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terça-feira, 23 de março de 2010

Silenciosamente incontinente


Apenas 10 por cento das mulheres que sofre de incontinência procura ajuda médica. Saiba como tratar um problema que afecta um terço das portuguesas.
A incontinência urinária é um problema grave que afecta um terço das mulheres portuguesas com mais de 50 anos, mas apenas 10 por cento procura ajuda médica. Vergonha, resignação ou desconhecimento levam muitas mulheres a sofrer em silêncio um problema que pode ser tratado.


Os diferentes tipos

A incontinência urinária pode manifestar-se em qualquer altura, no entanto, tende a afectar sobretudo as mulheres de meia-idade. O processo completo de contenção e libertação da urina é complexo e a perda de controlo pode ocorrer em diferentes etapas.
Assim, os diferentes tipos de incontinência classificam-se de acordo com o modo e o momento: incontinência de aparecimento recente e repentino e incontinência de início gradual e persistente.

A incontinência que começa repentinamente muitas vezes indicia um problema da bexiga. A causa mais frequente é uma infecção neste orgão (cistite).
As outras causas incluem os efeitos colaterais dos medicamentos, as perturbações que afectam a mobilidade ou causam confusão, o consumo excessivo de bebidas que contêm cafeína ou álcool e as situações que irritam a bexiga ou a uretra, como a vaginite atrófica e a obstipação aguda.
A incontinência persistente (crónica) pode ser causada por alterações no cérebro, alterações na bexiga ou na uretra ou problemas dos nervos que entram ou saem da bexiga. Estas alterações são especialmente frequentes nas pessoas de mais idade.

Em função dos sintomas

A incontinência urinária pode também classificar-se em função do tipo de sintomas: por urgência, por esforço, por extravasamento ou por incontinência total.
A primeira é um desejo urgente de urinar seguido de uma perda incontrolável de urina. A causa mais frequente de aparecimento brusco é uma infecção das vias urinárias. Mas é frequente desconhecerem-se as causas com exactidão dos casos de incontinência por urgência sem infecção.
A incontinência por esforço consiste numa perda incontrolável de urina ao tossir, fazer esforços, espirrar, levantar objectos pesados ou executar qualquer manobra que aumente bruscamente a pressão dentro do abdómen. Pode ser provocada por debilidade do esfíncter (músculo) urinário.

Nos homens, a incontinência por esforço pode aparecer depois da extirpação da próstata (prostatectomia, ressecção transuretral da próstata) quando se lesa a parte superior da uretra ou o colo da bexiga.
A incontinência por extravasamento é a fuga incontrolada de pequenas quantidades de urina estando a bexiga cheia. A fuga ocorre quando a bexiga está dilatada e insensível devido à retenção crónica da urina. No fim, a pessoa pode ser incapaz de urinar porque o fluxo de urina é obstruído ou porque os músculos da parede da bexiga já não podem contrair-se.
A incontinência total é a situação em que a urina goteja constantemente da uretra, dia e noite. Verifica-se quando o esfíncter urinário não se fecha adequadamente. Nas mulheres, a causa está geralmente associada uma lesão no colo da bexiga e na uretra durante o parto.


Soluções e alternativas

Um tratamento óptimo depende da análise minuciosa do problema de forma individualizada e varia segundo a natureza específica do mesmo. Muitas vezes o tratamento exige apenas que se tomem medidas simples para mudar o comportamento. A maiior parte das pessoas pode recuperar o controlo da bexiga mediante técnicas de modificação do mesmo, como urinar com intervalos regulares (cada duas ou três horas) para manter a bexiga relativamente vazia.
Pode ser útil evitar os elementos que irritem a bexiga como as bebidas que contêm cafeína, e beber quantidades suficientes de líquidos (de seis a oito copos por dia) para impedir que a urina se concentre em demasia (o que também pode irritar a bexiga).
Os casos mais graves, que não respondem aos tratamentos não cirúrgicos, podem ser corrigidos por meio de cirurgia utilizando qualquer dos diferentes procedimentos que elevam a bexiga e reforçam o canal de passagem da urina. Em alguns casos é eficaz uma injecção de colagénio à volta da uretra.

Fonte "Idade Maior"

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