Quero mostrar que esta fase também pode e deve ser bonita, saudável, activa e vivida com muita felicidade!!...

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Ganhe dez anos de vida


Sendo feliz e assim prevenindo futuras doenças. Saiba quais os resultados de vários estudos surpreendentes nesta área.

Parece ser do senso comum que ser feliz é benéfico para a nossa saúde mas, nos últimos anos, investigações da área da psicologia não chegaram a consenso quanto a esta questão até aqui tida como mais do que evidente. Alguns estudos confirmam a opinião geral, outros não descobrem efeitos directos e alguns até dão conta de efeitos negativos da felicidade na nossa saúde.

Um artigo recente publicado no Journal of Happiness Studies e assinado pelo professor Ruut Veenhoven da Universidade Erasmus, apresenta uma proposta de solução para esta questão. Ao rever os resultados de trinta outros estudos, descobriu que tanto os resultados neutros como os negativos quanto aos efeitos da felicidade na saúde remetem para estudos sobre pessoas que, à data, estavam doentes.
Em comparação, estudos sobre pessoas que estavam de boa saúde na altura do inquérito têm como resultado uma correlação directa: mais feliz, logo mais saudável. Daí que Veenhoven conclua que, embora a felicidade talvez não tenha um efeito benéfico na saúde daqueles que estão doentes, ajuda, com toda a certeza, a prevenir a doença naqueles que estão de boa saúde.

Aliás, um estudo muito particular (e até surpreendente) que teve por objecto de análise freiras, descobriu que todas as que tinham tido um início de vida mais mais feliz, viveram dez anos mais do que as que foram infelizes na juventude.

Mais: um outro estudo que analisou 660 habitantes do estado americano de Ohio, concluiu que níveis altos de felicidade traduzem-se, em média, por mais sete anos e meio de vida.



Como ser feliz

O que é a felicidade e o que é que nos faz feliz é algo de muito pessoal e variável, mesmo em termos culturais. No entanto, existem certos princípios gerais que começam a emergir na área da chamada psicologia positiva, princípios esses que iremos abordar nos próximos artigos. Por exemplo, a felicidade sustentável, a sabedoria de Confúcio ou os perigos do materialismo.



Fonte: "PsyBlog"

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Cuidar dos nossos idosos em casa

As famílias que cuidam de idosos em casa estão a tornar-se cada vez mais: sejam pais, avós, bisavós, familiares ou amigos próximos, a opção de trazer um idoso para casa ganha muitas vezes a
à de querer instalá-los num lar. No entanto, cuidar de idosos em casa é um passo gigante, que deve ser dado com muita consciência, planeamento e boa vontade.

Ponderar & Decidir

Tomar a decisão de cuidar de idosos em casa não deve ser feita de forma espontânea, nem de ânimo leve – cuidar de um idoso, esteja ele doente, acamado ou em perfeita saúde, é uma grande responsabilidade. Antes de tomar a decisão de cuidar de um idoso em casa, coloque a si e à sua família as seguintes questões:

A sua família está preparada para receber um novo elemento em casa?
Como reagiu o seu parceiro(a)?
Tem crianças muito pequenas em casa? Os seus filhos ainda necessitam de muita atenção?
É possível conciliar a sua vida profissional com o papel de prestador de cuidados?
Tem flexibilidade no trabalho, no caso de surgir alguma emergência ou quando tiver de ir ao médico com o idoso, por exemplo?
Tem a possibilidade de trabalhar em casa?
O idoso pode ficar sozinho em casa enquanto vai trabalhar?
Terá de contratar alguém para estar com o idoso durante o dia?
Em termos financeiros, é possível suportar a ida do idoso para a sua casa? O idoso tem recursos financeiros? Pode contribuir?
Tem espaço suficiente em casa para receber e cuidar do idoso?
A casa é segura para o idoso?
Terá de fazer algum tipo de adaptação na casa? Comprar mobiliário/equipamento novo?
Está preparado para tratar da higiene pessoal do idoso?
Muitos idosos precisam de ser apoiados, carregados e levados de um lado para o outro – está fisicamente preparado para isso?
Se o idoso tem alguma doença, será que é capaz de lidar com isso diariamente?
Está preparado para abdicar do seu tempo livre ou parte do mesmo para cuidar do idoso?
Tem um círculo de apoio de familiares e amigos que já se disponibilizaram para ajudar ou está sozinho nesta tarefa?
A família está emocionalmente preparada e é emocionalmente forte para lidar com um idoso e os cuidados que este exige ou já têm muitos problemas que vos ocupem?
Está preparado para assistir ao envelhecimento e, eventualmente, à morte do idoso?
O idoso não estaria melhor num lar de idosos?

Parecem muitas questões e dúvidas mas para o seu bem estar e principalmente do idoso, é necessário reflectir bem.

Planear & Preparar

Tomada a decisão de cuidar de um idoso em casa, segue-se a fase de planeamento e de preparação que requer uma reflexão igualmente responsável e ponderada. Estas são algumas dicas que deve ter em consideração se vai passar a cuidar de um idoso em casa:

Assegurar que todas as divisões da casa, incluindo escadas e corredores, estejam bem iluminadas.
Instalar interruptores iluminados, que são mais fáceis de localizar durante a noite; ou então instalar luzes de presença em toda a casa.
Assegurar que a cadeira utilizada pelo idoso é suficientemente alta e que esteja equipada com apoios para os braços.
Colocar barras de apoio na cama para facilitar o deitar e o levantar ou, em alternativa, adquirir uma cama mais baixa.
Adquirir uma cama articulada ou outro tipo de mobiliário/equipamento adequado ao idoso.
Colocar uma poltrona no quarto, para que o idoso se possa sentar na hora de se vestir e calçar.
Colocar barras de apoio nos duches/banheiros e ao lado das sanitas; ou optar por instalar uma sanita mais alta.
Instalar um chuveiro flexível e uma cadeira de banho para facilitar os duches.
Colocar um tapete antiderrapante na banheira/duche.
Comprar uma arrastadeira para os idosos terem no quarto durante a noite.
Substituir as maçanetas redondas por maçanetas horizontais que torna mais fácil abrir e fechar portas.
No caso de o idoso deslocar-se numa cadeira de rodas, instalar rampas de acesso.
Instalar um corrimão em todas as escadas da casa.
Remover tapetes escorregadios ou protegê-los com um antiderrapante.
Organizar ou retirar mobiliário de forma a criar um espaço de fácil circulação para o idoso.
Esconder ou remover fios suspensos, muito compridos ou atravessados no chão.
Evitar ter muitos espelhos porque os reflexos podem facilmente assustar ou confundir alguns idosos.
Tudo o que estiver guardado em armários e que os idosos possam precisar, deve ser colocado em prateleiras baixas e de fácil acesso – isto aplica-se à cozinha, casa de banho, quarto e qualquer outra divisão habitualmente utilizada pelo idoso.
Organizar o guarda-roupa do idoso, agrupando o vestuário por tipo – camisas, camisolas, calças, saias, vestidos…
Substituir os relógios tradicionais por relógios digitais; substituir os comandos e pelo menos um telefone por modelos com teclas maiores e de fácil manuseamento.

Cuidar & Amar

Com a casa pronta para receber o idoso com segurança e conforto, seguem-se os cuidados diários que, para além de incluírem o tratamento da sua roupa, uma alimentação saudável, a administração correta dos medicamentos e o acompanhamento ao médico, é importante mostrar o carinho e o amor que tem pelo idoso de outras formas, incentivando-o a viver uma vida o mais ativa e plena possível. Algumas ideias para cuidar de um idoso diariamente incluem:


Incentivar o idoso a ter uma vida social, para encontrar-se com o seu grupo de amigos frequentemente, por exemplo.

Organizar atividades a dois ou com toda a família, que envolvem o idoso – pode ser um passeio à praia, uma sessão de cinema ou almoçar fora.

Inscrever o idoso num centro de convívio ou universidade sénior, onde existam atividades do seu interesse.

Motivar o idoso para ir ao cabeleireiro/barbeiro regularmente.

Incentivar o idoso a praticar exercício físico.

Guardar algum tempo para conversar diariamente com o idoso.


Manter o idoso a par de tudo aquilo que se passa em casa, com a família mais chegada e até a mais afastada.


Possibilitar que o idoso leia os livros/jornais/revistas que sempre apreciou; que ouça o seu tipo de música preferida; que assista aos seus programas televisivos favoritos.


Disponibilizar-se para levar o idoso às compras ou a qualquer outro local que possa precisar ou onde lhe apeteça ir.


Certificar que os óculos, o aparelho auditivo ou qualquer outro equipamento de auxílio do idoso estão de acordo com as suas necessidades atuais.


Incentivar o idoso a manter, dentro dos possíveis, a sua própria independência.

Fonte "Cuidamos"

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Porque nunca é demais lembrar...

Tenha um Envelhecimento Activo


O envelhecimento activo é um aspecto central, devendo ser promovido quer a nível individual, quer a nível colectivo.



Individualmente, o envelhecimento activo pode ser entendido como o conjunto de atitudes e acções que podemos ter no sentido de prevenir ou adiar as dificuldades associadas ao envelhecimento. As alterações físicas e intelectuais que ocorrem com o envelhecimento variam de pessoa para pessoa e dependem das características genéticas e hábitos tidos durante a vida. É sempre oportuno salientar a alimentação saudável, a prática adequada de desporto, uma boa hidratação, repouso e exposição moderada ao sol, não esquecendo as consultas de seguimento do médico assistente. O bem-estar psíquico e intelectual (memória, raciocínio, boa disposição) − fundamentais no envelhecimento activo e saudável − também de protegem e promovem com cuidados permanentes: leitura regular, participação activa na discussão dos assuntos do quotidiano, realização de jogos que estimulam raciocínio, manutenção de actividades dentro e fora de casa (passeios, visitas, voluntariado…), participação em tarefas de grupo ou eventos de associativismo, entre outros.

Em vários países da Europa (Espanha, Holanda, Reino Unido, Suécia, entre outros) estas orientações têm sido implementadas, com particular relevo de programas de natureza inter-geracional. Também em Portugal é defendida a importância destas iniciativas, sendo que as escolas têm um papel importante a este nível. Há investigadores nacionais que defendem até a necessidade de “educar para a velhice” desde as idades mais precoces. Com efeito, na abordagem da terceira idade, o encontro e convivência das várias gerações através de eventos comemorativos de datas especiais, envolvimento no processo de pesquisa sobre as tradições, costumes, depoimentos de memórias, transmissão de conhecimentos práticos (gastronomia, artesanato, profissões em vias de extinção, saberes agrícolas…). Acima de tudo, há que assumir e transmitir que a pessoa idosa têm uma vida de trabalho, experiência e sabedoria, que não pode ser negligenciado e desperdiçado, em benefício da própria sociedade. Por outro lado, educam-se os mais jovens para os afectos e valores de respeito, dignidade, solidariedade e responsabilidade para com os mais vulneráveis. Um dia, também eles serão pessoas idosas − necessariamente diferentes! − mas sempre iguais no valor de pessoa humana.


Fonte "Portal Saúde Pública"

domingo, 6 de junho de 2010

Papéis invertidos

Depois de uma certa idade, os nossos pais ficam frágeis e precisam de carinho e atenção. Saiba como retribuir os cuidados que recebeu.

Com o passar dos anos, a relação familiar entre pais e filhos inverte-se e os pais que durante tanto tempo cuidaram dos filhos e da casa, ficam frágeis e passam a ser eles a precisar de cuidados, carinho e atenção. No entanto, com a crescente exigência profissional dos dias de hoje, tornou-se cada vez mais difícil dar atenção aos idosos, seja por falta de tempo ou de organização.

Mas com um pouco de planeamento é sempre possível, mesmo para quem tenha uma agenda muito preenchida, programar vários momentos de qualidade com os membros mais idosos da família.

Coloque no seu calendário

Procure dedicar algum algumas horas semanais aos familiares idosos e, sempre que possível, com regularidade. Aliás, o melhor é estabelecer um dia da semana para almoçar ou jantar, mas sem nunca confundir quantidade com qualidade. Eles podem valorizar muito mais um almoço todas as semanas do que 15 dias de férias por ano. O facto de aumentar o tempo que passa com eles e, inclusivamente, estipular um dia certo, passa a mensagem que se preocupa e aprecia a sua companhia.

Atenção vs Ajuda

Para se preservarem e protegerem, os idosos tendem a mostrar-se irritados e a desviarem com sarcasmo e de forma brusca, comentários e perguntas sobre a capacidade de cuidarem de si próprios. É perfeitamente aceitável que tente obter informações sobre o seu bem-estar, com sinceridade e cordialidade, mas nunca assuma que eles deixaram de ser autónomos a menos que os mesmos lhe digam isso.

Ofereça-se para limpar a casa ou preparar uma refeição, se assim o precisarem ou necessitare, mas o mais provável é que valorizem mais a a atenção e presença do que ajuda.


Férias em conjunto

Tente programar umas férias em conjunto; não têm de ser dispendiosas, num sítio especial ou muito prolongadas. O mais importante é poderem passar algum tempo em família, daí que um fim-de-semana prolongado seja mais do que suficiente. Aliás, a própria viagem, preferencialmente de carro, é metade da diversão. Aproveite o momento para contar piadas e ficar a par dos últimos acontecimentos familiares.


Aprender um passatempo novo

Durante as suas visitas aproveite para realizar algumas actividades em conjunto tal como aprender uma nova habilidade culinária ou aprender as manhas num jogo de tabuleiro, de cartas, etc.


Recordar é viver

Folhear os tradicionais álbuns de fotografia é sempre uma garantia uma boa e longa conversa sobre a história da família e o significado de cada momento captado pela máquina. Memórias, experiências e recordações que sabe bem partilhar.

Fonte "Idade Maior"