Quero mostrar que esta fase também pode e deve ser bonita, saudável, activa e vivida com muita felicidade!!...

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Hipertensão: afecta 4 em cada 10

Um dos maiores factores de risco cardiovascular. Ficam aqui alguns conselhos de como controlar a tensão e evitar consequentes problemas de saúde.

A hipertensão é uma doença crónica que afecta cerca de 40% da população e representa um dos maiores factores de risco cardiovascular. A longo prazo, e na ausência de tratamento, pode acabar por lesar os principais órgãos vitais como o cérebro, o coração e os rins. Sabia que cerca de metade das pessoas desconhecem sofrer de hipertensão? Não faça parte desta estatística, comece já a cuidar da saúde do seu coração!

Vigie regularmente a sua tensão

Adultos saudáveis devem medir a tensão arterial pelo menos uma vez por ano. Se for diabético, fumador, tiver excesso de peso ou história familiar de doenças cardiovasculares, controle a sua tensão mais frequentemente.

Adopte um estilo de vida saudável e activo:

• Descubra o verdadeiro sabor dos alimentos! Prescinda do saleiro na mesa e encontre as virtudes das ervas aromáticas e especiarias;

• Opte pelo pão sem sal ou meio sal, e evite o consumo frequente de enchidos, queijos, aperitivos, molhos preparados e pickles;

• Reforce o consumo de vegetais, legumes e frutos frescos. Valorize sopas e saladas compostas e bastante coloridas;

• Reduza o consumo de gorduras saturadas (carnes vermelhas, lacticínios gordos, manteiga, natas...);

• Privilegie o peixe e as carnes de aves, e use o azeite como gordura de adição;

• Mantenha um peso saudável;

• Evite o álcool e o tabaco;

Pratique actividade física regularmente (caminhar, nadar, andar de bicicleta, dançar...), e não abdique do convívio com os amigos e familiares, passeios ao ar livre... são óptimas formas de controlar o stress.

Fonte "Idade Maior"

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Um AVC toca a todos

Quase todos os dias ouvimos ou lemos sobre alguém que faleceu por AVC. É preciso por isso prevenir.
Achei então por bem colocar aqui este post como forma de alertar e esclarecer quaisquer dúvidas. 


A idade é um factor de risco. Mas um acidente vascular cerebral pode afectar até crianças e bebés. Saiba mais sobre uma das principais causas de morte em Portugal.

O Acidente Vascular Cerebral, mais conhecido como AVC, é a primeira causa de morte no nosso país, em pessoas com mais de 80 anos. Por hora, morrem três portugueses vítimas desta doença que, infelizmente, também já afecta a população mais nova.

Em qualquer idade

E as mais recentes notícias comprovam-no. Horácio Roque, fundador do Banco Banif, morreu aos 66 anos vítima de um AVC. Menos de uma semana depois foi a vez do cantor romântico, Beto, de 43 anos. Recorde-se também que no passado dia 30 de Março, Filipa Silva, modelo portuguesa, morreu aos 24 anos na sequência de um acidente vascular cerebral.

A verdade é que a maioria das pessoas não imaginam que os jovens adultos, ou até mesmo as crianças, possam sofrer um AVC. Mas podem e sofrem. Aliás, as causas são semelhantes às dos adultos, designadamente as patologias cardíacas: quando o coração não bate regularmente e gera arritmias, podem formar-se coágulos que bloqueiam o fornecimento do sangue ao cérebro.

Segundo o neurologista norte-americano, José Biller, da Universidade de Loyola, em Chicago, 10 por cento das pessoas afectadas por este problema têm menos de 45 anos. E nos países em desenvolvimento, a percentagem pode chegar aos 30%. Também de acordo com a Unidade de Vigilância da Sociedade Portuguesa de Pediatria, só em 2009, meia centena de bebés e crianças portuguesas foram vítimas de um acidente vascular cerebral.

Como reagir

Os AVC’s súbitos manifestam-se através dos seguintes sintomas: falta de força num braço, dificuldade em falar ou em ver para um dos lados e a boca de lado. A Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral (SPAVC) aconselha os seguintes passos em caso de emergência:

- deitar a pessoa de lado, certificando-se que respira bem;
- ligar ao 112;
- responder calmamente às perguntas que lhe forem colocadas, referindo a hora exacto do evento;
- obter o maior número possível de informação sobre a história médica do paciente, tal como a existência de outras doenças ou hábitos (tabágicos, alcoólicos e alimentares) e a medicação em curso, para transmitir ao pessoal de saúde. .

Fonte "Idade Maior"

terça-feira, 25 de maio de 2010

Frases eternas...

“A velhice não é a conclusão necessária da existência humana, é uma fase da existência diferente da juventude e da maturidade, mas dotada de um equilíbrio próprio e deixando aberto ao individuo uma gama de possibilidades.”

Simone de Beauvoir

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Perdas auditivas, o que são?

Estima-se que mais de um milhão de portugueses sofra deste problema, que afecta sobretudo os mais idosos.
Estima-se que mais de um milhão de portugueses sofra deste problema, que afecta sobretudo os mais idosos, devido ao processo de envelhecimento, mas também pode estar associado a factores ambientais, nomeadamente à poluição sonora a que estamos sujeitos hoje em dia.

Muitos idosos queixam-se de perda de audição à medida que os anos vão passando, mas não estão sozinhos. A Organização Mundial de Saúde estima que 500 milhões de pessoas sofram do mesmo mal, e nem todas estão acima dos 65 anos.
Em média, começa-se a perder a acuidade auditiva a partir dos 50 anos. O número de afectados tem vindo a aumentar não só pelo aumento de esperança de vida mas também devido à poluição sonora a que estamos sujeitos diariamente na rua, no trabalho ou mesmo em casa, que pode ultrapassar níveis prejudiciais para o ouvido.

Ligeira ou total


A perda de audição acontece sempre que se verifica uma diminuição da capacidade de ouvir ou de distinguir os sons do meio que nos rodeia. “Essa diminuição poderá ser muito ligeira, apenas notada quando o indivíduo se encontra num meio em que exista algum ruído de fundo ou em que esteja rodeado por um grupo de pessoas em que as conversas se cruzam, ou quando quer perceber outra pessoa com um tom de voz muito baixo ou com má dicção, até aos casos em que a perda auditiva é total nos dois ouvidos, a chamada cofose”, explica João Olias, otorrinolaringologista e membro da SPORL (Sociedade Portuguesa de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial).
Como refere o especialista, a deficiência auditiva pode dividir-se em duas tipologias: “a hipoacusia (diminuição auditiva) neuro-sensorial, com origem nas células cocleares do ouvido interno ou no nervo acústico, e a hipoacusia de transmissão, sempre que a causa se localiza no ouvido externo ou médio”.
Quando os dois tipos se conjugam, designa-se hipoacusia mista. A perda auditiva do idoso é geralmente do primeiro tipo, que se caracteriza por ter uma evolução lenta mas progressiva e que é irreversível, pois as células do ouvido interno não se regeneram. Por sua vez, a hipoacusia de transmissão é reversível, “quer por cura espontânea quer por terapêuticas médicas ou cirúrgicas”, realça João Olias.

Razões para a perda
As causas das perdas auditivas são variadíssimas, podendo ser divididas em congénitas ou adquiridas. “As mais frequentes, no primeiro grupo, são as que resultam de infecções virais contraídas pela mãe durante a gravidez, como a rubéola e a toxoplasmose. Durante a infância, os vírus responsáveis pela maior parte das perdas irreversíveis são os da parotidite (papeira) e varicela, mas são as doenças inflamatórias e infecciosas nasais e sinusais as que predominam, provocando hipoacusias de transmissão (temporárias)”, alerta o otorrinolaringologista.
No entanto, as perdas auditivas podem ter origem num trauma acústico, em infecções virais ou bacterianas, e substâncias tóxicas. “No idoso, predominam os problemas de origem vascular (má irrigação, acidentes vasculares, entre outros) e a degeneração das células do ouvido interno. Aos 70 anos, metade da população já sofre de algum grau de hipoacusia, pela diminuição progressiva das células funcionantes”, assegura o especialista.
A sintomatologia começa pela dificuldade em perceber as palavras ou frases, geralmente durante a permanência em ambiente com ruído de fundo. “A progressão da doença faz com que o indivíduo, que de início não ouve apenas alguns sons, acabe por ter de pedir que se fale mais alto e aumentar o volume de aparelhos de emissão sonora, para que os consiga perceber”, sublinha João Olias.
Os sintomas que acompanham a maior parte dos casos de lesão das células do ouvido interno são os zumbidos constantes, mas de intensidade variável, quase sempre de frequência aguda. Por vezes, “tornam-se muito incapacitantes, se atingem volume suficiente para que sejam audíveis mesmo sob o ruído ambiente da vida diária”, explica o médico.

Tratamentos mais comuns

Quando a perda auditiva tem origem no ouvido interno, o tratamento passa, como explica João Olias, por melhorar medicamente a irrigação e a oxigenação das células restantes, com a finalidade de, para além de dar algum alívio sintomático, prevenir a evolução irreversível da doença. Caso esta seja do foro infeccioso/inflamatório agudo, “a terapêutica passa pelo uso de antibióticos, anti-inflamatórios, descongestionantes nasais e das trompas de Eustáquio; se a doença é crónica, por osteíte mastoideia, será necessário o recurso a cirurgia, sem a qual não se atinge a erradicação das células ósseas infectadas. A otite média crónica por colesteatoma constitui um grupo em que a atitude cirúrgica é obrigatória, pelo grau de complicações graves que podem surgir por uma evolução não controlada”, afirma o otorrinolaringologista.
Em muitos casos, apenas os aparelhos auditivos impedem o isolamento que a surdez e a perda auditiva causam a quem dela sofre. No entanto, o seu elevado preço impede que estejam acessíveis a grande parte da população. “Os poucos recursos oficiais não têm resolvido esta barreira, sendo as comparticipações quase sempre diminutas, o que obriga a que os doentes façam grandes esforços para conseguirem obter o único processo de verem reabilitada uma das funções mais importantes da sua vida de relação, a audição”, realça o otorrinolaringologista.
Eduardo Barreto, 83 anos, é um exemplo de como é difícil obter comparticipação na compra deste tipo de aparelhos. Tudo começou há um ano, e ainda não teve fim. Por ser surdo do ouvido esquerdo e ouvir mal do direito, Eduardo Barreto decidiu comprar um aparelho auditivo e tentou informar-se sobre a compartição a que teria direito, mas até agora apenas viu o seu caso passar de entidade para entidade, ou seja, do Centro de Saúde da Parede para a Assistência Social de Cascais, passando pelo Hospital Egas Moniz e terminando no Centro de Saúde onde tudo começou. Nisto resultaram vários quilómetros percorridos e poucas explicações.
Eduardo Barreto avançou para a compra do aparelho, tendo gasto 1460 €, embora não saiba se alguma vez vai receber algum dinheiro, mas certo é que, com o aparelho, voltou a integrar as conversas que antes não ouvia, e isso já é suficiente para o deixar satisfeito.

Métodos de diagnóstico
A partir dos 50 anos, recomenda-se uma revisão auditiva anual, que permite identificar se há ou não perda auditiva e respectivo tipo e grau, através dos seguintes exames:

Audiograma tonal e vocal: Exames de base ou rastreio.

Impedancimetria: Testes que medem a pressão do ouvido médio e testam a resposta reflexa aos estímulos sonoros.

Potenciais evocados auditivos: Exames para despistar a patologia mais grave da via auditiva central.


Fonte "Saúde Sapo"

reflexão..

“Ninguém pode estar na flor da idade, mas cada um pode estar na flor da sua própria idade.”

(Mário Quintana)

terça-feira, 18 de maio de 2010

Recomendações para quem cuida do doente de Alzheimer

Hoje resolvi dedicar um post mais alargado sobre esta doença, espero clarificar e ajudar no essencial, principalmente ajudar a quem cuida de um doente com Alzheimer pois sei que não é tarefa fácil...

Se tem um doente de Alzheimer a seu cargo, estas orientações podem facilitar a sua vida e a do doente.

Comunicar, alimentar-se, vestir-se e cuidar da higiene pessoal são algumas das acções rotineiras que, aos poucos e poucos, o doente de Alzheimer vai deixar de conseguir realizar.
Aqui ficam algumas sugestões para quem cuida de doentes de Alzheimer. Para bem do doente e do próprio cuidador.

Como se comunica com o doente de Alzheimer?

Usar poucas palavras:
• Usar frases claras e simples
• Falar devagar e com calma
• Fazer perguntas que possam ser respondidas com um simples “sim” ou “não”
• Falar sobre uma coisa de cada vez
• Falar sobre coisas concretas e não sobre coisas abstratas
• Usar frases comuns
• Explicar sempre o que está a fazer
• Se o doente voltar a repetir a pergunta, deve responder da mesma maneira que respondeu da primeira vez
• Dar algum tempo para que possa entender a informação
• Esperar com paciência a resposta
• Aceitar as respostas inapropriáveis e que não façam sentido
• Falar calmamente, suavemente e gentilmente. É normal o doente não encontrar as palavras que precisa para se expressar ou não compreender os termos que ouve.

Como deve reagir:

Esteja próximo e olhe bem para o seu doente, olhos nos olhos, quando conversam;
Permaneça calmo e quieto. Fale clara e pausadamente, num tom de voz nem demasiado alto nem demasiado baixo;
Evite ruídos (rádio, televisão ou conversas próximas);
Se for possível, segure na mão do doente ou ponha a sua mão no ombro dele. Demonstre-lhe carinho e apoio.
Em todas as fases da doença, é necessário manter uma atitude carinhosa e tranquilizadora, mesmo quando o doente parece não reagir às nossas tentativas de comunicação e às nossas expressões de afecto.

Lembre-se, também, que é preciso verificar se a pessoa doente tem problemas de visão, audição ou outros problemas de saúde, designadamente de saúde oral, necessidade de usar óculos ou de ajustamento das próteses dentárias ou auditivas.

Vaguear, deambular e andar sem rumo é um perigo. O que fazer para o minimizar?
Andar sem saber para onde e com que objectivo é característico dos doentes de Alzheimer, a partir de uma determinada fase. E é um perigo enorme.

Eis algumas sugestões para minimizar esse perigo:
O doente deve trazer sempre algo que o identifique, por exemplo, uma pulseira com o nome, morada e telefone;
Previna os vizinhos e comerciantes próximos do estado do doente. Estes podem ajudá-lo em qualquer momento caso se perca e peça informações;
Em casa, feche as portas de saída para a rua, para evitar que o doente vá para o exterior sem que dê por isso;
Tenha uma fotografia actualizada do doente, para o caso deste se perder e precisar de pedir informações;
Se o doente quiser sair de casa, não deve impedi-lo de o fazer. É preferível acompanhá-lo ou vigiá-lo à distância e, depois, distraí-lo e convencê-lo a voltar a casa;
Pode ser necessário pedir aconselhamento ao médico assistente.

O que fazer quando o doente persiste em conduzir?

Esteja preparado. No período inicial o doente vai tentar conduzir e, provavelmente, entrar em todos os carros de cor parecida com o dele.
Fale calmamente com o doente, lembrando-lhe que pode surgir algo de inesperado e que os seus reflexos talvez não ajudem. Sublinhe que o doente se sentiria muito infeliz se fosse culpado de um acidente;
Se não resultar, não deixe as chaves do carro num local acessível e que escape ao seu controlo. Esconda as chaves do carro (perderam-se) ou simule uma avaria;
Tente convencer a pessoa a utilizar os transportes públicos.

Como ajudar a manter a higiene do doente?

É normal o doente deixar de reconhecer a necessidade de tomar banho, de lavar os dentes, etc. Em suma, recusar cuidar da sua higiene pessoal e da sua higiene oral.
Não faça disso um “bicho de sete cabeças”. Se for possível, aguarde um pouco, pode ser que mude de disposição;
Simplifique a tarefa: tenha sempre em ordem e à mão as coisas que são necessárias, como sabão, sabonete ou espuma, toalhas, etc.;
Se o banho é de imersão, verifique a temperatura da água;
Instale pegas e tapetes que evitem escorregar dentro e fora da banheira. Há bancos e cadeiras adaptáveis à banheira, assim como outros dispositivos de apoio e ajuda que podem ser muito úteis;
Se o doente preferir tomar duche, deixe-o. O melhor é procurar manter a rotina a que a pessoa estava habituada;
Se o doente recusar mesmo tomar banho, então tente a lavagem parcial;
Aplique, se possível, cremes ou pomadas adequadas para evitar escaras.

Como ajudar o doente a vestir-se?

A certa altura o doente vai ficar embaraçado sobre o que vestir ou, eventualmente, recusar-se a vestir.
Para o ajudar:
Simplifique o mais possível a roupa a usar;
Evite laços, botões, fechos de correr (substitua-os por velcro), sapatos com atacadores, etc.;
Prepare as peças de roupa pela ordem que devem ser vestidas;
Procure que a pessoa se conserve bem vestida e elogie o seu bom aspecto;
Enquanto o doente tiver autonomia, deixe-o actuar conforme ainda pode.

Como ajudar o doente a alimentar-se?

Sente o doente com o tronco bem direito e a cabeça firme;
Se necessário, ponha-lhe um grande guardanapo só para comer;
Não tagarele com o doente durante a refeição;
Aguarde que a boca esteja vazia para fazer alguma pergunta;
Dê-lhe tempo para comer tranquilamente e não o contrarie se ele quiser comer à mão;
Dê-lhe bocados pequenos de alimentos sólidos; por vezes, o doente poderá preferir alimentos passados ou batidos;
Faça-o mastigar bem e assegure-se de que a boca permanece fechada durante a mastigação e a deglutição. Verifique se há restos de alimentos na boca;
Pouse-lhe a chávena ou o copo, depois de cada gole, fazendo uma pausa. Note que dar-lhe de beber é muitas vezes difícil;
Deixe-o deglutir uma segunda vez, se alguns alimentos ainda estiverem na boca;
Lave-lhe cuidadosamente a boca depois de cada refeição para evitar que restos de alimentos passem para os pulmões. Com uma gaze húmida, limpe-lhe o interior das faces. Use uma pasta dentífrica infantil;
Deixe o doente sentado durante 20 minutos após a refeição.

O que fazer quando o doente se mostra agressivo?

Em certas fases da doença é normal que o doente se torne agressivo. Sente-se incapaz de realizar tarefas simples (vestir-se, lavar-se, alimentar-se), reconhece que está a perder a independência, a autonomia e a privacidade, o que é muito frustrante.
A agressividade pode manifestar-se de diversas formas, tais como ameaças verbais, destruição de objectos que estejam próximos ou mesmo violência física.

Como deve reagir:
Se possível, procure compreender o que originou a reacção agressiva. Não deve partir do princípio que o doente o quer agredir ou ofender pessoalmente;
Evite discutir, ralhar ou fazer qualquer coisa que se assemelhe a um castigo. Não force contactos físicos e deixe-lhe bastante espaço livre;
Procure manter-se calmo, não manifeste ansiedade, medo ou susto. Fale calma e tranquilamente e procure desviar a atenção do doente para qualquer outra coisa.
Não tente lidar com tudo sozinho. Pode deprimir-se ou esgotar-se. Procure ajuda e aconselhamento médico se não conseguir lidar com a situação.


Como prevenir que surjam crises de agressividade?

Não seja demasiado exigente com a rotina diária do doente;
Deixe que o doente faça o que ainda lhe é possível fazer, ao seu ritmo, sem pressas e sem exigir a perfeição;
Não critique, antes pelo contrário, elogie (mas não exagere);
Ajude, mas de forma a não parecer estar a dar ordens;
Procure que o doente faça actividades que lhe interessem;
Assegure-se de que o doente faz exercício físico suficiente;
Esteja atento a sinais que possam indiciar crise iminente e procure distrair a atenção do doente.

Ao cuidador

É extremamente difícil cuidar de um doente de Alzheimer. Tem de acompanhar o doente ao longo do tempo, viver um dia-a-dia que se torna progressivamente mais difícil e experimentar sentimentos diversos, muitos deles negativos.
É normal que sinta tristeza pela sensação de que a pouco e pouco vai perdendo alguém que lhe é muito querido.
Sentirá também frustração, pois tem a consciência de que todos os seus cuidados, atenção e carinho não impedem a progressão da doença.
Vai sentir culpa, pela falta de paciência que por vezes tem, pelo sentimento de revolta em relação ao próprio doente, pela situação que vive e por poder admitir a hipótese de procurar um lar.
Poderá também sentir solidão, pelo afastamento gradual da família e dos amigos, pela impossibilidade de deixar o doente, pela falta de convívio.
Todos esses sentimentos negativos não significam que não seja um bom prestador de cuidados e de apoio. São apenas reacções humanas!
Pelo que, para seu bem e para o bem do seu doente:

Não se recrimine demasiado;
Cuide de si e vigie a sua saúde;
Sensibilize os seus familiares para o ajudarem. Esclareça-os sobre a doença e sobre o modo como podem colaborar consigo;
Conheça os seus limites e tente encontrar auxílio;
Lembre-se que a sua presença, a sua ternura, o seu amor são indispensáveis, quer mantenha o doente em casa quer tenha de recorrer a internamento numa instituição.

Dedico este post a duas pessoas DORA e à M do blog http://apanificadoraribeiro.blogspot.com/
Um grande beijinho para elas e que continuem assim, cheias de força e coragem...

Fonte "Portal da Saúde"

Demências vasculares

Apesar do envelhecimento gradual do organismo e do cérebro, os idosos saudáveis podem ter uma vida mental e social activa e criadora.
Depois da doença de Alzheimer, as demências vasculares provocadas por multienfartes são as mais frequentes. Representam 10% das demências. A pressão arterial elevada, os diabetes, as doenças cardiovasculares e os acidentes cerebrovasculares constituem os principais factores de risco.

Apesar do envelhecimento gradual do organismo e do cérebro, a eficiência da neuroplasticidade pode manter-se, nos idosos saudáveis, num excelente nível, o que lhes permite uma vida mental e social activa e criadora.
Um estudo iniciado na cidade de Baltimore, nos Estados Unidos, em 1958, acompanhou a vida de 800 homens e mulheres com idades entre 20 e 103 anos. Ao fim de algumas décadas tiraram-se várias conclusões muito interessantes:
- as pessoas envelhecem de forma muito distinta, de tal forma que, aos 80 ou aos 90 anos, de idade há grandes diferenças;
- as actividades mentais são facilmente conservadas com o uso;
- pintores e escritores continuam tão criativos aos 60 ou 70 anos como aos 20;

Um outro estudo, dirigido pelo psiquiatra Eric Pfeiffer na Duke University, nos Estados Unidos, em 1970, junto de um grupo de 34 idosos considerados bem sucedidos na vida, apresenta também conclusões muito curiosas. Comparou-se o seu envelhecimento com um outro grupo de 34 pessoas com um envelhecimento menos satisfatório.
- a esperança de vida daquelas pessoas foi em média superior em 13,5 anos à dos idosos que tiveram uma velhice menos boa;
- as pessoas que tiveram vidas mais longas apresentavam uma inteligência mais elevada do que aqueles que viveram menos tempo;
- um casamento feliz foi considerado um factor favorável à longevidade;
- muitos idosos referiram que as suas condições financeiras eram melhores do que quando tinham 55 anos de idade, enquanto 60% do grupo considerado com velhice menos saudável afirmaram que eram piores.

Fonte "IdadeMaior"

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Cuidados a ter com uma pessoa acamada


Para minimizar o desconforto e a vergonha que as pessoas acamadas muitas vezes sentem, existem cuidados básicos a seguir, principalmente no que toca aos posicionamentos, à alimentação, à higiene e à saúde, para que o doente possa sentir-se sempre confortável e seguro.

1.Para quem passa longos períodos de tempo numa cama, convém que esta esteja sempre limpa e cómoda. Utilize lençóis 100% algodão – evita a transpiração do doente e podem ser lavados a altas temperaturas, o que é importante se a pessoa tiver uma doença infecciosa ou se sofre de incontinência. No Verão, coloque uma manta de algodão leve e, no Inverno, um cobertor de lã mais pesado.

2.Se necessário, mude diariamente os lençóis da cama. Se não, mantenha-os sempre bem esticados e livres de migalhas ou outros vestígios de comida. Os lençóis enrugados são desconfortáveis, podem restringir a circulação e contribuir para a formação de feridas.

3.O utente deve sair da cama para que esta possa ser mudada, permitindo-lhe também realizar algum exercício e distrair-se. Caso não seja possível, mudar os lençóis requererá alguma destreza:

Retire a almofada e o lençol de cima;
Com uma mão no braço ou ombro e outra na perna dobrada, rode o doente para o bordo da cama, puxando-o na sua direcção;
Certifique-se que o doente está seguro e numa posição fixa;
Retire o lençol de baixo e liberte-o até às costas do doente;
De seguida, coloque o lençol limpo, aproximando-o das costas do doente;
Agora, desloque o doente para o outro lado da cama, utilizando a mesma técnica;
Retire o lençol sujo e estique o lençol de baixo completamente;
Mude a fronha da almofada;
Posicione o doente novamente e certifique-se que está confortável;
Termine com o lençol de cima e a manta ou cobertor.

4.Para o doente poder comer, ver televisão, ler ou receber visitas, será necessário sentá-lo na cama, o que pode ser feito por uma ou duas pessoas. Se o fizer sozinho, peça ao doente para dobrar as pernas, agarrando-o com um braço por baixo destas e outro por baixo das axilas. No momento da mudança de posição, e para facilitar a mesma, o doente deve enterrar os pés e fazer a máxima força possível com as pernas. Se tiver ajuda, devem posicionar-se um de cada lado do doente; colocando cada um o braço debaixo dos glúteos do acamado e dando as mãos. De seguida coloquem o outro braço por de trás das suas costas, até ao ombro oposto. Peça ao doente para dobrar as pernas, levantar a cabeça e colocar os seus braços por cima dos vossos ombros. Por fim, e tal como um “baloiço”, erga a pessoa pelas costas e empurre os glúteos para baixo.

5.Ajudar um doente a levantar-se e a deslocar-se para uma poltrona é outra prática comum que requer força e firmeza:

Comece por sentar a pessoa no bordo da cama, colocando um braço por baixo dos ombros e outro por baixo dos seus joelhos, que devem estar ligeiramente flectidos;
O doente deve colocar os braços em volta do seu pescoço ou ombros e a rotação é feita com a ajuda dos glúteos;
Já sentado, coloque uma toalha ou um pano grande em volta da cintura do acamado e agarre-o pelas extremidades;
De seguida, deve apertar, com os seus pés, os joelhos e os pés do doente, de forma a bloqueá-los;
Agora, com a ajuda do pano, que deve ser puxado firmemente pelas pontas, pode levantá-lo, apertando-o contra si;
Segue-se a deslocação para a poltrona, que deve ser feita com passos muito pequenos, sempre com recurso ao pano e com o doente encostado a si;
Para sentar a pessoa na poltrona, basta inverter o movimento anterior: de braços esticados e joelhos flectidos, ambos devem-se afastar e abaixar simetricamente, até o doente se conseguir sentar;
Verifique se o doente está confortável, apoiando-o com almofadas se necessário.
Para voltar a deitar a pessoa, inverta o processo.

6.Mudar frequentemente o acamado de posição é necessário para evitar, entre outras complicações, as feridas. Posicione o doente próximo de si, cruzando os seus braços por cima do peito e a perna mais próxima por cima da outra; se vai virar o doente para o outro lado, mantenha-se do mesmo lado da cama; se o quiser virar na sua direcção, vá para o lado oposto; coloque uma mão no seu ombro e outra na anca, fazendo-o rolar na sua direcção ou afastando-o de si; verifique se está bem posicionado e acomode-o com almofadas.

7.Dar banho a um acamado é muito importante: para além dos cuidados higiénicos essenciais, proporciona uma sensação de bem-estar e de relaxamento. A si, permite-lhe avaliar o estado da pele da pessoa, aplicar um creme hidratante e ministrar pequenas massagens que activam a circulação.

Para começar, puxe os lençóis para trás, ajude o doente a despir-se e coloque-o junto de si, num dos lados da cama;
Utilize uma toalha para o tapar e outra para o secar;
Peça ao doente para testar a água e inicie o banho com recurso a uma luva própria: comece pela cara, mas não utilize sabonete nesta zona;
Passe para a zona do peito, lave, passe por água e seque;
Estenda os seus braços (um de cada vez) e coloque uma toalha debaixo do mesmo para o elevar. Enquanto repete todo o processo, deixe-o imergir as mãos no recipiente para lavar as unhas;
Tape o peito com a toalha e repita o processo na zona abdominal;
Se houver necessidade, pode trocar a água do recipiente;
Utilizando a mesma técnica com a toalha, lave e seque as pernas, imergindo também os pés no recipiente;
Troque novamente a água;
Posicione o acamado de lado e cubra o restante corpo enquanto lava as costas, nádegas e ancas;
Por fim, vista o acamado.

8.Os mesmos cuidados devem ser seguidos no que toca à higiene oral, a lavar o cabelo, a fazer a barba e ao tratamento das unhas (mãos e pés).

9.As feridas são comuns nos acamados, por isso, quando surgem, é necessário tratá-las imediatamente para prevenir infecções. As feridas devem ser bem limpas com água e sabão ou uma solução anti-séptica, seguida da aplicação de uma pomada antibiótica e depois tapadas com gaze esterilizada. Se, após uma semana, a ferida não estiver cicatrizada, se a zona adjacente estiver sensível, vermelha ou inchada ou se a pessoa se queixar de dores, consulte o seu médico.

10.Organizar e administrar correctamente os medicamentos da pessoa acamada é crucial. Para que não haja enganos em termos de dosagem e horários de toma, mantenha uma lista actualizada e utilize as caixas de distribuição de comprimidos como auxiliar.

11.Servir as refeições a uma pessoa acamada também exige cuidados próprios: posicione-a de forma adequada, ajude-a a lavar as mãos e estenda uma toalha no seu peito; opte por utilizar uma colher, que é mais segura, e uma pequena palhinha no copo, para que possa beber mais facilmente; alterne os alimentos sólidos com os líquidos e mantenha a sua boca sempre limpa. No final, lave-lhe as mãos, a cara e os dentes.

12.Para os momentos normalmente relacionados com as idas à casa de banho, pode assistir o acamado com o auxílio de uma arrastadeira.
Coloque umas luvas e aqueça a arrastadeira;
Ajude a pessoa a posicionar-se correctamente – com os joelhos flectidos e os pés pousados na cama, eleve as ancas e coloque a arrastadeira, ajudando a pessoa a sentar-se;
Se não for possível, vire a pessoa de lado, coloque a arrastadeira na posição correcta e volte a virar o acamado;
Cubra o acamado, coloque o papel higiénico à sua beira e, se possível, ausente-se, dando à pessoa alguma privacidade;
Se for necessário, ajude o acamado a limpar e a lavar-se;
Lave e desinfecte a arrastadeira;
Deite fora as luvas que utilizou.

13.Para limitar a propagação de bactérias e de infecções, deve lavar as mãos antes e depois de lidar com pessoas acamadas.

14.Enquanto estiver a cuidar, a alimentar, a dar banho ou a mudar o acamado de posição, é importante falar continuamente com ele, explicando o que está a fazer e o porquê. Desta forma, consegue tranquilizá-lo e obter a sua colaboração, o que acaba por facilitar todos os movimentos. Nunca apresse um doente acamado, respeite o seu próprio ritmo. Tente motivar a pessoa para fazer o máximo que pode sozinha.

Problemas intestinais

Sabia que o Intestino é um órgão cujo bom funcionamento pode influenciar em muito o nosso bem estar ? Aprenda a evitar os gases, as cólicas e a prisão de ventre.
O intestino é uma das razões mais frequentes das visitas médicas. Pela sua extensão, enervação abundante e exposição a alimentos e tóxicos, é uma órgão cujo bom funcionamento muito pode influenciar o nosso bem estar.
Não é raro conhecer pessoas com queixas de dores de barriga desde infância que foram rotuladas de nervosas e assim cresceram moldando-se àquele rótulo e assumindo mesmo o carácter de “stressado”. No entanto, apenas sofriam de intolerâncias alimentares e as dores traduziam mal estar e não nervosismo. Até à pouco tempo dizíamos aos que sofriam de gases:“Isso não é nada, são só gases e nervos”!
Mas, o intestino, encaixado entre o diafragma e os órgãos pélvicos pode criar dificuldades respiratórias, arritmias, irritabilidade urinária para alem das queixas próprias do órgão.

Queixas frequentes

Cólicas, gases e prisão de ventre são, talvez, as queixas mais frequentes no que diz respeito ao funcionamento do intestino. As cólicas recorrentes são na maior parte das vezes causadas por gases, embora outras causas tenham que ser excluídas. A primeira característica importante é saber se são recentes e se são acompanhadas por outros sintomas como a febre, diarreia, vómitos e emagrecimento. Uma dor abdominal aguda deve ser sempre avaliada por história clínica e palpação abdominal. É com as mãos que percebemos o abdómen. Outros exames, como análises, radiografias, ecografias, TAC e colonoscopia são posteriormente aconselhados conforme a avaliação do médico.

Teoricamente deveríamos todos, aos 50 anos (excepto casos familiares onde o rastreio se faz mais cedo), fazer a primeira colonoscopia para despiste do cancro do cólon cujos sintomas podem ser muito tardios e a detecção precoce oferece cura. Os gases causam dores, dificuldade respiratória ao empurrar o diafragma para cima, arritmias pela mesma razão, irritação da bexiga porque ambos os órgãos têm que partilhar o mesmo espaço anatómico e embaraço social.
Ter muitos gases não é normal. Há muitos factores que contribuem para gases: padrões de reactividade nervosa do intestino, tipo de alimentos, intolerâncias alimentares, stress, flora intestinal alterada, falta de exercício, medicamentos e tendência genética. À cabeça, os alimentos que mais causam gases em pessoas sensíveis são os lácteos (leite, iogurte, queijo fresco e mesmo o requeijão), o trigo (pão), as leguminosas (feijão de várias qualidades), algumas frutas mais do que outras (maçãs, peras, pêssegos) e dos legumes algumas couves, alcachofras e certas raízes. Se tem muitos gases procure ajuda. O intestino é muito importante para a sua saúde, é através da mucosa intestinal que absorvemos todos os nutrientes de que necessitamos para o constante processo de renovação do nosso corpo.

A prisão de ventre provoca grande desconforto, a barriga tende a ficar inchada e as fezes mal cheirosa por putrefacção. Mais uma vez, é necessário distinguir se é uma queixa crónica ou recente. Uma regra simples é a de que qualquer alteração recente dos hábitos intestinais deve ser investigada pelo médico. Se não houver razão funcional o intestino tem que ser investigado. Mas mais frequente é a pessoa que “sempre sofreu de prisão de ventre”. Na maioria da vezes, na história clínica, encontram-se maus hábitos alimentares (dieta pobre em fibra, excesso de lácteos ou trigo), sedentarismo, stress e medicamentos como causas da obstipação.
Nos últimos anos, fizeram-se imensos progressos na compreensão de alguns destes problemas. Mais, também se compreendeu a ligação fundamental entre a saúde do intestino e o nosso sistema imune . Já mais conhecida era a função fundamental de absorção dos nutrientes. Não ignore as queixas intestinais este órgão pode influenciar toda a sua saúde.

Fonte "Idade Maior"

terça-feira, 4 de maio de 2010

Fique a saber de alguns dos seus direitos com o cidadão sénior...

Vou deixar hoje aqui alguns dos direitos de que pode usufruir.

Quem tem direito ao complemento solidário para idosos?


O reconhecimento do direito ao complemento solidário para idosos depende de o requerente satisfazer, cumulativamente, as seguintes condições:

Ter idade igual ou superior a 65 anos;
Residir em território nacional, pelo menos, nos seis anos imediatamente anteriores à data da apresentação do requerimento da prestação;
Possuir recursos de montante inferior ao valor de referência do complemento fixado em 5.022 euros/ano.

Quais são os benefícios adicionais de saúde?

Participação financeira em 50% da parcela do preço dos medicamentos não comparticipada pelo Estado;
Participação financeira em 75% da despesa na aquisição de óculos e lentes até ao limite de 100 euros, por cada período de dois anos;
Participação financeira em 75% da despesa na aquisição e reparação de próteses dentárias removíveis até ao limite de 250 euros, por cada período de três anos.
Estes benefícios, a efectuar por reembolso, incidem apenas sobre a parcela não comparticipada ou reembolsada.

O que fazer para usufruir da participação financeira do Estado?

Os idosos devem apresentar no centro de saúde onde estão inscritos, pessoalmente ou por representante portador de cartão do utente, documento válido comprovativo da situação de beneficiário do complemento solidário para idosos, emitido pelo Instituto da Segurança Social, IP. O documento deve ser apresentado apenas na primeira vez em que o beneficiário do complemento solidário pretenda usufruir dos benefícios adicionais de saúde.


Quais são as obrigações dos beneficiários?

Os beneficiários devem apresentar, no centro de saúde onde estão inscritos, os seguintes documentos:
Cópia da receita médica e da respectiva factura;
As facturas discriminadas comprovativas da despesa e respectiva quitação;
Os documentos de prescrição de óculos e lentes oculares.
Para efeitos de reembolso, os documentos comprovativos da despesa efectuada devem ser entregues no prazo de 180 dias contados a partir da data da emissão do recibo.


Como se processa a participação financeira?

Compete ao director do centro de saúde, ou a quem por este for designado, verificar a conformidade dos documentos comprovativos da despesa, bem como conferir que a despesa a reembolsar se circunscreve aos medicamentos comparticipados pelo Estado e verificar o cumprimento dos prazos estabelecidos.

Quando os documentos comprovativos da despesa não estejam em conformidade, o beneficiário do complemento solidário é informado, através de ofício, desta decisão. O beneficiário pode, no entanto, reclamar nos termos da lei geral.

Legislação:


Portaria 1547/2008, D.R n.º 252, Série I de 2008-12-31
Mnistérios das Finanças e da Administração Pública e do Trabalho e da Solidariedade Social
Actualiza o valor de referência bem como o montante do complemento solidário para idosos e revoga a Portaria n.º 209/2008, de 27 de Fevereiro

Portaria n.º 833/2007, D.R. n.º 149, Série I de 2007-08-03
Ministério da Saúde
Regula o procedimento do pagamento das participações financeiras dos benefícios adicionais criados pelo Decreto-Lei n.º 252/2007, de 5 de Julho, que cria um regime de benefícios adicionais de saúde para os beneficiários do complemento solidário instituído pelo Decreto-Lei n.º 232/2005, de 29 de Dezembro

Decreto-Lei n.º 252/2007, D.R. n.º 128, Série I de 2007-07-05
Ministério da Saúde
Cria um regime de benefícios adicionais de saúde para os beneficiários do complemento solidário instituído pelo Decreto-Lei n.º 232/2005, de 29 de Dezembro


Decreto-Lei n.º 232/2005, D.R. n.º 249 Série I-A de 2005-12-29
Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social
Cria o complemento solidário para idosos


Fonte "Portal da Saúde"