonte "Sapo Saúde"

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Médicos vão ensinar idosos a prevenir aneurismas da aorta

Vários médicos deslocam-se a várias universidades seniores do país, durante este mês de Janeiro, para dar aulas sobre aneurismas da aorta abdominal.
Estima-se que 80 milhões de pessoas, na Europa, com 60 ou mais anos, estejam em risco de ter um aneurisma da aorta abdominal, uma doença que consiste numa dilatação localizada e permanente da aorta, a maior artéria do organismo.

Para aumentar o número de diagnósticos precoces em Portugal e diminuir o número de mortes por ruptura dos aneurismas, vários médicos participam na campanha «Aorta é Vida» e realizam sessões em universidades seniores do país.
A participação nas aulas é gratuita e as inscrições podem ser feitas através do site da campanha em www.aortaevida.com ou através do email geral@aortaevida.com.
As datas e os locais das sessões de esclarecimento sobre Aneurismas da Aorta Abdominal são as seguintes:

- Dia 12 de Janeiro, às 17h30: Universidade Sénior de Monção, Biblioteca Municipal de Monção (Avenida Eng.º Duarte Pacheco);

- Dia 13 de Janeiro, às 15h00: Universidade Sénior de Sacavém, Quinta do Património, lote 20;

- Dia 19 de Janeiro, às 15h30: Universidade do Algarve para a Terceira Idade, Praceta Salgueiro Maia, Bloco J, R/CH, Faro;

- Dia 26 de Janeiro, às 16h00: Universidade Sénior de Loures, Rua Damão Antiga Escola Primária n.º 1, Loures.