Quero mostrar que esta fase também pode e deve ser bonita, saudável, activa e vivida com muita felicidade!!...

sábado, 11 de dezembro de 2010

Como cuidar da higiene de um idoso

A higiene é um dos fatores mais importantes para o asseio, conforto e qualidade de vida de uma pessoa. No caso de um idoso, uma ida à casa de banho/banheiro pode ser uma dificuldade enorme, no entanto, nunca deve estar comprometida e deve ser feita regularmente. Saiba como cuidar da higiene de um idoso e garanta-lhe o bem-estar necessário para a obtenção de uma vida saudável.


Em muitos casos, com o avançar da idade, o idoso deixa de ter forças e a capacidade para cuidar de si e da sua própria higiene. Para que isso não aconteça, é necessário ajudar a cuidar de um idoso, de modo a que ele se consiga aproximar e relacionar com outras pessoas e tenha uma boa vida. Para cuidar corretamente da higiene de um idoso, deve cumprir com os requisitos seguintes:

O banho do idoso

O banho é um dos aspetos de limpeza mais importantes no cuidar da higiene de um idoso, uma vez que um bom banho evita as irritações de pele e previne o corpo contra o aparecimento de infeções futuras.
No final do banho, é aconselhável a colocação de cremes hidratantes nos pés e nos braços para fortalecer e tornar a pele mais resistente.
Por norma, a casa de banho/banheiro comum é pouco funcional e a má conceção dos equipamentos balneares obriga à realização de esforços suplementares por parte do cuidador e do próprio idoso. Para que o banho não se revele um tormento, o ideal seria adaptar a casa de banho/banheiro às necessidades e à condição do idoso, assim o banho estaria sempre assegurado e sem qualquer esforço adicional.

A localização da sanita e do lavatório

Ao cuidar de um idoso deve ter em atenção onde estão situados a sanita e o lavatório, pois estes são elementos fundamentais para a satisfação das necessidades básicas de um idoso.

A sanita
A posição baixa em que a sanita se encontra é uma dificuldade extraordinária para um idoso e pode conduzir a desequilíbrios físicos. Para que isso não aconteça, junto à sanita, devem existir barras de apoio bilaterais, caso contrário, o idoso precisará de ajuda para se conseguir pôr de novo em pé.

O lavatório
O lavatório é também um dos elementos centrais numa casa de banho/banheiro, pois permite que um idoso faça a sua higiene oral. Ele deve estar embutido na parede para que o idoso se apoie sem correr o risco de cair.

Por outro lado, deve estar atento ao estado das torneiras do lavatório e verificar se elas são as mais adequadas para a condição do idoso. Por exemplo, se a pessoa sofre de artrite reumatoide, terá grandes dificuldades em conseguir abrir e fechar uma torneira de água e até mesmo pegar no sabonete para lavar as mãos.
O cuidador deve ter em atenção todos estes fatores que condicionam a ação dos idosos e deve descobrir novas estratégias que garantam a sua autonomia e independência.

Higiene oral

A manutenção da saúde oral é de extrema importância para a saúde geral de um idoso. Uma está relacionada com a outra e o segredo para que as duas estejam em sintonia passa por uma boa alimentação e pela visita regular ao dentista.
A aplicação do flúor é muito importante na prevenção das cáries e na proteção dos dentes. A limpeza da boca é assim fundamental para todos os idosos, inclusive para os que utilizam placa dentária, pois podem estar mal instaladas, o que faz com que o resto dos alimentos permaneça indevidamente no espaço que se encontra em torno da mesma.


O vestuário

A forma como um idoso se veste diz muito sobre a maneira como se trata e sobre a sua higiene pessoal. Muitas vezes, os idosos têm dificuldade em levantar os braços, em dobrar-se ou inclinar-se, mas isso não quer dizer que sejam desleixados na sua maneira de vestir. A melhor opção passa por selecionar roupas mais largas, mais práticas e mais confortáveis para a prossecução das suas atividades e exercícios diários.

O conforto que o vestuário proporciona pode ser dividido em três categorias distintas:

1.O conforto físico: Refere-se à utilização de roupas que protegem um determinado indivíduo da humidade, do calor, do frio e ajuda-o a sentir-se fisicamente confortável e seguro;

2.O conforto psicológico: O vestuário é uma forma de identificação pessoal e espelha um traço da personalidade de um indivíduo. O conforto psicológico do vestuário está associado ao bem-estar de um indivíduo e à forma como se apresenta perante a sociedade, podendo elevar a sua autoestima e autoconfiança.

3.O conforto social: Uma pessoa sente-se confortável ou desconfortável ao utilizar um determinado tipo de roupa num determinado evento ou acontecimento social. É normal que uma pessoa queira deixar uma boa impressão através do vestuário que utiliza e os idosos não são exceção.

Algumas dicas a ter em conta na casa de banho/banheiro de um idoso

Opte pela colocação de portas de correr, assim o acesso à casa de banho/banheiro é mais prático;

Privilegie o espaço da sua casa de banho/banheiro. Caso exista a necessidade de retirar um móvel, deve-o fazer para obter um espaço mais funcional e alargado;

Certifique-se que as toalhas, o sabonete, a esponja e o champô estão guardados em locais de fácil acesso;

Instale aparelhos de emergência que estejam situados em locais de fácil acesso como, por exemplo, um intercomunicador. Este tipo de aparelhos garante uma maior segurança ao idoso;

Ilumine as paredes se estas forem coloridas;

Armazene na casa de banho/banheiro uma quantidade mínima de roupas e coloque-as num local de fácil acesso;

Suavize todos os cantos para reduzir as hipóteses de ferimentos resultantes de uma queda;

Utilize sabonetes líquidos para lavar as mãos, pois estes são mais práticos do que as barras de sabão;

Coloque barras de apoio para ajudar um idoso a movimentar-se e reforce as saboneteiras e o corrimão das toalhas para que eles possam atuar como suporte;

Disponha os acessórios para o banho num local de fácil acesso. Essa é uma maneira de garantir uma certa independência e autonomia ao banho de uma pessoa idosa.

Fonte: Cuidamos

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Dar vida aos anos

Envelhecer não significa que a vida perca importância ou valor. Muito pelo contrário! Saiba aqui como é que a vida pós-reforma pode ser uma oportunidade única de libertação e renovação pessoal.

PARA O MUNDO OCIDENTAL, a reforma é um entre muitos aspectos sociais que demarcam uma mudança radical na vida do sujeito, determinando, pelo menos de forma simbólica, o início da vivência da designada velhice. No entanto, é cada vez mais frequente a abordagem da reforma como um acontecimento que implica uma transição, envolvendo inúmeras mudanças. O sucesso desta transição dependerá fundamentalmente da qualidade da reorganização da vida pessoal, no sentido de uma manutenção, senão mesmo optimização, de um bem-estar físico e psicológico.

O momento da reforma é, para muitos, uma ocasião em que o indivíduo se encontra particularmente susceptível a alterações nas suas vivências psicológicas, sendo um período propício à redescoberta identitária no confronto da ausência de um emprego a tempo inteiro. Para a generalidade dos reformados, esta fase não assinala somente o fim de uma actividade profissional. De facto, esta fase poderá ser, por um lado, um período de libertação e renovação (através de um novo ritmo de vida, espaço e tempo para maior investimento pessoal e social, estabelecimento de novos objectivos de vida, privilégio das relações familiares, mudança de residência, adopção de novos ofícios, etc.). Mas pode também ser um momento de sofrimento, de ruptura ou de perda, seja de objectivos, de prestígio, de amigos, de capacidade financeira, de utilidade ou de enquadramento face à sociedade.

Apresentamos algumas sugestões que se têm revelado bem sucedidas para uma transição serena e positiva para o período de pós-reforma.

Ocupação dos tempos livres
Traçar um plano para ocupar o tempo que outrora era empregue em compromissos profissionais poderá ser um dos passos mais importantes para evitar a monotonia e a passividade. Há que aproveitar a tão desejada fase em que nós próprios somos os responsáveis pelo traçar das nossas obrigações, quando e como quisermos! A selecção das actividades a desenvolver é então uma das decisões a tomar, sendo que estas escolhas irão condicionar o ritmo de vida e, em última instância, serão um motivo para sair de casa.



Implementação de actividades de lazer
A investigação documenta que as actividades de lazer em que um indivíduo se empenha têm um efeito positivo no seu bem-estar. O lazer confere identidade e estatuto social e também estrutura o tempo disponível do indivíduo, dando azo a importantes contactos sociais. Actividades como o voluntariado, o desporto ou a participação em actividades promovidas pela sociedade são óptimas opções para investir o tempo em prol de si mesmo e/ou dos outros. As próprias actividades domésticas - cozinhar, jardinar, fazer bricolage, (re)decorar interiores, fazer actividades manuais e cuidar dos netos podem adquirir outro significado e encanto. Também os passeios e as viagens são uma excelente opção para ocupar o tempo de forma enriquecedora, havendo hoje em dia uma vasta oferta de programas para turismo sénior.



Investimento na aprendizagem
Deveríamos cultivar a aprendizagem ao longo de toda a vida. Reconhecer que nem tudo são perdas e que há capacidades que se podem melhorar ou pelo menos manter durante o processo de envelhecimento, torna-se relevante para que o indivíduo se sinta útil, tenha prazer no desempenho das suas actividades e procure situações em que possa ser estimulado. As chamadas "universidades da terceira idade" têm-se revelado excelentes oportunidades de convívio social, aprendizagem e treino em competências específicas específicas (nomeadamente, na manutenção do exercício mental). Através delas, combate-se o isolamento, permitindo colaborações e entreajudas entre pessoas em situações semelhantes.


Estabelecimento de metas a atingir
É importante estabelecer objectivos que de alguma forma tragam sentido à vida quotidiana. A decisão sobre como usar o tempo para se manter ocupado é de maior importância aquando da transição para a reforma. A abundância de tempo livre só ganhará algum significado se aprender a cuidar das actividades que pretende desenvolver: "O que quero fazer nos próximos anos? O que posso fazer agora que não me era possível quando trabalhava? Que projectos realizar e como os levar a cabo? Os meus interesses são solitários ou preciso dos outros para me sentir bem? Quero uma ocupação a tempo inteiro ou uma horas por semana serão suficientes? Implicará gastos financeiros ou não?". Tem-se verificado que a satisfação com a vida e a felicidade tendem a aumentar quando estas metas são congruentes entre si, se coadunam com as motivações e necessidades próprias, quando são viáveis e realistas e quando permitem ao sujeito dar-se conta de que está a fazer progressos. A percepção de que se tem um papel mais ou menos relevante a desempenhar junto dos outros pode constituir-se como um objectivo de vida em si, ficando a agradável sensação de que se dispõe de um certo controlo sobre a própria vida. Ter por que viver e para quem viver são condições necessárias ao bem-estar e, por conseguinte, à saúde mental!



Atitude de aceitação e valorização pessoal
Acreditar nas capacidades pessoais, ter auto-determinação e fazer uma avaliação positiva de si próprio é imprescindível para pôr em prática os objectivos desta nova fase da vida. Se, ao longo da vida, algumas capacidades podem ficar ligeiramente diminuídas, outras tornam-se verdadeiras mais-valias que podem e devem ajudar a pessoa reformada a sentir-se valorizada. Importa referir que o crescente conhecimento integrado acerca do sentido da vida apenas está ao alcance de quem tem uma longa e reflectida experiência de vida - a tão conhecida sabedoria. Para além do conhecimento acumulado, é de destacar a capacidade madura de avaliação e julgamento, a tolerância e a própria estabilidade e solidez de personalidade.



Manutenção de um funcionamento activo nas actividades diárias
A ligação entre a saúde e actividades físicas e mentais é um aspecto decisivo ao longo da vida e, em particular, durante o envelhecimento. A estimulação da actividade intelectual pode passar por criar desafios para si próprio, manter interesses culturais, não abandonar hábitos de leitura, continuar a fazer uma boa gestão financeira e investir na gestão do tempo. Quanto à actividade física, crie rituais como a elementar caminhada ou outras actividades de intensidade ligeira, como andar de bicicleta. Uma sugestão simples é a de se juntar com pessoas da sua rede familiar ou extra-familiar, para a prática de exercício físico no dia-a-dia. Com uma atitude mais activa estará, com certeza, mais perto de um estado de saúde completo e de um bem-estar individual.



Empenho na vida
Adoptar actividades produtivas que constituam um prazer em si mesmas. A abertura para o crescimento pessoal é , em qualquer idade, essencial na disponibilidade que assumimos perante o aperfeiçoamento e enriquecimento pessoal e no desafio de novas experiências. É ainda importante estimular as relações sociais, desenvolver laços significativos com o meio e desenvolver um comportamento cívico que se espera de qualquer cidadão.



Cuidado com a saúde
É indispensável adoptar hábitos de vida saudável, nos quais têm um papel fulcral a actividade física regular, a alimentação equilibrada, a estimulação das capacidades mentais e a vivência em sociedade.

Fonte: "Rituais de Vida Saudável"