Quero mostrar que esta fase também pode e deve ser bonita, saudável, activa e vivida com muita felicidade!!...

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Animação de Idosos

No tópico anterior falei da importância da ANIMAÇÃO mas o que é isso de.....animação? -perguntar-se-à.

A animação pode contribuir para o cuidado do idoso e para a melhoria da sua qualidade de vida, sendo um estímulo permanente da vida mental, física e afectiva da pessoa idosa.
A animação destinada a idosos deve ter como objectivo ajudar o idoso a encarar o seu envelhecimento como um processo natural, de forma positiva e adequada, e a reconhecer a necessidade da manutenção das actividades físicas e mentais após os 65 anos.
 A animação cria acontecimentos, que alteram a rotina diária do idoso e, ao fazer as pessoas conviverem umas com as outras, causa uma diminuição efectiva da conflitualidade. A animação ligada às artes plásticas e à motricidade faz com que eles melhorem ou mantenham a sua autonomia e capacidade de movimento. Eu considero que é muito importante este papel, no sentido de proporcionar um vivência digna e de qualidade a todos os idosos.
Visto que eles dispõem de muito tempo livre é necessário pensar na ocupação dos mesmos, para que deixem de existir tantos “tempos mortos”. Assim a animação pode contribuir para uma acentuada melhoria do seu dia-a-dia. Ao longo dos tempos surgiram vários conceitos de Animação, mas todos com alguns pontos em comum, tal como o facto de ter uma função social, cultural ou de estimular à participação. A Animação de Idosos, um dos módulos que estou a tirar neste momento com a Dra. Carla Neves pretende assim, melhorar a qualidade de vida destes, tornando-os mais activos, saudáveis, positivos e felizes.

Cuidar de idosos dependentes


Saiba de alguns cuidados a ter com os seus familiares idosos, dependentes ou acamados.
Garantir o bem-estar dos pais que caminham para uma idade avançada é uma das maiores preocupações dos filhos, especialmente se a doença obrigar ao repouso permanente. Cuidar de uma pessoa dependente pode parecer complicado, já que implica dedicação contínua, mas o esforço por ser minorado por professionais desta área.
Caso o horário de trabalho não permita a disponibilidade necessária dos familiares para tratar de uma pessoa acamada, pode contratar uma empresa de apoio ao domicílio para se responsabilizar pela alimentação e medicação do dependente. Como uma enfermeira nem sempre pode estar com o doente 24 horas por dia, este sentir-se-á desamparado se ninguém do seu seio familiar souber ajudá-lo sempre que ela esteja ausente.
Um Agente de Geriatria, curso que estou a tirar, pode ter esse papel decisivo. Avaliar, conhecer o idoso, as suas preocupações, avaliar o seu estado de saúde e depois planear com ele, e/ou junto da familia, aquilo que acha mais necessário a fazer com ele. É abrangida a área de higiene, alimentação, cuidados médicos e medicação, a companhia, de modo a que o idoso não se sinta tão só e, para isso utilizamos muitas vezes técnicas de animação.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Agorarte-Apoio aos idosos

 A AGORARTE é uma associação cultural e artística que funciona em Ermesinde. Nos seus projectos,  inclui uma Universidade Sénior, como forma de oferecer à população mais idosa uma forma expedita de ocupação dos seus tempos livres, numa sempre útil troca de saberes e de experiências de vida.
Com a observação levada a cabo por alguns membros da Direcção da AGORARTE, durante um ano, visitando os Centros de Dia a funcionarem nesta cidade (Casa do Povo, ADICE e Associação para a Promoção Social e Cultural de Ermesinde), mais cimentou a ideia de que era urgente e inadiável criar condições para que os seus utentes seniores voltassem a sentir-se úteis à sociedade, activos, dinâmicos e confiantes nas suas potencialidades e capacidades.
Depois de longo e aturado estudo, a AGORARTE decidiu então começar a desenvolver acções concretas que conduzissem à criação da primeira Universidade Sénior de Ermesinde. E disso vos quis aqui dar conta agora.
Estabelecido o contacto com a Rede de Universidades da Terceira Idade (RUTIS) – entidade certificadora destas universidades –  a Agorarte teve, desde o início, a maior receptividade e apoio. Com as parcerias certas conseguiu e anunciou já, a abertura das matrículas.
Se estiver interessado e caso more no concelho, contacte a Agorarte.
Para esse efeito deixo aqui o contacto:

AGORARTE - ASSOCIAÇÃO CULTURAL E ARTISTICA
RUA DR. JOÃO RANGEL, N.º 4
                                       4445-406 ERMESINDE                      
                                                        PORTO

                                           
Ou ainda para os seguintes contactos:

Electronico: agorarte07@Gmail.com

Telemovel: 966762838

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Como prevenir a diabetes

É já considerada pela Organização Mundial de Saúde uma doença epidémica. Saiba o que pode fazer para evitar o desenvolvimento desta perturbação.

A Diabetes tipo 2 (Não-Insulino Dependente) é a mais frequente, atingindo cada vez mais pessoas em idades cada vez mais jovens. Ocorre sobretudo em indivíduos com familiares directos com diabetes (pais, tios ou avós) e com estilos de vida pouco saudáveis – quase sempre têm excesso de peso ou obesidade, praticam pouco exercício físico e consomem alimentos muito ricos em açúcares e gorduras.
A Hiperglicemia (níveis elevados de açúcar no sangue) recorrente, sobretudo em pessoas com excesso de peso, é tratável, podendo para tal ser suficiente a redução de peso.
Doentes com diabetes apresentam com frequência hipertensão arterial e colesterol ou triglicéridos elevados, tendo um risco duas a quatro vezes superior de desenvolver doença cardiovascular comparativamente com doentes não diabéticos.

Saiba como prevenir...

• Vigie o seu peso e mantenha-se activo;
• Diga não ao tabaco e, se tem excesso de peso, diga não também ao álcool;
• Controle o colesterol, os triglicéridos e a tensão arterial;
• Faça refeições repartidas (em intervalos não superiores a 3 horas);
• Escolha alimentos saciantes, de baixo índice glicémico: ricos em fibras como os cereais pouco refinados, leguminosas e frutos gordos, vegetais e fruta fresca;
• Prefira preparações culinárias que privilegiem “alimentos inteiros”, por exemplo, salada ou hortaliça cozida em vez de esparregado ou puré;
• Use edulcorantes e polióis em substituição do açúcar. A frutose, sobretudo se tem colesterol e triglicéridos elevados, não apresenta qualquer vantagem;
• Evite alimentos ricos em gordura saturada (carnes vermelhas, lacticínios gordos, manteiga, natas, alimentos processados, ...), açúcares simples (sacarose, frutose, glucose, ...), açúcar de mesa, mel, marmelada, bolos, doces, refrigerantes com açúcar, fruta – sobretudo fora das refeições principais.

sábado, 24 de abril de 2010

Exercite a mente...

Divirta-se!
Com os vários jogos online que este link tem para si. E aproveite para exercitar a mente.
Clique aqui

Bom fim de semana e divirta-se, sorria e seja feliz!!!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Yoga na menopausa - como a pode ajudar

Ajuda a aliviar os sintomas associados às flutuações hormonais. Saiba de que forma os exercícios actuam no corpo da mulher.

Praticar Yoga pode ajudar a mulher na menopausa, aliviando alguns dos sintomas típicos dessa fase, nomeadamente os calores, a ansiedade, e a irritação causadas pelas flutuações hormonais.

De acordo com um estudo realizado na Índia a 120 mulheres, com idades compreendidas entre os 40 e os 55 anos a prática de posturas, respirações específicas e meditação também pode ajudar a melhorar a memória e a diminuir sintomas de depressão.

Ao fim de oito semanas, os investigadores notaram, nas participantes que praticavam Yoga cinco vezes por semana, uma significativa melhora na qualidade do sono, afrontamentos e humor. Além disso, relataram também uma melhora na memória, concentração e paciência.

Yoga como terapia hormonal

Certas posturas têm a capacidade de reactivar e reequilibrar a produção hormonal. Os mesmos devem ser feitos por uma ordem específica, adaptada a cada caso. São séries dinâmicas, mas terapêuticas, que produzem resultados logo a partir do segundo dia de exercícios.

São posturas que trabalham, sobretudo os ovários, a tiróide e a hipófise e, por isso, resultam tanto com mulheres na menopausa como também com as que sofrem de tensão pré-menstrual, ovários policísticos ou fortes cólicas menstruais.

Por outro lado, a Yoga ajuda a controlar a sensibilidade, que costuma manifestar-se nas fases de grande oscilação hormonal, promovendo a segurança e a auto-estima.

Procure na sua área de residência onde pode praticar Yoga.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Cuidados no domicílio para pessoas acamadas ou com limitações físicas. Higiene Corporal















A higiene corporal além de proporcionar conforto e bem-estar constitui um factor importante para recuperação da saúde. O banho deve ser diário, no chuveiro, banheira ou na cama. Procure fazer do horário do banho um momento de relaxamento.

Como proceder no banho de chuveiro com auxílio do cuidador

• Separe antecipadamente as roupas pessoais.

• Prepare o banheiro e coloque num lugar de fácil acesso os objectos necessários para o banho.

• Regule a temperatura da água.

• Mantenha fechadas portas e janelas para evitar as correntes de ar.

• Retire a roupa da pessoa ainda no quarto e proteja-a com um roupão ou toalha.

• Evite olhar para o corpo despido da pessoa a fim de não constrangê-la.

• Coloque a pessoa no banho e não a deixe sozinha porque ela pode escorregar e cair.

• Estimule, oriente, supervisione e auxilie a pessoa cuidada a fazer a sua higiene. Só ajude naquilo que ela não é capaz de fazer.

• Após o banho, ajude a pessoa a enxugar-se. Seque bem as partes íntimas, dobras de joelho, cotovelos, debaixo das mamas, axilas e entre os dedos.

A higiene dos cabelos deve ser feita no mínimo três vezes por semana. Diariamente inspecione o couro cabeludo observando se há feridas, piolhos, coceira ou áreas de quedas de cabelo.

Os cabelos curtos facilitam a higiene, mas lembre-se de consultar a pessoa antes de cortar os seus cabelos, pois ela pode não concordar por questão religiosa ou por outro motivo.

O banho de chuveiro pode ser feito com a pessoa sentada numa cadeira de plástico com apoio lateral colocada sobre tapete antiderrapante, ou em cadeiras próprias para banhos, disponíveis no comércio.

Fique Atento: Algumas pessoas idosas, doentes ou com incapacidades podem, às vezes, recusar-se a tomar banho. É preciso que o cuidador identifique as causas. Pode ser que a pessoa tenha dificuldade para locomover-se, tenha medo da água ou de cair, pode ainda estar deprimida, sentir dores, tonturas ou mesmo sentir-se envergonhada de ficar exposta à outra pessoa, especialmente se o cuidador for do sexo oposto.

É precisa muita sensibilidade para lidar com estas questões.

Respeite os costumes da pessoa cuidada e lembre que a confiança conquista-se, com carinho, tempo e respeito.

 Como proceder no banho na cama

Quando a pessoa não consegue locomover-se até ao chuveiro o banho pode ser feito na cama.

Caso a pessoa seja muito pesada ou sinta dor ao mudar de posição, é bom que o cuidador seja ajudado por outra pessoa no momento de dar o banho no leito. Isso é importante para proporcionar maior segurança à pessoa cuidada e para evitar danos à saúde do cuidador.

Antes de iniciar o banho na cama, prepare todo o material que vai usar: uma aparadeira, uma bacia, água morna, sabonete, toalhas, escova de dentes, lençóis, forro plástico e roupas. É conveniente que o cuidador proteja as mãos com luvas de borracha. Existe no comércio materiais próprios para banhos, no entanto o cuidador pode improvisar materiais que facilitem a higiene na cama.

1. Antes de iniciar o banho cubra o colchão com um plástico.

2. Iniciar a higiene corporal pela cabeça.

3. Com um pano molhado e pouco sabonete, faça a higiene do rosto, passando o

pano no rosto, nas orelhas e no pescoço. Enxague o pano em água limpa e passe na pele

até retirar toda a espuma, secar bem.

4. Lavagem dos cabelos:

• Cubra com um plástico um travesseiro e coloque a pessoa com a cabeça apoiada aí apoiada e que deve estar na beirada da cama.

• Ponha, embaixo da cabeça da pessoa, uma bacia ou balde para receber a água.

• Molhe a cabeça da pessoa e passe pouco champoo.

• Massageie o couro cabeludo e derrame água aos poucos até que retire toda a espuma.

• Seque os cabelos.

5. Lave com um pano humedecido e sabonete os braços, não se esquecendo das axilas, as mãos, tórax e a barriga. Seque bem, passe desodorante, creme hidratante e cubra o corpo da pessoa com lençol ou toalha. Nas mulheres e pessoas obesas é preciso secar muito bem a região em baixo das mamas, para evitar assaduras e micoses.

6. Faça da mesma forma a higiene das pernas, secando-as e cobrindo-as. Coloque os pés da pessoa numa bacia com água morna e sabonete, lave bem entre os dedos. Seque bem os pés e entre os dedos, passe creme hidratante.

7. Ajude a pessoa a deitar-se de lado para que se possa fazer a higiene das costas. Seque e massageie as costas com óleo ou creme hidratante para activar a circulação.

8. Deitar novamente a pessoa com a barriga para cima, colocar uma aparadeira  e fazer a higiene das partes íntimas. Na mulher é importante lavar a vagina da frente para trás, assim evita-se que a água escorra do ânus para a vulva. No homem é importante descobrir a cabeça do pênis para que possa lavar e secar bem.

A higiene das partes íntimas deve ser feita no banho diário e também após a pessoa urinar e evacuar, assim evita-se a humidade, assaduras e feridas (escaras).

É importante usar um pano macio para fazer a higiene e lembrar que as partes do corpo que ficam em contacto com o colchão estão mais finas e sensíveis e qualquer roçar mais forte pode provocar o rompimento da pele e a formação de feridas (escaras).

quinta-feira, 15 de abril de 2010

As emoções envelhecem?

Ou amadurecem? Tornamo-nos mais sábios e prudentes ou, pelo contrário, mais emotivos e reactivos?

À medida que a idade avança apercebemo-nos que a maturidade vai-nos ajudando a filtrar o que nos chega do mundo.
A maturidade é algo que nos ajuda a relacionar mais facilmente com as emoções (as nossas e as dos outros). Tornámo-nos mais sábios e prudentes. Adquirimos o poder de gerir melhor as nossas emoções. E essa é uma das vantagens do envelhecimento. As emoções podem continuar a ser jovens e variadas. Mas a forma como as sentimos e controlamos pode dar-nos uma qualidade de vida melhor, mais sadia e tranquila.

A emotividade é uma das características mais evidentes da espécie humana. O exercício de viver inclui uma ampla gama de estados emocionais que é única em todo o reino animal pela sua variedade, intensidade, extensão, profundidade, variabilidade e amplitude.

As emoções afectam toda a nossa vida: os pensamentos, os sonhos, as relações humanas, as decisões, as escolhas, etc. Invadem-nos a alma, o intelecto, o corpo. Atiçam a imaginação. Servem de tema e energia aos sonhos. Estão presentes em todas as formas de arte (na literatura, no cinema, no teatro, na dança, etc.). Na verdade, a vida humana sem as emoções seria excessivamente racional, mecânica, fria e descolorida.

A sabedoria evolutiva

Recentes estudos levam a acreditar que as emoções podem não estar tão distantes do pensamento e do intelecto como antigamente se pensava. Elas parecem ser produto de uma “sabedoria evolutiva” e revelam algum tipo de inteligência adicionado.

Primariamente, podemos admitir como seguro que as emoções têm um papel decisivo na sobrevivência. Um bom exemplo disso é a emoção do medo que permite que as pessoas sejam mais prudentes e corram menos riscos. Esta emoção protege-nos de nos lançarmos em acções que podiam fazer perigar a nossa vida. Com o medo aprendemos a perceber os limites.

Depois, vem uma outra função para as emoções: a social. Através das emoções somos mais capazes de estabelecer relações afectivas, cordiais e construtivas com os outros e daí resultarem benefícios para todos (cooperação, partilha, ajuda, etc.).

Através destes exemplos podemos concluir que as emoções existem nos seres humanos (e noutros animais) há muito tempo, executam tarefas de defesa, protecção e ajuda visando, afinal, a sobrevivência. A sua origem e a sua finalidade central são, por conseguinte, biológicas mas com um tremendo impacto nas restantes actividades mentais.


As emoções primárias

Isso explica porque as emoções acontecem, numa primeira fase, em níveis não conscientes. Elas são accionadas por processos de percepção rapidíssimos que apreendem as situações através de um sistema neurológico complexo e ditam as respostas necessárias adequadas a cada situação. Por isso é que primeiro sentimos as emoções e depois pensamos sobre as suas causas e sensações provocadas.
Esse é o papel sobretudo das chamadas emoções primárias, básicas ou primitivas, pois estão também presentes em outros animais. Mas existem, no ser humano, emoções mais complexas (na verdade, parecendo ser uma mistura de emoções) que são provocadas por situações de natureza mais social. É o caso da vergonha. É uma das quatro emoções que estão ligadas à nossa auto-consciência (isto é, a consciência de quem somos). As outras três são o acanhamento, o orgulho e a altivez.

A vergonha é reconhecida como a emoção da inferioridade e tem um problema. Segundo diz Annie Emaux “o pior da vergonha é que quem a sente julga ser o único a tê-la” numa dada situação. É uma experiência muito pessoal e íntima, que arremete contra a nossa auto-confiança.

Constantes experiências de vergonha na nossa vida podem destruir a auto-estima, tornar-nos tímidos e, por fim, empurrar-nos para comportamentos inibitórios (que nos inibem) e evitantes (fugas das situações).

Já o filósofo grego Aristóteles (384-322 a.C.), que também dedicou alguma da sua atenção ao estudo das emoções, escreveu que “as emoções são todos aqueles sentimentos que mudam as pessoas de forma a afectar os seus julgamentos” e têm a ver ou com a dor ou com o prazer. E exemplificou: “Quando as pessoas se sentem amistosas e afáveis pensam um tipo de coisa; quando se sentem iradas e hostis, pensam em outra coisa completamente diferente, ou a mesma coisa com uma intensidade diferente”.

É curioso que apesar da distância no tempo (mais de 2 mil anos), alguns elementos que Aristóteles referiu sobre as emoções mantêm-se actuais. Disse ele:
1.As emoções estão ligadas ao pensamento;
2.Elas podem ser agradáveis ou desagradáveis;
3.Incitam à acção;
4.Baseiam-se nas avaliações que fazemos das situações.

Já Santo Agostinho (1548-1600 d.C.) associou as emoções à sensibilidade do espírito humano, frisando o seu carácter activo e responsável: “todos os movimentos da alma não são mais do que vontade”.
E interrogava-se: “O que é o medo e a tristeza senão vontade que repudia coisas não desejadas? Segundo a diversidade das coisas desejadas e evitadas, a vontade humana, ao permanecer atraído por elas ou ao rejeitá-las, transforma-se nesta ou naquela emoção”.

Fonte "Idade Maior"

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Forum Saúde

Abriu recentemente um novo blog que, depois de o visitar, achei importante e de interesse geral aqui divulgar, o endereço é este:  http://forumsaude.com.pt/.
Visitem-no e deixem as vossas dúvidas, questões que penso logo que possivel serão respondidas. Parabéns pela iniciativa e que permaneçam muito tempo entre nós pois acho um blog de interesse público.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

As duas velhinhas










Duas velhinhas muito bonitas,
Mariana e Marina,
Estão sentadas na varanda:
Marina e Mariana.

Elas usam batas de fitas,
Mariana e Marina.
E penteado de tranças:
Marina e Mariana.


Tomam chocolate, as velhinhas,
Mariana e Marina.
Em xícaras de porcelana,
Marina e Mariana.


Uma diz: “Como a tarde é linda,
não é, Marina?”
A outra diz: “Como as ondas dançam,
não é, Mariana?”


“Ontem, eu era pequenina”,
diz Marina.
“Ontem, nós éramos crianças”,
diz Mariana.


E levam à boca as xicrinhas,
Mariana e Marina,
As xicrinhas de porcelana:
Marina e Mariana.


Tomam chocolate, as velhinhas,
Mariana e Marina.
E falam de suas lembranças,
Marina e Mariana.

Cecília Meireles

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Exercite o corpo, a mente e o espírito

A conviver com os amigos, no ginásio, a aprender uma nova a actividade ou, simplesmente, a fazer o que lhe dá prazer.

À medida que se envelhece, as pessoas tendem a passar menos tempo com os amigos. Errado. Nunca perca a oportunidade de partilhar uma boa refeição, de perder horas à conversa ou de se juntar para um qualquer hilariante e divertido programa em grupo.

Mime-se. Marque uma massagem depois da sua ida ao ginásio e sempre que lhe apeteça mas sem nunca se sentir culpado. Até porque a maior parte dos ginásios também têm centros de massagem que costumam apresentar um variado leque de ofertas.
Mantenha um diário desportivo. Tome nota das suas alterações físicas - perda de peso, ganho de massa muscular, maior agilidade, etc. - bem como como dos seus progressos emocionais. De vez em quando, reveja as suas notas para se sentir orgulhoso das suas conquistas.
Ponha a música bem alto e dance! A música tem uma energia que contagia o espírito. Sinta o ritmo e deixe-se ir. Não só é relaxante como divertido, sobretudo se ninguém está a ver.
Volte à universidade. Aprenda uma nova língua ou a tocar um instrumento. Inscreva-se nas aulas de informática ou de escrita criativa. As possibilidades são infinitas e o seu cérebro vai agradecer-lhe.
Conquiste o seu espaço. Procure um canto mais reservado na sua casa e transforme-o no seu espaço pessoal para ler, meditar ou escrever uma carta a um amigo. Depois de uma boa sessão de ginásio, algum tempo de silêncio e serenidade alimentam a mente.
Sorria mais! Faz muito bem ao corpo e à mente...

Fonte: www.eldr.com

Combater a dependência e o isolamento

Com o serviço de teleassistência. Conheça este projecto inovador lançado pela Cruz Vermelha Portuguesa.

À distância de um toque. É desta forma que a Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) descreve a sua linha de apoio Teleassistência, um projecto que já está em funcionamento há dois anos.
O principal objectivo deste serviço é, sobretudo, facilitar a vida de quem está numa situação de dependência ou de isolamento. A linha de apoio funciona 24 horas por dia e 365 dias ao ano, em todo o território nacional.

Basta carregar no botão

O equipamento da Teleassistência inclui uma pulseira ou colar de pescoço (conforme o caso) com um botão de emergência que, ao ser pressionado, estabelece contacto imediato com o call center da CVP. “Este equipamento permite que o utente fale e oiça sem necessidade de um auscultador, tornando-se assim muito mais fácil a comunicação no caso de emergência”, explicou Helena Brighton, operadora do serviço.
Do outro lado da linha está um profissional que tentará encontrar a melhor resposta para a situação. No caso de emergência será accionada a rede de suporte da zona e todas as chamadas são respondidas. “A Cruz Vermelha trabalha com a colaboração da PSP que, mesmo nos casos em que é accionado o botão de emergência e o utente não fala, seja porque não consegue ou por outro motivo, é enviado um carro patrulha para perceber o que se passa”, esclarece ainda Helena Brighton.

Para emergências e não só

A Teleassistência é um serviço que ajuda também a combater a solidão que, em Portugal, afecta sobretudo os maiores de 70 anos.

Helena Brighton alerta que a solidão em Portugal “está a crescer”, avaliando pelo número de chamadas que recebem pela linha de apoio. “A nossa vida hoje é mais atribulada, os familiares estão extremamente ocupados com o trabalho e com os filhos, acabando por não ter tempo para estar com os mais velhos”, justifica.
O preço do equipamento é de 70 euros e a prestação mensal pelo serviço varia entre os 20 euros (pacote básico) e os 23€ (apoio avançado).