Quero mostrar que esta fase também pode e deve ser bonita, saudável, activa e vivida com muita felicidade!!...

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

O guia da viuvez


Como superar a dor? Como preencher o vazio de tantos anos partilhados? Conheça as diferentes etapas do processo de luto.
Perder alguém que nos é próximo – seja de forma inesperada ou previsível – é sempre complicado. E torna-se ainda mais quando essa pessoa é a nossa cara-metade. Na verdade, a dor causada pela perda é uma das mais profundas que o ser humano pode sentir.
A transição de estatuto de marido (ou mulher) para viúvo(a) é dolorosa, unipessoal e nem sempre serena. Ao mesmo tempo que tenta ajustar-se à nova realidade, é-lhe também pedido que tome decisões e resolva questões urgentes – formalidades –, tornando o trauma ainda mais intenso.

O processo de luto desenrola-se por etapas, fases que devem ser seguidas para que a dor e o trauma possam ser ultrapassados. E embora possam parecer simples, na verdade, são extremamente importantes e fazem toda a diferença.

Chore!

Tanto os homens como as mulheres devem chorar. Evitar a confrontação e acumular os sentimentos, preenchendo o dia-a-dia com um conjunto frenético de actividades, não fará desaparecer a dor, apenas adiará o inevitável. A agonia está lá e manter-se-á até que a confronte.

Uma panóplia de emoções

Tenha consciência de que poderá sentir uma panóplia de emoções. A sua reacção à morte pode incluir diferentes e confusos tipos de sentimentos tais como: choque, raiva, dor, apatia, nostalgia, entre outros.

Superar a dor

Um dos mitos sobre o luto é que o mesmo tem um prazo limite. Dizem que quando se espera tempo suficiente acaba por deixar de doer. Na realidade, não é bem assim. É preciso trabalhar para que deixe de doer, não basta esperar. O luto é uma fase natural e pessoal da vida que não deve, nem pode ser apressada e que varia de pessoa para pessoa.

Arranjar força para agir

Como recém-viúvo terá de tomar decisões legais e financeiras. Embora esteja emocionalmente incapaz de resolver problemas, sobretudo questões ligadas a dinheiro, existem certos assuntos que requerem a sua atenção imediata. Por isso, faça um esforço e tente arranjar forças para agir. Se puder adiar decisões, faça-o.

Superar os medos

Quando passa o primeiro impacto da morte é comum sentir que está a perder o controlo sobre si mesmo. É um sentimento normal que faz parte do luto. Ao contrário de uma doença mental, as emoções fortes sentidas ao longo do luto desaparecem gradual e permanentemente. E porque poderá sentir-se temporariamente instável, é importante que tenha noção que é uma fase e que a irá ultrapassar com o tempo.

Despeça-se a seu tempo

O presente, apesar da dor e do sofrimento, é a sua única realidade. As memórias são importantes mas não devem ser utilizadas como um escudo protector para fugir da realidade. A dada altura vai sentir-se pronto para dizer adeus.

Cuide da sua saúde

As emoções fortes sentidas depois da perda de alguém que nos é querido têm consequências sobre a nossa saúde física. Apesar de a sua saúde ser a última preocupação, é necessário que cuide dela o mais depressa possível. O que significa fazer algum tipo de exercício físico, ter uma alimentação cuidada e visitar o médico com regularidade para realizar check-ups.

Arranje uma ocupação

Procure arranjar uma ocupação, quer seja a estudar, trabalhar ou a fazer voluntariado. Regressar ao activo, ou ter pela primeira vez uma actividade, pode ser um grande desafio. Se preferir, procure formas de desenvolver ou criar competências. Procure informar-se sobre oportunidades de emprego assim que se sinta confortável. Mas se preferir ocupar o seu tempo de outra forma, então pode sempre voltar a estudar, aprender uma actividade ou, até mesmo, inscrever-se numa instituição como voluntário.

Fonte "Idade Maior"

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