Quero mostrar que esta fase também pode e deve ser bonita, saudável, activa e vivida com muita felicidade!!...

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Diminuir o colesterol

O excesso de colesterol - proteínas gordas - no sangue provoca aterosclerose. E este envelhecimento prematuro dos vasos sanguíneos pode levar a enfartes ou acidentes vasculares cerebrais. Faça uma lista com os bons e os maus alimentos.

Mário Espiga de Macedo, presidente da Sociedade Portuguesa de Aterosclerose (SPA), diz que «uma dieta diversificada», baseada nos alimentos 'com luz verde' ilustrados nesta página, ajuda a corrigir esta situação. A lista para a dieta foi criada a partir das suas contribuições, bem como das do especialista em macrobiótica e colaborador do SOL Francisco Varatojo e da nutricionista Sara Fernandes.
Apesar de existirem os alimentos proibidos, mas o presidente da SPA é contra fundamentalismos: «Só em situações extremas se deve cortar com as carnes vermelhas».
Para quem sofre deste problema, o ideal é ter as análises em dia. E, se o colesterol 'mau' (LDL) ultrapassar os 200, fazer uma dieta equilibrada e praticar exercício físico.

Açúcar
«O consumo excessivo de açúcar contribui para o aumento de depósitos adiposos e de colesterol no organismo» , diz a nutricionista Sara Fernandes.

Marisco
Lagosta, camarão, percebes ou amêijoas estão na lista dos alimentos com alto teor de colesterol.

Gordura animal
Os produtos de charcutaria são ricos em gorduras saturadas que aumentam o colesterol. A gordura dos cozinhados, como o molho dos bifes e do frango assado com pele, por exemplo, tem o mesmo efeito.

Margarina
Croissants, bolachas, pastéis, folhados e todos os alimentos com gorduras hidrogenadas «têm um efeito no organismo muito semelhante às gorduras saturadas», diz a nutricionista Sara Fernandes.

Carne vermelha
Os três especialistas contactados pelo SOL elegem a carne de vaca e de vitela como alimentos com um alto teor de colesterol. Já o porco é, segundo Mário Espiga de Macedo, «uma carne magra» que pode ser consumida «desde que se retire a gordura».

Alimentos refinados
O pão branco, o arroz convencional e as massas refinadas «contribuem para o aumento de depósitos adiposos e de colesterol no organismo», defende Sara Fernandes.

Queijo
Dos produtos lácteos - que deve consumir-se magros ou meio-gordos -, os queijos são os mais ricos em gordura animal, fonte de colesterol.

Ovos
Estudos recentes apontam o ovo como um alimento com baixo teor de colesterol. No entanto, segundo Mário Espiga de Macedo, «é prematuro defender esta teoria». A regra é consumir apenas dois/três ovos por semana.

Nabos
Rábano, nabo ou rabanetes ralados. Francisco Varatojo explica que todos «ajudam a digerir e a eliminar os excessos provocados pelo abuso de produtos animais».

Hortaliças
Agriões, nabiças e couve portuguesa contêm fibras e fitoesteróis que regulam o colesterol. Mário Espiga de Macedo acrescenta a cebola e o alho, «que a tradição popular diz serem alimentos que evitam a subida do colesterol e cujos benefícios são estudados por nutricionistas».

Cogumelos
Em particular o cogumelo shitake. Os cogumelos são ricos em fibras e gorduras não saturadas. Um dos compostos dos shitake, o lentinan, ajuda a baixar os níveis de colesterol.

Hidratos de Carbono
As leguminosas e as batatas são alimentos saudáveis que não elevam o colesterol e podem ser consumidos livremente. Em excesso, engordam.

Arroz Integral
Reduz o colesterol, «porque contém orizanol, uma substância presente no farelo do arroz, e fibras», diz a nutricionista Sara Fernandes.

Cevada
Em particular a cevada perolada. É rica em fibras solúveis, nomeadamente o beta-glucan que está cientificamente provado reduzir os níveis de gordura do sangue.

Fruta
Toda a fruta evita a subida do colesterol, de acordo com o presidente da SPA. Mas os frutos mais doces, como os figos e as uvas, podem levar «à subida dos triglicerídeos» e consequente aumento do colesterol, se consumidos em excesso.

Chá verde
Os polifenóis desta planta evitam que o LDL oxide, «o que danifica e acelera o endurecimento das artérias», diz a nutricionista Sara Fernandes.

Algas
Com propriedades anti-colesterol, «ajudam o organismo a lidar com excesso de poluição ambiental e contaminação interna», explica Francisco Varatojo.

Fonte "Jornal o Sol"

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

O guia da viuvez


Como superar a dor? Como preencher o vazio de tantos anos partilhados? Conheça as diferentes etapas do processo de luto.
Perder alguém que nos é próximo – seja de forma inesperada ou previsível – é sempre complicado. E torna-se ainda mais quando essa pessoa é a nossa cara-metade. Na verdade, a dor causada pela perda é uma das mais profundas que o ser humano pode sentir.
A transição de estatuto de marido (ou mulher) para viúvo(a) é dolorosa, unipessoal e nem sempre serena. Ao mesmo tempo que tenta ajustar-se à nova realidade, é-lhe também pedido que tome decisões e resolva questões urgentes – formalidades –, tornando o trauma ainda mais intenso.

O processo de luto desenrola-se por etapas, fases que devem ser seguidas para que a dor e o trauma possam ser ultrapassados. E embora possam parecer simples, na verdade, são extremamente importantes e fazem toda a diferença.

Chore!

Tanto os homens como as mulheres devem chorar. Evitar a confrontação e acumular os sentimentos, preenchendo o dia-a-dia com um conjunto frenético de actividades, não fará desaparecer a dor, apenas adiará o inevitável. A agonia está lá e manter-se-á até que a confronte.

Uma panóplia de emoções

Tenha consciência de que poderá sentir uma panóplia de emoções. A sua reacção à morte pode incluir diferentes e confusos tipos de sentimentos tais como: choque, raiva, dor, apatia, nostalgia, entre outros.

Superar a dor

Um dos mitos sobre o luto é que o mesmo tem um prazo limite. Dizem que quando se espera tempo suficiente acaba por deixar de doer. Na realidade, não é bem assim. É preciso trabalhar para que deixe de doer, não basta esperar. O luto é uma fase natural e pessoal da vida que não deve, nem pode ser apressada e que varia de pessoa para pessoa.

Arranjar força para agir

Como recém-viúvo terá de tomar decisões legais e financeiras. Embora esteja emocionalmente incapaz de resolver problemas, sobretudo questões ligadas a dinheiro, existem certos assuntos que requerem a sua atenção imediata. Por isso, faça um esforço e tente arranjar forças para agir. Se puder adiar decisões, faça-o.

Superar os medos

Quando passa o primeiro impacto da morte é comum sentir que está a perder o controlo sobre si mesmo. É um sentimento normal que faz parte do luto. Ao contrário de uma doença mental, as emoções fortes sentidas ao longo do luto desaparecem gradual e permanentemente. E porque poderá sentir-se temporariamente instável, é importante que tenha noção que é uma fase e que a irá ultrapassar com o tempo.

Despeça-se a seu tempo

O presente, apesar da dor e do sofrimento, é a sua única realidade. As memórias são importantes mas não devem ser utilizadas como um escudo protector para fugir da realidade. A dada altura vai sentir-se pronto para dizer adeus.

Cuide da sua saúde

As emoções fortes sentidas depois da perda de alguém que nos é querido têm consequências sobre a nossa saúde física. Apesar de a sua saúde ser a última preocupação, é necessário que cuide dela o mais depressa possível. O que significa fazer algum tipo de exercício físico, ter uma alimentação cuidada e visitar o médico com regularidade para realizar check-ups.

Arranje uma ocupação

Procure arranjar uma ocupação, quer seja a estudar, trabalhar ou a fazer voluntariado. Regressar ao activo, ou ter pela primeira vez uma actividade, pode ser um grande desafio. Se preferir, procure formas de desenvolver ou criar competências. Procure informar-se sobre oportunidades de emprego assim que se sinta confortável. Mas se preferir ocupar o seu tempo de outra forma, então pode sempre voltar a estudar, aprender uma actividade ou, até mesmo, inscrever-se numa instituição como voluntário.

Fonte "Idade Maior"

Prepare-se para a reforma


Um período de transição que pode gerar stress. Saiba o que pode fazer para desfrutar a reforma da melhor forma possível.
Como vê que será a sua reforma? Quer continuar a trabalhar ou prefere fazer voluntariado? Vê-se a passar mais tempo com a família e amigos ou a viajar?

Muitos adultos têm apenas uma vaga ideia do que querem fazer quando se reformarem, sem nunca a planearem. É importante projectar com rigor de modo a determinar o que é mais importante e, consequentemente, definir objectivos que possam ajudar a desfrutar a reforma da melhor forma.

Reduza o stress

Embora possa parecer um paradoxo, a verdade é que a reforma pode ser bastante stressante. Todas as grandes alterações de vida, até as positivas, podem causar stress. Reformar significa, na prática, alterar a rotina, a forma como se relaciona com a família e amigos e até receber menos.
Um estudo Canadiano revelou que um em cada três indivíduos não se adaptou à mudança de estilo de vida. E de acordo com vários relatórios científicos a depressão é comum em recém-reformados, sendo que os caucasianos são os que têm mais dificuldade em adaptarem-se à reforma. Aliás, pessoas que no passado sofreram de depressão ou que são pessimistas por natureza correm maior risco de sofrerem uma depressão na reforma.


O que fazer?

Ao invés de abandonar o trabalho abruptamente quando se reformar experimente aligeirar o processo reduzindo a intensidade de full para part-time, continuando no activo.
Identifique o que é mais importante para si e planeie actividades que estejam de acordo com o que gosta. Se quer investir no corpo ou aparência então estipule um programa de fitness. Mas se, por outro lado, prefere manter-se socialmente activo então nesse caso dedique-se à família e aos amigos.
Ter uma lista de objectivos ajuda a lidar com o stress inesperado. Por isso, crie uma lista com objectivos atingíveis, por exemplo ao invés de “guardar dinheiro para uma emergência” estipule antes “transferir (uma quantia exacta) para a conta poupança”.

É também importante que a lista seja suficientemente flexível, de modo a que possa ser adaptada a possíveis alterações económicas, sociais e pessoais que ocorram durante a reforma. Por fim, coloque-a em prática. Não tenha medo de cumprir os seus objectivos, mesmo que um deles não esteja a correr como pretendia.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Estudo confirma que necessidade de sono diminui com a idade

Estudo publicado na revista científica Sleep indica que adultos saudáveis podem esperar uma redução no tempo em que dormem à medida que envelhecem sem que isso acarrete sonolência diurna.
A pesquisa foi conduzida pela Universidade de Surrey, no Reino Unido, e envolveu 110 adultos saudáveis sem problemas de sono. Do total, 44 eram jovens (20 a 30 anos), 35 de meia-idade (40 a 55) e 41 eram mais velhos (de 66 a 83 anos).
O estudo verificou que, durante um período de oito horas na cama, o tempo total dormido diminuiu significativamente e progressivamente com a idade. Os adultos mais velhos dormiram cerca de 20 minutos menos do que adultos de meia-idade, que, por sua vez, dormiram em média 23 minutos menos do que os adultos mais jovens.
Tanto o número de vezes em que os voluntários acordaram durante a noite como o tempo em que permaneceram despertos após cada momento em que acordaram tiveram um aumento com a idade. Por outro lado, o número de horas em sono profundo diminuiu consideravelmente.
Mesmo com a diminuição no tempo, na intensidade e na continuidade do sono, os mais velhos apresentaram menor propensão a ter sono durante o dia do que os mais jovens. Os autores apontam que o envelhecimento estará associado a reduções na duração e na profundidade do sono exigidas para se manter alerta durante o dia.
Em seguida, os investigadores submeteram os três grupos à interrupção do sono profundo por duas noites seguidas. A resposta foi semelhante para os três grupos: aumento na sonolência durante o dia e a volta do sono profundo à noite no dia seguinte ao teste.
Segundo os autores, «os resultados reforçam a tese de que não é normal sentir-se sonolência durante o dia». Não importa se o indivíduo é jovem ou idoso, se ele ou ela sentir sono durante o dia isso significa que não dormiu o suficiente na noite anterior ou que sofre de um distúrbio do sono», afirmou Derk-Jan Dijk, principal autor do estudo.

Fonte: revista cientifica "Sleep"