Quero mostrar que esta fase também pode e deve ser bonita, saudável, activa e vivida com muita felicidade!!...

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

A Terceira idade e a depressão- COMO AJUDAR A COMBATER

Quando o idoso começa a demonstrar irritabilidade, ansiedade, isolamento, cansaço fora do comum, alterações no sono e no apetite estes podem na verdade ser sintomas que nos ajudam a reconhecer que o idoso está a entrar num  estado de depressão . Se essa alteração se torna cada vez mais frequente é preciso estar alerta ex: contínuo estado de tristeza ou melancolia.
Constata-se que a incidência de depressão é maior, devido ao fato de que o idoso muitas vezes está exposto a uma conjuntura propícia aos estados depressivos, como o abandono, a baixa auto-estima, a falta de atividade, a vivência do luto e a doença.

Não é possível atribuir à depressão  um único factor, mas sabe-se que ela age tanto na mente e nos estados emocionais, quanto no corpo. No físico, a depressão desencadeia o desequilíbrio na liberação de substâncias como a endorfina e a serotonina, que actuam na sensação de prazer e bem-estar físico. Já na mente, os estados depressivos podem levar à perda de memória e influenciar na lucidez dos idosos. O emocional, por sua vez, é o território no qual a depressão primeiramente se instala e dá sinais de tristeza, inquietação, medo, perturbação e desespero.
O quadro depressivo, como já foi dito, pode ser reconhecido através de estados reincidentes que tomam conta do idoso, sendo comum que haja o incómodo por pensamentos depreciativos e negativos que ocupam de forma incessante a mente e os sentimentos dos mais velhos. É por isso que o sucesso na cura da doença, em muitos casos, advém em grande parte do tratamento do lado psíquico e emocional dos pacientes, responsável por desencadear muitos dos estados nocivos característicos da depressão.
Sabe-se que, em busca da cura da depressão, não há somente uma solução, mas um conjunto de práticas, medidas e posturas que podem ajudar de forma complementar e conjunta no tratamento da doença.

Uma delas é o acompanhamento da família, essencial neste momento para que o idoso não se sinta desamparado e evolua em seu quadro depressivo. Além do acompanhamento médico, a busca de tratamento psicológico também pode ajudar, investigando as causas do estado depressivo no paciente idoso e indicando-lhe meios de ultrapassar seus obstáculos internos. Outra alternativa é a actividade física, passeios, jogos, ocupar-se com trabalhos manuais, viajar, ler, fazer trabalho de voluntariado, etc. Estas situações renovam a disposição e a alegria dos mais velhos que, ao entrar em contato com a natureza ou fazer parte de um grupo de atividades, também contribuem para que eles reencontrem a beleza e o prazer pela vida.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Alzheimer-Defenda o seu cérebro

Defenda o seu cérebroUma das principais especialistas portuguesas em doença de Alzheimer explica como lidar com este tipo de demência:

Ainda sem cura ou causa determinada, a doença de Alzheimer é responsável por mais de 50 por cento dos casos de demência em todo o mundo.
Pequenos esquecimentos, confusão, perdas de memória, alterações de personalidade transformam-se na perda das funções cognitivas, levando à dependência de terceiros para realizar as tarefas elementares.
O diagnóstico precoce é a melhor arma para travar a morte e a consequente atrofia das células cerebrais. A neurologista Belina Nunes deixou as respostas a que deve ter acesso para reagir ou ajudar alguém a lidar com a doença.

O que caracteriza a doença de Alzheimer?

Assiste-se a uma perda acentuada e acelerada de neurónios e das suas ligações, com marcada atrofia de áreas cerebrais importantes. É o tipo mais frequente de demência.
Trata-se de uma doença cerebral, crónica e progressiva, que atinge múltiplas funções superiores, sem alteração do estado de consciência e com impacto nas actividades de vida diárias.

Como se distingue a doença de Alzheimer das simples falhas de memória?

As falhas de memória, normais em estado de cansaço ou stress, deixam de o ser quando alguém começa a repetir a mesma pergunta várias vezes ao dia, a esquecer conversas mesmo quando recordado, a perder-se num local conhecido, a não recordar informações recentes (onde foi no dia anterior, por exemplo), a não conseguir lembrar os passos para executar uma tarefa comum, como cozinhar. Se se presenciar algumas destas situações, deve procurar-se apoio médico.

Quais são as causas?



Esta doença identifica-se no exame necrópsico do cérebro pela presença das placas senis e de feixes neurofibrilhares, embora não se saiba ainda os motivos pelos quais se acumulam e a partir de que limiar estas acumulações determinam o aparecimento dos sintomas e sinais da doença.

Existem factores de risco?

Existe o risco genético que se revela sob a forma esporádica (na qual não existe história familiar) e a doença de Alzheimer familiar, em que pelo menos um familiar de primeiro grau é atingido.
Outros factores de risco são o envelhecimento, ser do sexo feminino, ter baixa escolaridade, antecedentes de traumatismo craniano e factores de risco vascular (enfarte de miocárdio, hipertensão arterial, diabetes, dislipidemia).

O estilo de vida é uma condicionante?

Os estudos realizados revelam maior risco da doença em relação ao analfabetismo e baixa escolaridade e na presença de factores de risco vascular.
A existência do genótipo ApoE é um factor associado a um maior risco, mas nada podemos fazer de momento para minorar o seu impacto, ao contrário dos anteriores.

Qual é o principal mito em torno desta doença?

Embora a sua prevalência aumente à medida que envelhecemos, de valores de cerca de cinco por cento aos 65 anos para mais de 50 por cento acima dos 85 anos, não é sinónimo de envelhecimento e tem de ser distinguida das normais queixas de memória relacionadas com o envelhecimento saudável.

Que testes são usados no seu diagnóstico?
O primeiro passo é sempre uma consulta médica, de preferência especializada, pois o diagnóstico diferencial das queixas de memória é o passo inicial mais importante.
A depressão é, muitas vezes, a causa de disfunção da memória e o seu tratamento e orientação posterior diferem significativamente do tratamento e investigação da demência.
Os exames imagiológicos, em particular a ressonância magnética, são auxiliares do diagnóstico, assim como os testes cognitivos.
Exames gerais (análises, exames cardíacos...) servem para esclarecer as causas da síndrome demencial. Nos casos de doença de Alzheimer familiar, poderá ser importante a realização de testes genéticos.

Que tratamentos existem?

Actualmente, não há tratamentos curativos. Os fármacos existentes atenuam o curso, mas não impedem a progressão da doença.

Quando se deve procurar um médico?

Quando o doente ou a família têm dúvidas se as queixas de memória são indiciadoras de um problema mais sério do que o normal envelhecimento.O diagnóstico precoce da doença traz enormes vantagens para o doente e família, uma vez que os tratamentos são mais eficazes quando ainda existem células cerebrais suficientes sobre as quais os fármacos podem actuar.
Para além do tratamento precoce, os assuntos familiares, financeiros e profissionais poderão ser tratados com mais tempo.

Que avanços da medicina se podem esperar?

Está a ser desenvolvido um elevado número de fármacos (referência recente a cerca de 19 em fase II de ensaios), com mecanismos de acção e alvos terapêuticos diferentes.
A maioria destas substâncias encontra-se nas fases finais dos ensaios clínicos. Ainda é precoce termos uma noção dos seus benefícios, mas será de prever o aparecimento de avanços significativos na próxima década.

Fonte deste editorial: revista "Saber Viver"

Afecto trava Alzheimer

Cuidados conjugais retardam avanço da doença

De acordo com os resultados de um estudo realizado por investigadores da Utah State University, publicado recentemente no Journal of Gerontology e divulgado pela Reuters Health Information, os idosos com doença de Alzheimer que têm como cuidadores os seus cônjuges têm menor probabilidade de agravarem o seu quadro clínico.
Apurou-se que os idosos que sofrem desta doença neurodegenerativa e que são tratados pelo seu cônjuge revelam uma menor deterioriação cognitiva e física.
Os investigadores constataram que os benefícios protectores deste tipo de cuidados aumentam com a proximidade do relacionamento conjugal, pois reflecte um maior investimento socio-cognitivo e emocional do cônjuge cuidador na qualidade de vida do doente de Alzheimer, contribuindo para que este se sinta bem. Os resultados do estudo baseiam-se numa investigação que envolveu cinco mil doentes.

Fonte "Saude Sapo"

Voluntariado sénior

Voluntariado séniorOs benefícios das acções de voluntariado nesta fase da vida

São cada vez mais comuns os casos de reformas que precipitam estados de inactividade em pessoas que se encontram plenas de vitalidade e capacidades, têm tempo livre, conhecimentos, experiência e um bom estado de saúde.
Por isso mesmo, a participação em acções de voluntariado tem demonstrado apoiar a auto-estima dos seniores bem como potenciar outros benefícios:

- Favorece a saúde física e mental, e o bem-estar.
- Fomenta a auto-estima e o reconhecimento social.
- Promove e potencia novas relações de amizade.
- Permite ajudar em projectos de cariz social.
- Ajuda a prevenir situações de dependência.

Para saber mais, visite o site do Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado em www.voluntariado.pt


Fonte : "Saude Sapo"

Alzheimer e Parkinson: mais direitos na pensão de invalidez

Doentes de Alzheimer, Parkinson, portadores do HIV, paramiloidose familiar, esclerose múltipla e de foro oncológico, entre outros, têm, desde Janeiro de 2010, um regime especial de protecção no cálculo da pensão de invalidez.


Para ter acesso, bastam 3 anos de contribuições para a segurança social, seguidos ou não. O valor da pensão resulta da multiplicação de 3% da remuneração de referência pelo número de anos com descontos, até 80% daquela.
Para obter esta remuneração, divida por 42 tudo o que recebeu nos 3 melhores anos dos últimos 15. Exemplo: € 100 190 ÷ 42 = 2385,47 euros. Supondo que contribuiu 25 anos, multiplica aquele valor por 75% (ou seja, 3% × 25 anos), o que dá uma pensão de 1789,10 euros. Caso seja mais favorável, podem aplicar-se as fórmulas de cálculo das pensões do regime geral de segurança social.
Os doentes que necessitam de auxílio para as necessidades básicas têm direito ao complemento por dependência (€ 94,77 ou, se estiverem acamados, 170,58 euros). Quem nunca descontou recebe a pensão mínima relativa a uma carreira contributiva inferior a 15 anos: de € 246,36 em 2010.
Estas regras aplicam-se aos requerimentos de pensão que entraram desde o início do ano ou às pensões existentes, se o doente pedir. Para requerer, apresente o formulário preenchido, declaração de um médico especializado que comprove a doença ou dos serviços da segurança social, caso se trate de uma situação de incapacidade permanente ou de locomoção.


Fonte "DecoProteste"

sábado, 15 de janeiro de 2011

Saber comer depois dos 50 anos

Porque o metabolismo é outro e as necessidades alimentares também. E saber quais são os alimentos mais adequados é essencial para prevenir doenças e aumento de peso.

AS SUAS NECESSIDADES NUTRICIONAIS AOS 50 ANOS


O advento da menopausa traz uma série de mudanças à forma do seu corpo, a como se sente sobre si mesma e mesmo aos seus relacionamentos. Alguns dos sintomas que vai experimentar, como afrontamentos, sonolência e perdas de memória, podem ir do ligeiramente irritante ao debilitante.

O ferro torna-se menos importante quando param as menstruações, por isso, pode procurar fontes de proteína que não a carne vermelha. No entanto ainda precisa de muito cálcio para proteger os ossos.
Agora é a altura de aumentar as doses de antioxidantes para prevenir as doenças crónicas comuns na velhice, como doenças cardiovasculares e cancro. Bastantes fibras e água são essenciais para um intestino saudável daqui em diante.

ALIMENTOS IDEAIS PARA SI

Pão de soja e linho: Ambos contêm altos níveis de fitoestrogénios, que alguns estudos sugerem que podem ajudar ao equilíbrio hormonal e mitigar alguns dos sintomas da menopausa.
Lentilhas: Juntamente com outras proteínas vegetais, ajudam a regular as hormonas.
Tofu: Está demonstrado ter um efeito positivo na densidade óssea.
Vegetais frescos: Ricos em fibras naturais, previnem o depósito de gordura em volta do estômago.
Melancia: Ou outros frutos ricos em água, que ajuda a manter a hidratação natural do corpo.

ERROS A EVITAR

• Comer demais. O peso aumenta 1kg cada ano depois dos 30, se comer as mesmas porções; por isso, a quantidade de comida começa a ser crítica agora.

• Mordiscar bolos e biscoitos em cada reunião ou ocasião social a que vai. Faça cada trinca contar nutricionalmente.

• Beber demasiado café ou vinho tinto. Estes podem piorar as insónias, ansiedade e depressões que possa estar a experimentar.

• Comer demasiada comida condimentada. O picante pode exacerbar os afrontamentos.


AS SUAS NECESSIDADES NUTRICIONAIS DEPOIS DOS 60

É um facto infeliz que, quanto mais velha for, maior a probabilidade de desenvolver uma doença crónica. Doenças cardiovasculares, hipertensão, diabetes, artrite e várias outras são comuns neste grupo etário, por isso pode bem precisar de ajuda profissional para moldar a sua dieta. Regimes com pouco sale ricos em nutrientes são essenciais para uma saúde boa e continuada nesta altura.
Perdas de memória e depressão são problemas comuns com a idade, por isso tente melhorar a sua ingestão de comidas com ómega-3 e 6, como marisco e nozes. Evitar o isolamento e continuar a exercitar-se são muito importantes para prevenir estes problemas.
Mais do que nunca, precisa de proteger a saúde dos seus intestinos, ingerindo iogurte regularmente e mantendo uma dieta rica em fibras.

ALIMENTOS IDEAIS PARA SI


Mirtilos. Como outros frutos silvestres, estão cheios de antioxidantes, são óptimos para a circulação e para uma função cerebral saudável.
Peixe ómega-3 ajuda a manter a actividade das células cerebrais e a gerir os triglicéridos, que são um factor de risco para doenças de coração se aumentarem demasiado.
Nozes de macadâmia. Excelentes para baixar o colesterol.
Espinafres. Uma das mais ricas fontes de luteína, um antioxidante com o benefício adicional de ajudar a prevenir a degeneração macular (uma causa importante de perda de visão).
Queijo. Não é tão importante perder peso como manter-se saudável. Os lacticínios estão cheios de nutrientes e são óptimos para os seus ossos. Aprecie!


ERROS A EVITAR

• Comer demasiado sal. O seu paladar deteriora-se com a idade – mas juntar mais sal para compensar faz subir a pressão arterial. Quando possível, todo o seu sal deve ser de fontes naturais em vez de adicionado aos alimentos.

• Não beber água suficiente e não comer regularmente. Pode não sentir sede, mas ainda precisa de fluidos regulares para manter boas funções cognitivas.

• Não sair o suficiente. O exercício é importante em qualquer idade – e se ficar em casa demasiado tempo, os seus níveis de vitamina D ficam comprometidos, afectando a saúde óssea.

• Comer demasiadas gorduras saturadas e trans, que tornam a circulação lenta e acabam por afectar a função cerebral.
 
Fonte "Idade Maior"

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Apoiar um doente com cancro-O meu testemunho Real e um Artigo bem interessante

Hoje , a propósito de um artigo que li e que hoje aqui vou publicar, resolvi primeiro que tudo dar o meu testemunho pessoal (que já muitos de vós conhecem) mas também com a consciência que o faço pela última vez pois não quero expôr mais este assunto....
 Não faz muito tempo (2 anos), entrou-me pelas portas de minha casa, na pessoa do meu AMADO MARIDO, o cancro, mais propriamente o Linfoma Folicular. Trata-se de um cancro que está no sangue e tem a ver com o nosso sistema linfático, é indolente e pode andar adormecido e sem que deia-mos por ele, anos e anos.
Com o meu marido foi assim, surgiu-lhe um gânglio que inchou mais que o que é normal e levou-o ao médico. No inicio diziam não ser nada especial (uma inflamação ou infecção) mas como ele persistiu foi fazer biopsia aspirativa o que também nada revelou sobre a doença.Já quase desistíamos até que numa consulta com um cirurgião, ele resolveu retirar aquilo tudo numa cirurgia e depois aí sim estudar qual era o verdadeiro problema. O resultado foi o pior: Cancro na Linfa "LINFOMA", iniciou-se assim um pesadelo de exames, testes, análises e veio a QUIMIOTERAPIA, deixou-o de rastos e a mim também por o ver assim....
Temos 4 filhos e tivemos de contornar algumas situações de forma a minorar tudo o que isto envolve numa casa de familia em que até ali se vivia um clima de normalidade.
Falámos com os mais velhos e poupámos os mais pequenos que ainda não entendem, mas um dia saberão da força, da fé e do sacrificio que esta doença nos provocou a todos nós (ao pai principalmente). Eu estava a meio de um Curso e ele não me deixou desistir, pelo contrário, ele ficou de baixa e mesmo cansado e debilitado com os tratamentos ficou muitas vezes com os miudos para que eu pudesse ir estagiar. Eu, que antes tinha o apoio dele nas tarefas diarias, tive de começar a fazer tudo sózinha (ele não quis contar a ninguém da familia por isso este segredo está só nas nossas 4 paredes) ....ainda tinha tempo para ir ter com ele aos tratamentos de quimioterapia, nunca o deixei sózinho....e a cada dia este amor por ele crescia, crescia crescia, e perguntava-me porquê meu Deus nos destes algo assim, porquê ele, um homem maravilhoso, e um pai extremoso e dedicado à familia e que sempre a pôs em primero lugar, embora tenha um trabalho de muita responsabilidade e perigo (trabalha na área de investigação criminal). Porquê meu Deus ....
Mas não há sequer tempo para lamentos, choros, desânimo, temos sim de arranjar forças venham elas de onde fôr e animar, acarinharmos-nos uns aos outros e ter fé muita fé, o amor é aqui que se revela forte e verdadeiro ou não e o meu mostrou-se maior que a própria vida e tudo farei por ele e pelos meus filhos que também precisam de ser apoiados. Abdicar de algumas coisas sem pena é demonstrar amor, mostrar que nos preocupamos, que estamos lá para o que der e vier isso sim é nestes casos a mais importante prova de amor.
Ontem iniciou os tratamentos de Radioterapia, mais uma etapa na nossa vida mas cheios de uma certeza: VAMOS VENCER E ELE VAI FICAR CURADO!!!

(nnca mais falarei deste assunto faço-o aqui hoje como último desabafo mas por última vez porque acho que não tenho de falar mais nada, apenas o faço como testemunho de fé e de esperança para quem está em situações idênticas....)

Deixo-vos aqui, depois do meu testemunho, um artigo muito interessante que achei oportuno colocar:

Apoiar um doente com cancro


Não se vence nem se lida com um cancro sozinho. O aspecto psicológico do paciente e o apoio dos familiares e amigos são essenciais no processo de cura e aceitação doença.
O primeiro passo é pôr o doente em contacto com outras pessoas que tiveram o mesmo problema e que podem dar não só o seu testemunho pessoal, como transmitir informações úteis. É essencial que os doentes possam expressar o que sentem, desde as suas angústias e medos, a outro tipo de pensamentos, associados, na maioria das vezes, a estados depressivos, crises de choro, ataques de pânico e ansiedade.

Nesses casos, embora a família possa ser uma ajuda preciosa, poderá valer a pena procurar um psicólogo.
Especialistas em comportamento afirmam que a comunicação e a entre ajuda nunca foram tão importantes. Um dos erros mais frequentes mas também mais prejudiciais, é tornar o assunto tabu, fingindo que nada de grave se passa.
O silêncio é constrangedor e acaba sempre por gerar um efeito de bola de neve com consequências catastróficas. É importante que a família esteja bem informada e que se possa falar abertamente sobre o que se está a passar.
Em casos mais graves, pode valer a pena contratar um enfermeiro para acompanhar o doente, evitando desta forma o esgotamento físico e emocional dos familiares mais próximos. Quando isso não é possível, assistentes sociais do hospital podem ajudar na procura de um voluntário que se desloque a casa do doente para ajudar nas tarefas mais elementares. Para além disso, o assistente social poderá sugerir recursos sociais para ajudar na recuperação da doença, especificamente ajuda financeira, facilidades de transporte e cuidados ambulatórios.

O papel da família é, como vimos, fundamental para que o doente se sinta apoiado e reconfortado. Algumas sugestões de apoio:


- É essencial dar conforto e confiança ao doente, convencendo-o, quando necessário, a continuar os tratamentos e a enfrentar as mudanças inerentes à doença. É conveniente lembrar que o apoio dos familiares e amigos é muito diferente do dos médicos. Verificam-se, aliás, efeitos benéficos quando os familiares mais próximos permitem abordar o assunto de forma livre e espontânea, bem como quando existe harmonia familiar;



- É importante estar bem informado acerca da doença, bem como o tipo de tratamentos a que será submetido e a evolução da doença. É muito importante falar com a equipa medica e acompanhar o doente, sempre que possível, nas consultas médicas;


- Desmistifique ideias preconcebidas acerca do cancro: esta doença nem sempre conduz a morte e não é contagiante. Este tipo de ideias erradas prejudicam o relacionamento com o doente;

- Reorganize as tarefas diárias e as rotinas do dia-a-dia, de forma a ter a máxima disponibilidade possível para acompanhar o doente;

- Mostre-se tolerante perante reacções pouco comuns, desde agressividade, raiva, negação, depressão, etc.


- Seja compreensivo com as dificuldades, sofrimentos, medos e ânsias de quem está doente. Este tipo de ajuda é, por vezes, tão terapêutica como os remédios;


- Divida as tarefas de ajuda ao doente, entre os familiares mais próximos e os amigos disponíveis, pois é impossível haver apenas um responsável por tudo;


- Partilhe com o doente as informações obtidas sobre a sua doença.


Em resumo, quanto mais os familiares estiverem informados sobre a doença, mais facilidade terão em ajudar o doente a adaptar-se a esta difícil fase da vida. Continuar presente e manter a confiança até ao fim é essencial. A presença confiante ajuda a aceitar a doença e a descobrir as energias necessárias para continuar a lutar.

Fonte do Artigo "Idade Maior"

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Duas horas de exercício por semana para reduzir o risco de quedas em idosos

A pedido de alguns visitantes no meu blog e , depois de alguma pesquisa concluí que geralmente as pessoas precisam de cerca de duas horas de exercício por semana para reduzir o risco de quedas.

Para os mais idosos os exercícios aeróbicos são um bom exemplo para começar:

• Caminhadas
• Corrida
• Pedalar ao ar livre ou bicicleta ergométrica
• Nadar
• Jogar
• Aulas de aeróbica, step.
 O Pilates é  também uma boa indicação como prevenção de quedas em idosos, já que o método enfatiza a melhoria da força muscular, equilíbrio e flexibilidade.

Além de reduzir as quedas, os reconhecidos benefícios de fazer exercícios aeróbicos regulares são:

• O fortalecimento dos músculos envolvidos na respiração, para facilitar o fluxo de ar para dentro e para fora dos pulmões.
• Fortalecimento e ampliação do coração, para melhorar sua eficiência de bombeamento e reduzir a frequência cardíaca de repouso, conhecido como condicionamento aeróbico dos músculos de todo o corpo.
• Melhora a eficiência da circulação e reduzir a pressão arterial.
• O aumento do número total de glóbulos vermelhos no corpo, facilitando o transporte de oxigênio.
• Melhoria da saúde mental, incluindo a redução de stress diminuindo assim a incidência de depressão.
• Redução do risco de diabetes.

A musculação é outro exercicio muito bom e que pode também ajudar nesse sentido:

Exercícios simples de musculação:

Elevação dos braços

Método de execução: Sente-se numa cadeira e coloque as mãos nos apoios. Toda a planta dos pés deve estar pousada no chão e a sua coluna deve estar sempre erecta. Levante ligeiramente as nádegas da cadeira o máximo que conseguir, até ficar com os braços todos esticados.

Regresse lentamente à posição inicial. Faça 3 sets de 8 a 12 repetições.

Elevação do corpo




Método de execução: Sente-se numa cadeira e coloque as mãos nos apoios. Toda a planta dos pés deve estar pousada no chão e a sua coluna deve estar sempre erecta. Fazendo pressão nos braços, eleve o tronco e as coxas o máximo que conseguir.
A diferença deste exercício em relação ao anterior reside no maior contributo dos braços. Ao contrário do exercício de elevação dos braços, em que os pés também ajudam ao movimento, neste exercício a força deve provir praticamente apenas dos braços.

Regresse lentamente à posição inicial. Faça 3 sets de 8 a 12 repetições.


Panturrilha em pé




Método de execução: Coloque-se atrás da cadeira com as mãos em cima do encosto. Toda a planta dos pés deve tocar o solo. Levante apenas a parte da frente dos seus pés, de maneira a ficar em bicos de pés o mais alto que conseguir.

Regresse lentamente à posição inicial. Faça 3 sets de 8 a 12 repetições.

Muito importante não esqueçer também que, antes de iniciar qualquer tipo de exercicio, deve ser feita uma avaliação médica criteriosa, evitando assim, o aparecimento de lesões secundárias comuns na população de idosos.


Fonte "Net"

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Tecnologia europeia ajuda idosos e deficientes a gerirem as suas casas

Desenvolver uma solução que ajudasse os idosos e pessoas com incapacidades físicas ou cognitivas a comandarem mais facilmente os aparelhos e serviços electrónicos em suas casas, conferindo-lhes maior autonomia no dia-a-dia, é este o objectivo do projecto "I2Home".
A iniciativa, que conta também com a participação de investigadores portugueses, levou à criação de uma interface URC Universal Remote Console - consola remota universal) que pode ser instalada num comando universal, telefone móvel ou computador.
A solução permite, ao mesmo tempo, comandar vários dispositivos e serviços, como televisões e leitores/gravadores de DVD, sistemas de aquecimento, ar condicionado e ventilações, fogões, máquinas de lavar ou a iluminação, exemplificam os responsáveis.
O projecto, financiado pela União Europeia em 2,7 milhões de euros, reúne investigadores da República Checa, Alemanha, Espanha, Suécia e Portugal, que "adaptaram as tecnologias de acesso às necessidades dos invisuais, das pessoas com problemas cognitivos doentes com Alzheimer e idosos", detalha a Comissão Europeia, em comunicado.

"A tecnologia ajuda, por exemplo, as pessoas com deficiências cognitivas a serem mais independentes, simplificando-lhes a execução de tarefas como a mudança de canal de televisão ou lembrando-lhes actividades quotidianas obrigatórias, inclusivamente quando estão de viagem ou de visita à família", acrescenta a nota oficial.

O I2HOME foi testado em centros de dia e lares e mais de 100 organizações e empresas europeias já utilizam ou trabalham com a tecnologia.
 
Fonte TeK.sapo.pt

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Estudo associa velocidade da marcha à longevidade depois dos 65 anos

A velocidade da marcha parece estar ligada à longevidade das pessoas com mais de 65 anos, segundo estudos publicados hoje no jornal da associação médica norte-americana (JAMA).

O número antecipado de anos a viver para os homens e as mulheres aumenta com a velocidade da sua marcha", escrevem os autores da comunicação publicada no número do JAMA datado de 05 de janeiro, divulgado pela AFP.
Os estudos, que incidiram sobre um grupo extenso de indivíduos dos dois sexos, apuraram que a longevidade normalmente esperada para uma certa idade começa a aumentar a partir de uma velocidade de um metro por segundo. A velocidade média dos participantes foi de 0,92 metros por segundo.
Esta investigação baseou-se em dados recolhidos entre 1985 e 2000, junto de 34.485 indivíduos, dos quais 80 por cento brancos e 59,6 por cento mulheres, com uma idade média de 73,5 anos.
Os investigadores constataram que a velocidade da marcha está ligada às diferenças na probabilidade de sobrevivência dos participantes de todas as idades e de ambos os sexos.
Mas é especialmente cerca dos 75 anos que este parâmetro permite prever melhor a longevidade a dez anos, num intervalo de 19 a 87 por cento para os homens e de 35 a 91 por cento para as mulheres.
Os autores do estudo, liderado por Stephanie Studenski, da Universidade de Pittsburgh, no estado da Pensilvânia, concluíram que a velocidade da marcha é tão pertinente para prever a longevidade como a idade, o sexo, as doenças crónicas, um passado de fumador, o índice de massa corporal ou a tensão arterial.

Fonte "Sic/Sapo.pt"

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

12 coisas essenciais para ter no quarto de um idoso ou doente

Cuidar de um idoso ou de alguém com uma doença é uma atividade que se cinge maioritariamente a casa e não raras vezes ao quarto de dormir. Para garantir que o quarto da pessoa de quem cuida seja um espaço de conforto e bem-estar, saiba quais as 12 coisas que não devem faltar.


1.Cama articulada: uma cama articulada é um dos melhores equipamentos para ter no quarto de um idoso ou doente, facilitando a vida de quem dela precisa, mas também do cuidador. No caso de não poder adquirir ou não haver necessidade de ter uma cama articulada, a cama existente no quarto do idoso ou doente deve ser preferencialmente baixa, uma vez que confere uma maior segurança aos atos de levantar e deitar. Adicionalmente, o quarto deve estar equipado com uma barra de apoio na cama, que é uma ajuda adicional para o idoso ou pessoa doente se levantar e deitar.

2.Mesa de cama: se o idoso ou doente passar muito tempo na cama ou se estiver confinado a ela 24 horas por dia, uma mesa de cama é essencial para facilitar momentos tão simples como o das refeições. Para além disso, uma mesa de cama é ainda um excelente aliado para atividades como a leitura, a escrita ou os jogos.

3.Poltrona: para além da cama, uma poltrona é a segunda peça de mobília mais importante no quarto de um idoso ou pessoa doente. A poltrona ou cadeirão, que deve ter apoios para os braços e um assento alto, serve para a pessoa se sentar na hora de vestir e calçar, para receber visitas ou para aguardar depois se ter retirado da sua cama e enquanto esta é mudada.

4.Detetor de fumo: por um motivo de segurança, principalmente se o idoso ou a pessoa doente passa algumas horas por dia em casa sozinha, aconselha-se a instalação de um detetor de fumo no quarto de dormir.

5.Copo/garrafa com água: assegurar a alimentação saudável de um idoso ou doente é crucial e, nesse campo, é importante que essa pessoa se mantenha hidratada. Para facilitar o consumo diário recomendado de água, mantenha sempre um copo/garrafa com água na mesa-de-cabeceira do quarto. Para evitar acidentes ou vidros partidos, opte por copos, garrafas ou jarras de água mais resistentes, em plástico, por exemplo.

6.Luz de presença: uma luz de presença é outro objeto que se recomenda ter sempre no quarto de um idoso ou doente, nomeadamente para ficar ligada durante a noite, facilitando assim os movimentos da pessoa no casa de ela ter de se levantar, querer beber água ou chamar por alguém.

7.Relógio digital: com o envelhecimento e/ou o estado de doença da pessoa de quem está a cuidar, a visão é um dos sentidos mais rapidamente afetados, assim como as capacidades cognitivas. De forma a não alienar o idoso ou doente, certifique que ele tenha um relógio no seu quarto, preferencialmente um relógio digital, que é de mais fácil leitura.

8.Telefone e/ou campainha: para assegurar a comodidade e o acesso ao mundo exterior por parte de quem passa muito tempo no quarto, aconselha-se a colocação estratégica de um telefone, telemóvel e/ou campainha na mesa-de-cabeceira do idoso ou pessoa doente, para ser facilmente atingível numa emergência ou sempre que a pessoa necessitar.

9.Arrastadeira: extremamente útil para as pessoas acamadas, uma arrastadeira também facilita as idas à casa de banho por parte dos idosos durante a noite, sendo um dos equipamentos mais importantes a ter no quarto da pessoa que tem a seu cuidado.

10.Televisão e/ou outras distrações: uma pessoa que esteja confinada ao quarto, quer por doença temporária, quer por ser acamado, não deve viver de forma enclausurada. Se está a cuidar de alguém nesta situação, faça questão de encher o quarto com todo o tipo de distrações – televisão, rádio, MP3, jornais, revistas, livros, palavras cruzadas, baralho de cartas, jogos de tabuleiro, ou seja, tudo aquilo que a pessoa aprecie e que a vai ajudar a passar o tempo de forma mais agradável.

11.Equipamentos anti-escara: para um idoso que passe grande parte do seu dia na cama ou no caso de um doente acamado, as escaras são uma realidade e precisam de ser prevenidas. Nesse sentido, no quarto da pessoa a ser cuidada deve constar algum equipamento anti-escara, nomeadamente, as almofadas anti-escara, os colchões anti-escara e os diferentes apoios localizados anti-escara. Estes equipamentos foram especificamente concebidos para reduzir ou eliminar a pressão das zonas mais suscetíveis à formação de escaras, assim como para o alívio de escaras já existentes.

12.Rampa de acesso: se a pessoa de quem cuida necessitar de uma cadeira de rodas para se deslocar, será aconselhável instalar uma rampa de acesso no seu quarto uma vez que, para além de permitir que ela aceda ao seu quarto e desfruta da sua privacidade sempre que entender, também facilita as tarefas do cuidador em termos de logística.

Fonte: Cuidamos