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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Parkinson

O que é a doença de Parkinson?

É a segunda doença neurodegenerativa mais frequente, recebeu esse nome por ter sido descrita pelo médico inglês James Parkinson, no século XIX. Em pessoas acima de 65 anos a incidência é de 1 em cada 100.

O que causa?


É causada pela perda (degeneração) dos neurónios que produzem dopamina, situados num local chamado substância negra. Essa perda é progressiva e os sintomas clínicos começam quando a perda for igual ou maior que 70%.


Quais os sintomas?


Tremor, rigidez muscular e lentidão dos movimentos. Esses sintomas podem ocorrer em qualquer fase da doença, enquanto a alteração do equilíbrio, que causa quedas, ocorre após 5 ou mais anos de doença.



Quem atinge?


Pessoas com mais de 60 anos tem maior chance de ter Parkinson. É raro abaixo dos 30 anos, quando é chamado de Parkinson juvenil.

Existem graus de evolução da doença?


A fase inicial, os cinco primeiros anos, é chamada de “lua de mel”, pois os sintomas melhoram com as medicações instituídas. Após esse período, tem início a fase avançada, quando os medicamentos começam a perder o efeito e causam efeitos colaterais, como movimentos involuntários.


Existe uma maneira de evitar a doença?


Não. Até agora não se descobriu como evitar ou desacelerar a progressão da doença.


Qual o tratamento?


Medicamentos que restaurem a função da dopamina, que está diminuída ou não é mais produzida na fase mais avançada. Basicamente, na fase inicial, podemos usar os agonistas dopaminérgicos, medicamentos semelhantes à dopamina, a amantadina e a selegilina. Alguns pacientes só apresentam melhora com a levodopa, droga que se transforma em dopamina no cérebro e que acaba sendo o melhor medicamento para essa afecção. É hereditária? Geralmente não é. Somente em casos que iniciam precocemente, há uma herança genética. Os que começam após os 50 ou 60 anos são geralmente isolados.




Existe um diagnóstico prévio?


O diagnóstico pode ser feito através da tomografia por emissão de pósitrons (PET), que mostra um decréscimo da dopamina mesmo antes de aparecerem os sintomas. Esse exame não é feito de rotina, pois é muito caro e serve apenas para pesquisas. Outra maneira é testar o olfato nas pessoas com suspeita de ter doença de Parkinson, mas ainda sem sintomas que possam fechar o diagnóstico.


Não existe ainda maneira de prevenir a doença ou de desacelerar sua evolução. A rasagilina, medicação utilizada na fase inicial da doença parece ter um efeito de diminuir a progressão sem, contudo, cessá-la. Acredita-se no entanto, que no futuro tenhamos medicamentos que possam agir como prevenção, daí a vantagem do diagnóstico precoce.

Fonte "Dr. Elizabeth Quagliato"

(Prof. do Dep. de Neurologia da Faculdade de Ciências Médicas da UNICAMP, especialista em transtornos do movimento)

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