Quero mostrar que esta fase também pode e deve ser bonita, saudável, activa e vivida com muita felicidade!!...

segunda-feira, 19 de março de 2012

Artrite Reumatóide

 

Em Portugal existem cerca de 40.000 doentes diagnosticados com Artrite Reumatóide, uma doença inflamatória crónica que pode limitar os gestos diários destes doentes, como abrir uma porta, agarrar uma caneta ou calçar uns sapatos.
A Artrite Reumatóide é uma doença reumática inflamatória crónica de etiologia desconhecida. Ocorre em todas as idades e apresenta, como manifestação predominante, o envolvimento repetido e habitualmente crónico das estruturas articulares e periarticulares. Pode, contudo, afectar o tecido conjuntivo em qualquer parte do organismo e originar as mais variadas manifestações sistémicas.
Quando não tratada precoce e correctamente, a artrite reumatóide acarreta, em geral, graves consequências para os doentes, traduzidas em incapacidade funcional e para o trabalho.
Tem elevada comorbilidade e mortalidade acrescida em relação à população em geral.



Quais são os factores de risco?
- Género - as mulheres são frequentemente mais afectadas (quatro mulheres para um homem).
- Idade - é, sobretudo, uma doença dos adultos jovens e das mulheres pós-menopáusicas.
- Historial de doença e vacinação - esporadicamente, surgem casos de artrite depois de infecções por parvovírus
- vírus da rubéola ou vacinações para a rubéola, tétano, hepatite B e influenza.


Quais são as formas de prevenção?
Entre os factores de protecção sugeridos destacam-se a gravidez, o uso de contraceptivos orais e a ingestão moderada de álcool.
O diagnóstico precoce é fundamental, uma vez que esta doença, diagnosticada nos primeiros três a seis meses do seu curso clínico e tratada correctamente, tem grandes probabilidades de não evoluir para a incapacidade funcional para o trabalho, diminuir a comorbilidade e não reduzir a esperança média de vida.
Não podemos evitar o surgimento da doença. A prevenção destina-se, fundamentalmente, a diminuir a gravidade da doença, de forma a reduzir a incapacidade funcional e a melhorar a qualidade de vida.

domingo, 4 de março de 2012

Como A Apneia Do Sono Afeta Um Idoso




A apneia do sono é uma doença que provoca inúmeras complicações de saúde e afeta a forma de dormir de todas as pessoas, especialmente das mais idosas. Saiba como a apneia do sono afeta um idoso e aprenda a ter uma noite de sono mais relaxada e descansada.



O Que é a Apneia Do Sono

A apneia do sono é um distúrbio no qual as pessoas têm uma ou mais pausas na respiração enquanto estão a dormir. As interrupções respiratórias são acompanhadas por um ressonar intenso, duram mais de 10 segundos e podem ocorrer 5 a 30 vezes por hora.
Trata-se de uma doença que afeta todos os grupos etários, principalmente as pessoas mais idosas. Estima-se que mais de 60% dos homens e 40% das mulheres com mais de 60 anos de idade sofrem da apneia do sono. Porém, este não é apenas um problema de ruído, pois existem várias complicações de saúde relacionadas com a apneia do sono como, por exemplo: a hipertensão arterial, diabetes, depressão, doenças cardíacas, ansiedade e acidentes vasculares cerebrais (AVC).
A apneia do sono ocorre durante o sono e afeta as atividades do dia-a-dia, provocando uma sonolência excessiva. Todas as pessoas que sofrem de apneia do sono acordam fatigados e irritados e isso acontece devido às constantes perturbações do sono e à falta de um descanso com qualidade.

O Que Faz As Pessoas Ressonarem

À medida que o corpo envelhece e com o passar da idade, os músculos e outros tecidos que estão na parte de trás da garganta (faringe), tornam-se mais frágeis e relaxados, especialmente durante o sono. Esta situação diminui o espaço aberto que permite a circulação do ar na parte interior e exterior do nariz, na garganta e no pulmão. Por outro lado, as vias respiratórias ficam obstruídas, o que impede a passagem do ar. O esforço muscular para recuperar a respiração e os níveis de oxigénio no sangue fazem com que uma pessoa acorde, interrompendo momentaneamente a apneia. Quando volta a adormecer, o mais comum é que o ciclo se repita, o que pode acontecer várias vezes na mesma noite.

O Que Pode Fazer Para Reduzir O Ressonar

Para quem está a cuidar de um idoso não é necessário aguardar pelo diagnóstico do médico de família para descobrir se este sofre ou não de apneia do sono. Se o idoso ressonar intensamente ou se tiver pausas na respiração durante o sono, existem algumas técnicas que devem ser colocadas em prática para melhorar o fluxo de ar. São elas:

Mudar a posição de dormir

Os idosos acamados têm o hábito de dormir de costas e esta é a pior posição para dormir para quem sofre da apneia do sono, pois as estruturas da garganta são mais suscetíveis de entrarem em colapso devido à gravidade. De uma forma geral, as pessoas que dormem de costas ressonam mais e dormem menos. É aconselhável que uma pessoa durma de lado ou de barriga para baixo para respirar melhor e ter uma boa noite de descanso.

Evitar a utilização de medicamentos para dormir

Os medicamentos para dormir promovem uma melhor noite de sono mas, à partida, não resolvem o problema de quem ressona, pois vai relaxar em demasia os músculos da garganta.

Fazer uma dieta saudável e equilibrada

O excesso de peso é uma das causas que mais contribui para o ressonar. A gordura acumulada entre o músculo e a mucosa da garganta faz com que esta fique mais estreita e isso vai dificultar a respiração durante a noite. Para que tal não aconteça, procure ter uma alimentação cuidada e equilibrada e aumente a prática regular de exercício físico.

Parar de fumar

O ato de fumar provoca inúmeras complicações na saúde de uma pessoa, especialmente na dos idosos. É fundamental deixar de fumar para dormir de uma forma relaxada e profunda.

Não ingerir bebidas alcoólicas

Não deve ingerir bebidas alcoólicas, sobretudo durante as quatro horas que precedem o momento de deitar, pois o álcool provoca um relaxamento dos músculos, além de dificultar a respiração.

Colocar adesivos nasais

Para quem respira mal de noite ou tem qualquer tipo de problemas nas narinas, é aconselhável que coloque um adesivo nasal para dormir melhor. Este método mantém as narinas abertas e facilita a respiração durante uma noite de sono.
Tenha em atenção que a apneia do sono pode ser fatal, pois a sonolência diurna excessiva pode levar as pessoas a adormecer em horários impróprios, como durante a condução. Por outro lado, também é de realçar que a apneia do sono aumenta o risco de um AVC, ataques isquémicos e doenças coronárias.

Como Tratar A Apneia Do Sono

Não existe uma cura para a apneia do sono, mas há uma variedade de tratamentos que podem reduzir o risco de problemas do coração e da pressão sanguínea. Dos mais conhecidos, destacam-se os seguintes:

Mudar o estilo de vida

Quem sofre de apneia do sono precisa de evitar o álcool, tabaco e medicamentos que relaxam o sistema nervoso central (sedativos e relaxantes musculares). Por outro lado, se tem excesso de peso, é fundamental perder peso e adotar uma dieta saudável e equilibrada.

Utilizar aparelhos especiais

Algumas pessoas que sofrem de apneia do sono utilizam aparelhos especiais que os auxiliam a ter uma boa noite de sono. Existem almofadas especiais e dispositivos que impedem a pessoa de dormir de costas e máscaras orais que mantêm as vias respiratórias abertas durante o sono. A aplicação prática de um determinado tipo de tratamento depende do historial clínico de um indivíduo e da gravidade da doença.

Com O Passar Da Idade Precisa-Se De Dormir Menos?

Independentemente da idade de uma pessoa, uma boa noite de sono permite descansar o corpo e restabelecer os seus níveis de concentração e de energia. Se isso não acontecer, as pessoas ficam irritadas, fatigadas, desatentas, rabugentas e mais propensas a acidentes. O sono, à semelhança da água e dos alimentos, é essencial para a boa saúde e para uma melhor qualidade de vida, especialmente no caso dos idosos.
As crianças e os adolescentes precisam de mais horas de sono do que os adultos e as pessoas idosas necessitam aproximadamente da mesma quantidade de horas de sono que os adultos mais jovens, isto é, sete a nove horas de sono por noite. No entanto, isto nem sempre acontece e as pessoas com mais de 65 anos de idade dormem menos do que precisam. Elas têm mais dificuldades em adormecer, não dormem de uma forma profunda e têm insónias, por isso, são frequentemente apanhadas a fazerem uma sesta ao longo do dia.
Os padrões de sono mudam à medida que uma pessoa envelhece, mas o sono alterado provoca o cansaço e a irritação.

Dicas Para Ter Uma Boa Noite De Sono

Uma boa noite de sono pode fazer uma grande diferença na forma como os seniores se sentem ao longo do dia e nas atividades que realizam. Existem algumas sugestões práticas que ajudam as pessoas idosas a dormirem corretamente. São elas:

Seguir um programa de descanso regular

A hora de dormir e de acordar deve ser sempre a mesma, incluindo a hora dos fins de semana.

Não fazer sestas durante o dia

Ao fazê-lo, pode ficar mais ativo e ter menos sono durante a noite.

Fazer exercício físico em horários regulares

O exercício físico a horas regulares melhora a qualidade do sono de uma pessoa e ajuda-a a dormir mais profundamente. Tenha em atenção que não deve fazer exercício físico nas três horas que precedem o momento de deitar.

Realizar passeios ao longo da tarde

Esta é uma excelente forma de usufruir dos benefícios da luz natural da tarde de cada dia.

Não beber álcool ou fumar antes de deitar

O álcool e o tabaco têm propriedades estimulantes e estas podem condicionar uma boa noite de descanso.

Criar um lugar seguro e confortável para dormir

Para dormir de uma forma descansada, é necessário que o quarto esteja escuro, bem ventilado e tão silencioso quanto possível. Um candeeiro e um telefone junto à cama são sempre objetos muito úteis.

Desenvolver uma rotina específica antes de ir para a cama

Adote a mesma rotina todas as noites para mostrar ao seu corpo que é hora de descansar. Por exemplo, assista ao jornal da noite, leia um pouco e vá-se deitar. Ao fazer esta rotina de uma forma continuada e repetida, o corpo fica mais habituado.

Usar o quarto apenas para dormir

Depois de desligar a luz do quarto, espere cerca de 15 minutos para adormecer. Se no final desse tempo, ainda estiver acordado e desperto, saia da cama e regresse apenas quando tiver sono.

Consultar o médico de família

Se é uma pessoa que está constantemente cansada e fatigada ao longo do dia e sente dificuldades em adormecer, deve consultar o seu médico de família ou um médico especialista do sono.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

O que acontece quando envelhecemos?

Saiba quais as mudanças que acontecem no nosso corpo e na nossa mente quando envelhecemos.

Ficamos mais liberais
A ideia de que à medida que ficamos mais velhos, ficamos mais fechados, parece estar em desacordo com a observação dos especialistas. Ao longo dos anos, regra geral, as atitudes das pessoas parecem tornar-se mais liberais em relação a temas relacionados com política, economia, raça, género, religião e questões sexuais. Por outro lado, as novas gerações estão mais livres e menos preconceituosas. Provavelmente, seremos mais liberais do que os nossos avós.

As nossas células envelhecem
Quando envelhecemos, as células do nosso corpo envelhecem. As células-tronco, aquelas que se podem transformar em qualquer outro tipo de célula, ajudam a substituir as células velhas ou doentes. O problema é que elas envelhecem também, e a sua capacidade regenerativa diminui com o tempo.
Precisamos de menos horas de sono
As pessoas mais velhas dormem menos. Pesquisas demonstram que os adultos dormem menos que os jovens e os idosos menos que os adultos. Num estudo com 110 adultos saudáveis que dormiam oito horas por dia, ficou comprovado que o grupo mais velho, com idade entre 66 e 83 anos, dormia menos 20 minutos que os indivíduos de meia idade (idade entre 40 e 55 anos). Os jovens com idades entre 20 e 30 anos parece dormirem até 23 minutos a mais do que o grupo de meia idade. A explicação é que quanto mais velhos, menos horas de sono precisamos.

Ficamos mais distraídos
A medida em que envelhecemos, ficamos menos focados e mais distraídos. Esta foi a conclusão de um grupo de estudantes de psicologia da Universidade de Toronto, liderado por Karen Campbell. Segundo a pesquisadora, existe um lado positivo: as pessoas de idade mais avançada, têm a habilidade única de ligar uma informação irrelevante a outra informação que surge na mesma hora, ajudando a preservar e impulsionar a memória, e compensando o aumento da distração.

Ficamos mais caídos
A nossa pele sofre com o envelhecimento. A epiderme, a parte mais externa da pele, fica mais fina; a pele perde elasticidade; a gordura do rosto - que fica nas camadas profundas da pele - começa a mingar. Surge a pele enrugada, murcha, com marcas de expressão e pequenas rachas.
Mesmo para os mais vaidosos, que recorrem a alternativas como as plásticas e o Botox, por exemplo, não há milagres absolutos. Isto porque os ossos do maxilar, bochechas e cavidades dos olhos também se desgastam e, contra isso, não há muito a fazer! A falta de sustentação deixa as pálpebras e as bochechas caídas, dando lugar ao aparecimento da papada.

Uma boa gargalhada
Rir ainda é o melhor remédio. A idade não influencia as nossas respostas emocionais ao humor, pois gostamos sempre de uma boa piada, quando a entendemos. Esta resposta é importante porque faz parte da interação social e sempre foi dito que o humor melhora a qualidade de vida, ajuda a diminuir o stress e ajuda a lidar com os problemas do envelhecimento.

Mantemos uma atitude positiva
Um estudo publicado em 2008, no departamento de sociologia da Universidade de Chicago, sugere que o aumento da longevidade verificado desde 1970 está ligado ao aumento da felicidade. Tudo isto depende da atitude que escolhermos ter perante a nossa vida. Olhar para o passado e ter apenas boas lembranças e manter uma atitude positiva, faz com que muitas pessoas mais velhas sejam mais otimistas do que os jovens.
 

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Proteja o seu Coração!!

 

O colesterol não dói, não se sente e é silencioso. E é também um dos maiores fatores de risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Esteja atento.

O colesterol é uma gordura essencial ao bom funcionamento do nosso organismo, pois intervém na produção de um grande número de substâncias, tais como hormonas ou vitaminas, bem como no processo de manutenção da estrutura das nossas células. No entanto, e como em tudo na vida, quando em excesso, o colesterol pode também acumular-se nas paredes das artérias e contribuir para o desenvolvimento de doenças coronárias.

O colesterol em excesso, especialmente o que se costuma chamar de «mau» colesterol, é um dos principais fatores de risco no desenvolvimento de doenças cardiovasculares, que todos os anos são responsáveis por cerca de metade das mortes em Portugal. A cada hora que passa, morrem em Portugal três pessoas devido a um acidente vascular cerebral, o problema que mais mortes provoca no nosso país. Logo a seguir, vem o enfarte do miocárdio. Vários fatores se conjugam para a ocorrência destes problemas, mas, na esmagadora maioria, existe um denominador comum: o colesterol elevado.

Na prática, o que acontece é que o colesterol, quando existe em excesso, potencia o desenvolvimento da aterosclerose, nada mais do que a formação de placas de gordura que se alojam nas artérias. Como é um processo silencioso, não se dá por ele, e ao longo dos anos as gorduras presentes na circulação depositam-se lenta e paulatinamente na parede das artérias, formando-se uma lesão que vai interferir com o fluxo de sangue na artéria afectada. E daí ao aparecimento das doenças relacionadas com a aterosclerose é um passo: angina de peito, enfarte do miocárdio, morte súbita, acidente isquémico (trombose), acidente vascular cerebral, doença vascular dos membros inferiores ou dos rins.

A melhor atitude a ter é a prevenção e a mudança de hábitos e estilos de vida. Ao mesmo tempo, é importante importante estar informado e desmistificar algumas ideias feitas em torno do colesterol. Por isso mesmo, as Selecções do Reader’s Digest foram ouvir o cardiologista Ricardo Gil Oliveira, do Instituto do Coração, até porque acabámos de viver a época das festas, tão propícia aos excessos alimentares.

1. Os excessos alimentares do Natal são mais perigosos que os excessos do verão?
O Natal e o verão são logicamente épocas diferentes no que toca aos excessos alimentares. No período imediatamente anterior ao verão, muitos portugueses optam por uma alimentação e um estilo de vida mais saudáveis, estimulados pelo desejo de emagrecerem e chegarem à elegância pretendida. No entanto, principalmente durante as férias, ainda são muitos os que, desculpando-se com a necessidade de fugir à rotina, cometem excessos alimentares: refeições fora de casa, com maior quantidade de gordura, mariscadas e petiscos fora de horas são alguns exemplos.

No Natal, os excessos concentram-se nos diversos alimentos típicos da época, que são maioritariamente ricos em gordura saturada. As rabanadas, os sonhos, as filhós e todos os fritos de Natal, aos quais se associam novas formas (e cada vez mais utilizadas) de confecionar o bacalhau, como é o caso do bacalhau com natas, são comuns nas mesas de Natal dos portugueses, e geralmente em grandes quantidades, o que implica uma maior porção por pessoa, mas extremamente ricos em gorduras saturadas e colesterol. Quer a alimentação típica de verão, quer a de Natal, combinadas com a falta de atividade física, podem resultar num fim de época com níveis de colesterol acima dos que são desejados.

2. Após as férias, as pessoas tendem a desleixar-se com os cuidados alimentares. Que cuidados devem ter após esses períodos?
É importante não esquecer que todos os dias contam! De férias ou a trabalhar, no verão ou no inverno, o colesterol pode acumular-se nas nossas artérias todos os dias, e por isso todos os dias são importantes para cuidar do nosso colesterol. Agora, tal como no resto do ano, devemos optar por uma alimentação e um estilo de vida mais saudáveis. Recomenda- se aumentar a ingestão de peixe, como o salmão ou a sardinha, e de fruta, vegetais e cereais integrais e reduzir ou evitar o consumo de carnes vermelhas, gema de ovo, manteiga, queijos curados e produtos de charcutaria. Optar por utilizar azeite em detrimento das gorduras de origem animal e por formas mais saudáveis de cozinhar, como os grelhados, os cozidos e os cozinhados a vapor, são outras recomendações que devem ser seguidas.

Para além destes cuidados com a alimentação, recomenda-se ainda a ingestão de alimentos com esterois vegetais, que ajudam a reduzir o colesterol ativamente! Os esterois vegetais bloqueiam no intestino parte da absorção do colesterol que é ingerido, ajudando o organismo a expulsá-lo e, consequentemente, a reduzir o nível de colesterol no sangue. No mercado, os alimentos com esterois vegetais estão disponíveis maioritariamente sob a forma de produtos lácteos. Os cuidados com a alimentação e a ingestão de esterois vegetais devem fazer parte de um estilo de vida saudável que inclua também a prática regular de atividade física; por isso, recomenda-se, por exemplo, 30 minutos de caminhada por dia.

Estas mudanças não devem ser ocasionais ou apenas depois de cometermos alguns excessos, mas sim integradas como um comportamento no nosso dia a dia. Os níveis de colesterol no sangue devem ser vigiados e mantidos dentro dos valores recomendados todos os dias em todas as estações do ano!

3. O regressar à rotina, ao stress, também pode afetar os níveis de colesterol?
O nosso corpo também produz colesterol, pelo que essa produção pode ser influenciada por vários fatores, entre os quais o stress. O stress estimula o sistema nervoso simpático, libertando adrenalina na corrente sanguínea, o que provoca o aumento da pressão arterial, um dos fatores de risco para as doenças cardiovasculares. Para além disso, quando combinado com outros fatores, como uma má alimentação, o sedentarismo ou o tabagismo, o stress pode provocar o aumento de LDL, ou «mau» colesterol, e a diminuição de HDL, considerado «bom» colesterol.

4. O colesterol pode ser genético? Pode ser herdado?
O colesterol tem duas origens possíveis: cerca de 30% são provenientes da alimentação (encontra-se especialmente em produtos de origem animal, tais como as carnes, o leite gordo, o queijo, a manteiga e os ovos), mas a maior parte é produzida no fígado, de acordo com as necessidades do organismo, mas esta produção pode ser influenciada por vários fatores, entre os quais a hereditariedade ou fatores genéticos. Para muitas pessoas, a causa de colesterol elevado é hereditária e é causada pela produção em excesso ou pela dificuldade na sua utilização. Os familiares diretos (filhos, irmãos, pais) de pessoas com o colesterol alto devem fazer análises de sangue para saber se também têm o mesmo problema.

5. Existem muitos mitos em torno do colesterol. Como o de ser um problema das pessoas com excesso de peso. Mas o colesterol afeta também as pessoas magras ...
O excesso de peso é um dos fatores que podem contribuir para o aumento do colesterol, mas não é necessariamente sinal de colesterol elevado. O que acontece é que geralmente este problema está associado ao sedentarismo e a erros alimentares que também levam a níveis de colesterol mais elevados, e, por isso mesmo, muitas vezes os dois problemas coexistem na mesma pessoa. Contudo, uma pessoa com um peso considerado normal ou saudável pode, sem se aperceber, ter níveis de colesterol elevados devido a outros fatores não controláveis, como a hereditariedade, a idade, a menopausa ou ainda doenças como a diabetes ou a insuficiência renal. Por esta razão, é importante reforçar que o colesterol é o que costumamos chamar de «inimigo silencioso», exatamente porque não tem sintomas nem sinais, e sem o sentirmos pode acumular-se nas nossas artérias e levar ao desenvolvimento de doenças coronárias.

6. Os obesos têm maior propensão para ter colesterol alto?
Como referido anteriormente, o excesso de peso e a obesidade estão muitas vezes associados a outras doenças como a hipercolesterolemia, uma vez que as causas de todas elas passam pelos mesmos erros alimentares e pelo sedentarismo. Nestas situações, onde coexiste uma multiplicidade de patologias, o risco cardiovascular é exponencialmente aumentado, pelo que os cuidados devem ser redobrados. Esses indivíduos apresentam igualmente um aumento de gordura visceral, levando a situações de resistência à insulina, hipertrigliceridemia, tensão arterial elevada, a chamada síndroma metabólica.
Fonte : Idade Maior